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Clareza no processo de coaching

Ás vezes, a demanda de coaching vem assim: “preciso de mais presença executiva” ou “tenho que desenvolver pensamento estratégico”. Em um processo de coaching, um dos mais importantes passos é buscar clareza do que se precisa desenvolver.

No primeiro caso, a questão que se coloca é: o que faz uma pessoa que demonstra “presença executiva”? Apareceram aspectos relacionados às habilidades sociais, relacionamento com pessoas de outras áreas e a capacidade de influência. Desdobrando um nível, apareceram diversos comportamentos, dentre eles “escutar por completo e demonstrar, ainda que não concorde”. Comportamentos podem ser desenvolvidos.

No segundo caso, o esclarecimento do que significa “pensamento estratégico” foi particularizado para a posição do cliente, um gestor comercial, algo que se traduziu em ampliar o conhecimento sobre produtos e mercados. As ações foram participar de fóruns e eventos que ajudassem a entender as estratégias de mercado, quais seriam os novos produtos, novas tendências de consumo e questões que não faziam parte do dia a dia do profissional comercial e que faltavam desenvolver para ampliar seus horizontes e refletir-se no seu repertório.

As pessoas mudam os comportamentos que quiserem. Todavia, o trabalho de coaching não é, nem poderia ser, algo que altere a personalidade da pessoa. Alguém que se reconhece organizado, e adora fazer coisas com altíssima qualidade e sem erros, não se tornará a pessoa mais criativa do mundo. Poderá desenvolver vários comportamentos criativos, mantendo o mesmo jeito de ser. E só fará isso se a mudança fizer sentido, pois caso contrário não haverá empenho em desenvolver essas habilidades.

Todo trabalho de coaching começa com a busca da clareza a respeito de aonde se quer chegar, e como esses caminhos fazem sentido em relação aos valores e propósitos da pessoa – dois aspectos fundamentais para começar bem um projeto de coaching.

Por Dante Mantovani, integrante do Grupo de Estudos Introdução ao Processo de Coaching, de São Paulo

 

Fonte: O Estado de São Paulo, 30 de Dezembro de 2018

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