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GERH: As origens e as conquistas – um pouco da história**

Em 1980, Sergio Leme Beniamino, como consultor sênior da Hay do Brasil, conduziu um Estudo Anual de Remuneração destinado aos segmentos bancário e financeiro, instituições onde tinha fortes ligações profissionais. Em função da adesão das empresas desses segmentos e de seus gestores de RH a esse trabalho, criou-se um grupo informal que teve continuidade com o nome de GERHOF. Estavam presentes os representantes de RH do Banco Safra, Chase Manhattan, Crefisul, Citibank, BFB, Nações, Real, Sudameris, BGC, Cidade de São Paulo, Noroeste, Auxiliar, Comind e BCN, entre outros.

Dos atuais integrantes do GERH, participavam do GERHOF nessa época: Antonio Vidal, Arnaldo N. Giannini, Fernando Lima, Irélio Pedro Frigo, João Augusto Miranda e Milton Abrunhosa.

Em junho de 1982, no período de 17 a 19, sob a batuta de Sérgio Leme Beniamino, o GERHOF realizou o I Fórum de Debates, no hotel Rancho Silvestre, em Embu das Artes. Arnaldo N. Giannini, Darci Garçon, João Augusto Miranda e Milton Abrunhosa participaram desse evento.

Em março de 1983, ainda sob a coordenação de Sérgio Beniamino, realizou-se o II Fórum, no mesmo hotel, cujo tema foi O meio, a crise, a empresa e o homem. 

 

GERH

No dia 28 de fevereiro de 1983, Domingos Antonio D’Angelo Jr. enviou carta a vários profissionais de RH, convidando-os a participarem de reunião de fundação do GERH – Grupo de Estudos de Recursos Humanos.  O programa dessa reunião, segundo D’Angelo, previa a apresentação dos convidados-participantes, discussão e aprovação de regulamento e eleição do coordenador, além de assuntos gerais.

Ainda segundo D’Angelo, a fundação do GERH ocorreu para permitir que mais profissionais de RH se relacionassem e trocassem informações. E também em razão das dificuldades que tinham para entrar nos grupos já existentes na época (Diógenes, CRI e G-3), pois todos eles tinham estabelecido em seus estatutos um número limitado de integrantes.

No dia 22 de março do mesmo ano, houve a primeira reunião do Grupo já constituído, nas instalações da Kibon, no Brooklin, sob a coordenação provisória de Dácio Gonçalves Pozzi, Mário Marques e Arnold Ferle. Dos fundadores do GERH, Enio Resende e Moacir Carlos Sampaio Silva participaram da primeira reunião e ainda permanecem no grupo.

 

GERHOF + GERH

 

Em 1983, o coordenador do GERHOF era João Augusto R. de Miranda. Sob sua orientação, Darci Garçon deu início às negociações para a fusão com o GERH, naquele ano coordenado por Dácio Gonçalves Pozzi. O GERH atual é produto bem-sucedido da junção desses dois grupos informais que não deslanchavam. De repente, esses dois grupos decidiram juntar os seus integrantes e respectivos esforços numa tentativa de adquirir mais força e enriquecer as suas atividades.

A denominação do novo grupo, assumida a partir daí, foi a do GERH – Grupo de Estudos de Recursos Humanos, porque era denominação mais abrangente e deixava de ser exclusivo de representantes de bancos, seguradoras, empresas de serviços e indústrias, abrindo as suas portas para profissionais dos demais segmentos. A primeira reunião conjunta, após difícil negociação, foi realizada em 1983, no NovoHotel Morumbi.

 

O novo GERH

 

A partir da junção dos dois grupos, os seguintes colegas foram coordenadores do GERH: Arnaldo N. Giannini (85), Elísio Cardoso Ramos (86), José Roberto Marcondes de Campos (87), Waldir Vetorazzo (88), Estanislau E. Braz (89), Francesco Sansone (90), Luiz Felipe Rosa (91), José Emídio Teixeira (92), Luiz Fernandes Visconti (93) e Fernando Lanzer de Souza (94).

