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ENTREVISTA – O RH como suporte às estratégias de negócio

Desde julho do ano passado, José Ricardo Amaro é diretor de RH da Edenred Brasil, empresa que é reconhecidamente uma referência nas práticas de Recursos Humanos. Com uma experiência de 17 anos na área de auditoria interna – ele só ingressou como executivo de RH em 2002 –, Amaro comanda atualmente uma equipe de 25 pessoas na parte corporativa e cinco business partners que atendem aos 1.200 funcionários das quatro unidades de negócios da Edenred: Benefícios ao Trabalhador, Gestão de Despesas, Accentiv´Mimética e Repom. Apesar de ser referência nos processos convencionais de RH, a área tem com foco principal dar suporte às estratégias de negócio, como ele explica nesta entrevista, em que fala também da duradoura parceria entre a ABRH e a Edenred.

 

GESTÃO DE PESSOAS – Quais são os principais desafios do RH da Edenred?

JOSÉ RICARDO AMARO – Manter-se atualizado para poder, com velocidade, acompanhar as mudanças que estão acontecendo no posicionamento de negócio e na estratégia mundial da empresa. Mudanças como diversificação de segmentos e novos canais, foco nas pessoas que têm uma cultura digital e de inovação muito forte, novo modelo de posicionamento de mercado, desenvolvimento de novos produtos e soluções, entre outras, são estratégias de negócios com desdobramentos no RH, que precisa contratar pessoas com outro perfil e capacitar e qualificar competências um pouco diferentes das que a Edenred já tem como um ativo muito bom. Nosso foco não está, portanto, em desenvolver programas convencionais de processos de RH, embora a gente tenha vários projetos e ações pontuais nessa parte, mas dar suporte às mudanças de modelo e estratégia de negócio da empresa.

 

GP – Quais serão os desafios do RH de modo geral em um ano difícil como promete ser este 2015?

JRA – O que eu tenho passado para minha equipe é que temos de direcionar nosso orçamento e nosso investimento em ações que possam reverter na linha final do resultado. O RH tem, sim, a missão de investir a médio e longo prazo em qualificação, em formação de jovens talentos, em disseminação de cultura. Tudo isso está na nossa agenda, só que, pelo momento atual e pelo ano que nós vamos passar, temos direcionado nosso foco para uma ação mais pragmática que tenha impacto nos resultados da empresa a curto prazo. De forma geral, o RH precisa pensar a curto prazo para, na prática, traduzir em ações que possam gerar receitas e postergar investimentos em retornos a médio e longo prazo.

 

GP – O que ainda falta para o RH ser mais relevante nas empresas de modo geral?

JRA – Estar presente em discussões sobre compra de empresas, reestruturação, estratégia de inovação, novas soluções, parcerias… O executivo da área não pode se limitar aos processos convencionais de RH nem ser visto como uma diretoria processual, de nível tático, que não consegue agregar valor no nível estratégico. Boa parte dos profissionais da área já descobriu que precisa fazer mais do que faz atualmente. Esse movimento, porém, é uma via de mão dupla. Existe o lado do executivo que vai buscar esse espaço e oportunidade, mas é preciso a abertura do presidente para permitir a contribuição vinda do RH.

 

GP – A Edenred tem uma relação histórica com a ABRH. Qual é o relacionamento atual da empresa com a entidade?

JRA – A Edenred é reconhecidamente uma referência nas práticas de RH. Nossos modelos de home office, de investimento em qualidade de vida e bem-estar, de reconhecimento e mérito na área comercial são referência no mercado. Nesse sentido, nosso relacionamento com a ABRH está baseado em dois pilares: o compartilhamento dessas melhores práticas para gerar a troca de conteúdo com outras empresas e a entidade, e o aspecto comercial com os nossos interlocutores. Como já aconteceu no CONARH durante nossa participação no ano passado, e vai voltar a acontecer, tivemos um espaço para compartilhar conteúdo com os heads de RH de grandes clientes, onde associamos as melhores práticas com as nossas soluções e produtos. Esse modelo de parceria se repete regionalmente, em eventos das ABRHs locais.

 

Página Semanal ABRH-SP – 15 de fevereiro

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