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ARTIGO: Festival de culturas, agora, no Brasil

Já estamos na Copa e, com isso, temos a oportunidade única de conhecermos um pouco de diversas culturas diferentes da nossa, sem sair de casa. As pesquisas indicam que, quanto mais conhecemos outras culturas, mais nos tornamos flexíveis de um lado e sensíveis, de outro, a esse tema. Tal evolução acrescenta não somente conhecimento, mas também competência para lidar com todo tipo de interculturalidade, incluindo fusões e aquisições, multigerações, cultura nacional e cultura organizacional.

Aprender a lidar com uma cultura diferente da nossa começa pela tomada de consciência da minha própria cultura. Uma primeira reação típica é a de pensarmos que a “minha cultura” está certa e a do outro, errada. O primeiro passo para interagirmos adequadamente com outros, que são diferentes de nós, é respeitar sua cultura. Lembramos que respeitar não significa aceitar ou incorporar em seu mundo. Significa apenas que há uma razão para o comportamento do visitante e que você não fará força para mudá-lo.

Quando se compreende o contexto do visitante, também fica mais fácil entender a justificativa por trás de seu comportamento. Isso nos ajuda a compreender melhor as pessoas e, assim, a se incomodar menos com o comportamento diferente. Uns não comem carne de porco, para outros a vaca é sagrada, e não adianta o gaúcho insistir que seu churrasco é maravilhoso!

Chineses e indianos, que, mesmo não tendo países classificados para a Copa estiverem no Brasil para assistir aos jogos, vão se sentir em casa com o “jeitinho brasileiro”, mas os alemães e norte-americanos vão preferir seguir as leis e normas ao pé da letra. Furar fila, nem pensar! Alguns são muito mais individualistas que nós, e não gostam que os toquem, coisa comum no Brasil.

Os gregos preferem um tour bem planejado e organizado. Não saia com um grego sem destino! Os portugueses preferem frases claras e diretas, diferentemente de nós que gostamos e preferimos as sutilezas, as meias-palavras. Não estranhe se você estiver com um casal de finlandeses e eles parecerem que não estão gostando. Os finlandeses são sérios, o que não quer dizer que não estão apreciando. Já os holandeses são divertidos e gostam de aproveitar a vida, como nós. E, por fim, os ingleses são fanáticos por futebol e por apostas. Vão adorar participar de um bolão.

Quando demonstramos interesse genuíno pela cultura e o idioma de outras pessoas, conseguimos nos relacionar melhor e aprender um mundo novo, baseado em valores, que, por vezes, são muito diferentes do nosso. Para aproveitarmos plenamente essa riqueza de culturas devemos tentar não julgar, ou julgar menos, as pessoas com base em nossas próprias ideias e valores.

Em vez de querer impor seus valores, fique com o coração e a mente abertos para o novo e curta mais este aspecto da Copa no Brasil.

Obrigado, gracias, merci, thank you, danke, σας ευχαριστώ e 谢谢

 

Almiro dos Reis Neto é presidente da Franquality Consultoria em RH e presidente da ABRH-SP

Fonte: O Estado de São Paulo – 15 de junho de 2014

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