Em 1995, a partir de uma proposta de Fernando B. Calvet, o grupo passou a adotar um sistema de coordenação rotativa, segundo o qual a empresa patrocinadora organizava e conduzia as reuniões mensais. A coordenação rotativa permaneceu até o ano de 2007, voltando, então, a contar com um coordenador fixo eleito anualmente em novembro e assumindo a direção a partir de janeiro do ano seguinte.

Desde 2007, assumiram a coordenação do grupo Fernando Marques (2008), Márcia Palmeira (2009), Arnaldo N. Giannini (2010), Maria de Lourdes Nogueira (2011), Marcos Cunha/Flávio Balestrin de Paiva (2012) e Flávio, novamente, em 2013.

Atualmente (abril de 2013), a famosa “lista A-4” contém nada menos que 84 nomes, entre executivos de empresas, consultores e empresários. Há equilíbrio entre o número de executivos, consultores e empresários. É importante esclarecer que esses consultores e empresários foram admitidos quando eram também executivos e, quando deixaram as empresas onde trabalhavam, optaram por permanecer no grupo.

Levantamento preliminar mostra que pelo menos 420 palestrantes compareceram às reuniões mensais e fóruns do GERH, sem contar aqueles que compareceram repetidamente, em diferentes datas, entre eles, políticos, membros de governos estaduais e federal, empresários, economistas, profissionais de Recursos Humanos, presidentes e executivos de empresa privadas, consultores, sindicalistas, pensadores e escritores.

Digno de registro é o fato de que, em 1983, junto com a ANPAR – Associação Nacional de Administração Participativa, o GERH apresentou para a então Ministra do Trabalho, Dorothea Werneck, estudos a respeito da participação dos funcionários nos lucros das empresas. Representando o GERH nesse projeto estavam Franco Sansone e Estanislau Brás.

O GERH tinha um site que se transformou em um blog (blogspot.com), instalados sob orientações e cuidados do Almiro dos Reis Neto.  Em abril de 2013, foi lançada a Rede Social 2013, um meio de comunicação mais moderno e eficiente, para uso dos integrantes do grupo. Desde março de 2000  é editado um boletim, o GERH News, por meio do qual seus integrantes recebem informações de interesse comum e também a agenda das reuniões mensais. Em março de 2013, circulou o boletim número 240.

O GERH se equipara em porte e prestígio aos grupos informais de RH mais antigos e conhecidos. Dentre eles, destacamos o CEAP-RH (do ABC, fundado em 1958); Gruca (Campinas, fundado também em 1958); Diógenes (1964); CRI (1967); e G-3 (1974). O Grupo Reflexão, fundado em 1989, foi organizado segundo o padrão GERH, mas destinado a profissionais que atuavam em Treinamento e Desenvolvimento. Participaram de sua fundação Ânia Hiluey, Darci Garçon, Eliana Frade, Fernando Lima, Idathy Munhoz – atuais integrantes do GERH. Sandra Denes, nossa colega, foi coordenadora do Grupo Reflexão, ingressando no GERH anos depois.

Em 2005, o GERH, os grupos Diógenes e G-3 passaram à categoria de Amigos para Sempre, da ABRH-SP, por terem contribuído para a aquisição e reforma de sua sede própria, localizada Av. Luiz Carlos Berrine. Com isso, os integrantes do Grupo passaram a ter o privilégio de poder usar a sala de reuniões da Associação, sem custo, ad eternum.

Em 2010, o GERH comemorou seu trigésimo aniversário num jantar memorável realizado no Terraço Itália, com a presença de grande número de convidados, acompanhantes, representantes da ABRH-SP e de vários coordenadores de outros grupos informais de São Paulo.

 

Os tempos mudam e a fila anda…

 

O estágio de troca de informações simplesmente voltado para a atualização dos integrantes – etapa inicial dos dois grupos – foi superado com o tempo. Hoje informações e experiências continuam sendo trocadas, mas o foco principal é a reflexão sobre cenários, temas relacionados com a dinâmica das organizações, particularmente no que diz respeito à gestão de pessoas, destacando-se o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, natureza das relações, cultura, filosofia de atuação, inclusive o impacto do trabalho no meio ambiente, a responsabilidade social, papéis, funções e melhores práticas de Recursos Humanos.

