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CNV – diversidade nas relações de trabalho

Comunicação Não-Violenta: caminho para conciliar a valorização da diversidade com alto desempenho das relações de trabalho

 

“­­Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá” (Rumi)

 

Os conflitos no trabalho sempre foram um foco de atenção das lideranças e RH, e algumas organizações já trabalham na revisão das estratégias para lidar com este tema buscando alternativas mais satisfatórias aos procedimentos formais de tratar conflitos.

A diversidade é um valor cada vez maior nas empresas e também para as pessoas que têm expectativas de encontrar no ambiente de trabalho espaços onde possam se expressar e serem reconhecidas nas suas características individuais. Por outro lado, as organizações dependem cada vez mais de redes de relacionamentos funcionando com um mínimo de harmonia para atender às crescentes demandas de desempenho e mudanças nos ambientes de negócios.

Nesse cenário, o uso da Comunicação Não-Violenta (CNV) nas empresas é um caminho para conciliar a valorização da diversidade com um alto desempenho das relações de trabalho entre pessoas e grupos – vetores que potencializam tensões e conflitos.

A CNV – desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg – não busca evitar conflitos e tensões que são naturais no trabalho, mas antes reconhecê-los e propiciar uma pausa na escalada do conflito que propicie o diálogo e a comunicação, mudando o foco do que separa para o que pode unir as pessoas, valorizando a cooperação e o respeito.

O cerne da CNV é a comunicação empática que nos liga aos outros e a nós mesmos. Os resultados foram comprovados por décadas em conflitos entre pessoas e grupos muitas vezes em situações com riscos de violência física ou de vida.

A aplicação dos princípios da CNV em nossos relacionamentos pessoais e profissionais não requer que as outras pessoas conheçam tais princípios ou tenham prática na abordagem. Porém, quando a CNV se torna parte da cultura de um grupo ou equipe, mudanças são evidenciadas mais rapidamente.

Quem desejar conhecer e aplicar a CNV no trabalho pode começar com a leitura do livro do professor Rosenberg e participando de um grupo de estudos de CNV para discutir e praticar os princípios. Além disso, existem ótimos cursos e formações no Brasil, assim como grupos de informação e discussão sobre o tema nas redes sociais.

Por fim, recomendamos a CNV, pois promove melhores relacionamentos não só no ambiente profissional, mas também na vida pessoal e familiar.

 

Por Claudia Samartin e Fernando Baganha, integrantes do Grupo de Estudos de Comunicação Não-Violenta da ABRH-SP (sede)

 

Fonte: Jornal Estadão – 03 de janeiro de 2016

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