Além disso, os integrantes procuram levar e disseminar, nas reuniões mensais, experiências bem-sucedidas relativas aos esforços de suas empresas voltados para o incremento do desempenho, da sutentabilidade e dos resultados para a melhoria do ambiente e da motivação e para as condições que propiciem o desenvolvimento das pessoas e das equipes de trabalho.

Como um Grupo assumidamente informal, o GERH não tem estatuto escrito. As “normas” internas são flexíveis e as decisões que afetam o seu funcionamento são tomadas por consenso ou por maioria simples. Optando pela simplicidade, não há arquivos e, até há pouco tempo, não havia controle de presença às reuniões, nem conta bancária. As despesas decorrentes de reuniões mensais e dos Fóruns são cobertas pelas empresas ou pelos integrantes que assumem o patrocínio desses encontros ou, ainda, por entidades que têm interesse em associar o seu nome aos eventos promovidos pelo Grupo.

A sobrevivência desse Grupo deve-se, essencialmente, ao esforço, ao interesse e à motivação dos seus integrantes.  Obviamente, há os que “carregam o piano”, ou seja, os que dedicam mais tempo do que os demais, organizando as reuniões mensais, por exemplo. A organização dos Fóruns, que normalmente acontecem nos meses de setembro, começa no mês de março com o brain storming para a descoberta do tema central, conteúdo e indicação de conferencistas e moderadores, busca de local para a realização e de patrocínio. Normalmente, os mais antigos se dedicam a estas empreitadas, são importantes nos bastidores e preferem permanecer no anonimato. 

Ao longo de todos esses anos, o GERH manteve-se forte e coeso, mas, algumas vezes, com altos e baixos no que diz respeito à frequência às reuniões mensais, uma circunstância que afeta a todos os grupos informais devido ao nível de assoberbamento, principalmente, dos executivos de empresas, nos tempos atuais de muitas mudanças e cobrança por resultados. Há apenas uma regra inflexível no GERH, que se refere à admissão de novos integrantes. Só podem ser apresentados e aprovados executivos que estejam empregados ou em fase de transição entre duas empresas. Por outro lado, aqueles que se aposentam tornam-se consultores ou empresários não têm a obrigação de deixar o grupo. O apego entre os seus integrantes é tão intenso, que a eventual exclusão de qualquer um – por excesso de ausências, por exemplo – é sempre um trauma com impacto em todo o grupo.

Alguns de nossos colegas são destaques no cenário nacional de Recursos Humanos, são formadores de opinião, reconhecidos e premiados. Wagner Brunini é diretor do Sindicato Patronal dos Químicos, foi vice-presidente e presidente da ABRH-SP, acumulando seis anos de atuação e foi sucedido, em 2013, por Almiro dos Reis Neto, ambos integrantes antigos do GERH. Reinaldo Frascino foi presidente da AAPSA. Felipe Westin foi diretor na ABRH-SP por seis anos e presidente do Conselho Deliberativo por mais três anos. Atuando na ABRH-SP como diretor de Grupos Informais, Darci Garçon foi encarregado de constituir o GINFORH, cuja função era a de congregar os diferentes grupos informais de RH do Estado de São Paulo.

Enio Resende escreveu e lançou 17 livros com diferentes temas ligados a RH e gestão. Fernando Barbosa Calvet é vice-presidente do Sindeprestem e da Assertem. Marcos Baumgartner é o Publisher da revista T&D – Inteligência Corporativa tendo apresentado a revista número zero aos integrantes do GERH, logo após o seu lançamento, em 1993. Milton Abrunhosa viaja anualmente aos Estados Unidos, onde participa do Congresso Internacional da ASTD, que acontece sempre em cidades diferentes, acumulando mais de 22 viagens com esse objetivo. João Francisco Toledo dá aulas de Administração de Gestão do Conhecimento em cursos de MBA, doutorado e pós-graduação em várias faculdades.

Outros colegas tomaram rumos diferentes e deixaram o GERH espontaneamente. Por outro lado, gente nova é atraída e se junta ao grupo. A renovação é necessária a fim de trazer “sangue novo”, garantir atualidade e continuidade ao Grupo, além de reforçar os laços que nos unem.  Milton Abrunhosa está no GERH desde 1981, reside no Rio de Janeiro e, raramente, deixa de comparecer às reuniões mensais e aos Fóruns. Há os que deixaram o nosso convívio definitivamente, mas permanecem em nossa memória: José Roberto Marcondes, Waldir Vetorazzo e, mais recentemente, Rosa Lopes.

Fóruns Anuais

Os fóruns anuais constituem uma das marcas registradas do GERH desde a sua fundação.  Ao longo do tempo, tornaram-se uma preocupação daqueles integrantes que assumem a sua organização, cujo desafio tem sido o de fazer com que o evento do ano seja melhor do que o anterior. Felizmente, isto é quase sempre possível porque os seus organizadores, ao refletirem sobre a criação do tema geral e o seu conteúdo, miram sempre o futuro tendo o passado apenas como referência.  Vale lembrar alguns de seus melhores momentos.

A finalidade do I Fórum foi o de propiciar a gestores de RH uma oportunidade de reflexão e desenvolvimento que não teriam no local de trabalho. Um dos palestrantes, José Maranho, deu aula magistral de vida ao questionar os participantes quanto ao seu conhecimento e leitura de obras de Filosofia e criticando os presentes, na maioria jovens gestores, pela falta de embasamento cultural e filosófico mais sólido, que desse sustentação as suas práticas como gestores de Recursos Humanos.

O I Fórum serviu como modelo seguido até nossos dias.  O tema central do II Fórum girava em torno da pergunta chave: O que pode a empresa fazer pelos seus recursos humanos em momento de crise? Realizado há uma geração atrás e dez anos antes de Fernando Collor, destacaram-se comentários sobre a conjuntura econômica preocupante, excesso de gastos públicos, ineficiência da máquina estatal, insegurança, insatisfação, a incerteza do ser humano naquele ambiente, o aumento da capacidade crítica das pessoas, mais contestadoras, a crescente organização de interesses coletivos para a busca de direitos.

Em 1991, antecipando-se ao tempo, o tema central do Fórum foi Florescimento da Cidadania e, em 1992, Ética, questões essas que só vieram a se tornar modismo bem mais tarde.

 O tema Cidadania abriu espaço para que dois dos atuais integrantes, Fernando Carvalho Lima e João Francisco Toledo, divulgassem os Princípios de Cidadania, por meio de palestras em 18 grupos informais, empresas, associações e faculdades.  Esse Fórum inspirou, também, o nosso colega Ênio Resende a escrever e publicar, em 1992, o livro Cidadania – O remédio para as doenças culturais brasileiras. João Marcos Varella deu início a outro movimento, Meninos de Rua. Por sua vez, Robert Henry Srour, um dos palestrantes do Fórum sobre Ética, também lançou um livro sobre esse tema.

Nos dias 15 e 16 de outubro de 1992, o GERH – representado por José Emidio Teixeira – e a ABTD realizaram, na PUC- SP, seminário internacional intitulado Educação e Cidadania, com o apoio de uma empresa francesa – Polynome – que promoveu um evento similar na França e intermediou a vinda de especialistas europeus como expositores.

A marca Excelência Pessoal foi o título dado ao Fórum realizado em 1995, por proposta de José Roberto Marcondes de Campos. Durante alguns anos, por sugestão de Arnaldo N. Giannini, esse título passou a ser a denominação permanente dos fóruns como homenagem do grupo a esse nosso colega, falecido em 1996. E assim foi até 2003.

Em 2005, ano do XXV Fórum, o GERH realizou o Fórum Jovem, planejado e conduzido por Luiz Visconte e Vicky Block.  Nesse evento, que reuniu 20 rapazes e moças, filhos de integrantes do grupo, foram discutidas questões de trabalho, carreira e futuro.

Em 2009, assombrados com o crescimento dos escândalos e da corrupção no meio político do país, envolvendo todos os poderes, o GERH desenvolveu como tema do Fórum A Crise de Valores da Sociedade Brasileira, chamando a atenção para o fato de que não havia intenção dos dirigentes em combatê-la nem perspectivas para a solução de problemas importantes ligados à saúde, educação, segurança e trabalho. Além disso, discutiu-se o absoluto alheamento da sociedade a tais fatos, bem como a ausência de quaisquer manifestações ou sinais de indignação.

Para os que estiveram presentes, vale lembrar um acontecimento que não nos foge da memória. Quando se realizava o I Fórum, em 1982, Milton Abrunhosa, enquanto caminhava da recepção do hotel para o auditório principal onde se realizava o Fórum, precisou passar próximo ao local onde se situava o bar, que estava às escuras.  Num percurso de 50 metros, não observou que, próximo a uma escada havia um vão, e caiu de uma altura de 2 metros, desmaiando por uns segundos. Ao recuperar-se, buscou ajuda. Foi levado a um pronto socorro de Embu das Artes e não pode ser atendido porque não tinha a carteira profissional… Foi levado, então, para um hospital em São Paulo, na av. Dr. Francisco Morato, onde constataram que não havia sofrido fraturas. Persistente como ele sempre foi, continuou no evento usando uma tipoia…                                                      

Mais uma particularidade do Fórum GERH: em todos os anos acontece o “teatro”.  Trata-se de uma peça satírica, organizada por alguns dos integrantes do grupo e apresentada num intervalo do Fórum. O “teatro” é uma ação geralmente organizada e dirigida pelo José Emidio Teixeira e desempenhada por vários integrantes (Elisio, Silno, Márcia, Iaci, Gérlia, Luiz Felipe, Lúcia Videira). A sátira procura sempre ironizar os próprios integrantes e os palestrantes que se apresentam durante o Fórum. O “teatro” foi precedido por outro show inesquecível, na época chamado show de rádio, comandado por César Foffá, ex-integrante do grupo, na época ex-profissional de locução radiofônica.

Os fóruns anuais do GERH são sempre abertos a convidados, amigos ou conhecidos atuantes em RH. Essa prática favorece o networking e é também um meio de se identificar profissionais que possam vir a ser convidados a ingressar no grupo. 

Em 2013, o GERH organizará o XXXIII Fórum de Debates. Para efeito histórico, é importante registrar que esse deveria ser o XXXII.  Ocorre que, em 1990, a equipe organizadora não se deu conta de que estava trabalhando para a organização do IX e não do X Fórum como ocorreu.

 

Finalizando

 

E assim caminhamos com a firme crença de que a mesma determinação e espírito de luta dos seus integrantes deem continuidade à existência do Grupo com o mesmo espírito democrático e tolerante que sempre deram sustentação à nossa convivência. Neste momento, é oportuno relembrar textos marcantes de uma introdução escrita por Moacir Carlos Silva, em 2002, para um book do Grupo. O texto, intitulado Trintões e Setentões, dentre outros, contém dois conceitos ainda válidos e atuais:

 

““… o nosso GERH é heterogêneo além da medida. Pergunta-se: como pessoas de origem e formação tão diversas, portadoras de tantas peculiaridades e idiossincrasias, convivendo num ambiente fermentado por paradigmas e princípios tão diferentes, podem conviver por tanto tempo e tão bem?

“… o momento mais rico de uma transição é o da simultaneidade: quando o antigo não está ainda suficientemente gasto para ser descartado, nem o novo está suficientemente maduro para assumir a titularidade definitiva. Esta diversidade é produtiva porque permite que os veteranos aprendam novas maneiras de fazer acontecer e renovem seus modelos mentais e as sua almas. E dá condições para que os novos absorvam serenidade, paciência, sabedoria…”

Os novos integrantes são sempre bem-vindos e o que se espera deles é que sejam os sucessores dos atuais veteranos e que deem continuidade ao grupo por tanto tempo quanto for possível. É certo que, na direção de um Grupo desta natureza, precisam estar habituados a emoções fortes.  Conseguir o envolvimento e a adesão espontânea não é fácil. Encher a sala de reuniões e encontrar um tema atraente para o Fórum Anual é sempre um desafio que nos acompanhou ao longo destes trinta e tantos anos.

 

** Texto original escrito em setembro de 2000 e atualizado em março, 2013.

 

CSB/DG/JFT 03/13

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