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O DNA da Schneider é a sustentabilidade

Na Schneider Electric, a sustentabilidade faz parte do DNA da empresa

Em tempos de COP-21, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas realizada em Paris, vale a pena falar de exemplos de empresas que incorporaram de fato a sustentabilidade no seu DNA. Uma delas é a Schneider Electric, reconhecida como a nona empresa mais sustentável do mundo. A participação do RH na forma como os colaboradores vivenciam esse valor e o ativismo da empresa na COP-21 são os temas desta entrevista com a vice-presidente de RH para a América do Sul, a francesa Mai-Lan Nguyen. Veja a seguir:

GP – Há alguns anos a empresa promoveu uma transformação importante passando de líder em distribuição elétrica a especialista em gestão de energia. Como essa mudança foi incorporada pelos colaboradores? 

MN – A sustentabilidade passou a ser o centro da estratégia da Schneider Electric a partir de uma extensa análise de megatendências promovida pela companhia entre 2008 e 2009. Essa mudança foi liderada pelo nosso CEO global Jean-Pascal Tricoire, um líder carismático e visionário. Veio dele a reflexão de que para evoluir na abordagem do tema, para ir além de um belo discurso, a Schneider Electric precisaria investir em educação e colocar a sua experiência e conhecimento a serviço de soluções para os principais dilemas do planeta. O papel da liderança nesses momentos é fundamental e isso fica bem claro na Schneider Brasil, que se tornou protagonista no tema. Temos a liderança – não só a presidente – engajada no tema; cascateamento de mensagem por meio de fóruns e treinamentos; temos metas e programas de sustentabilidade próprios e até um instituto, que promove o voluntariado e desenvolve nos nossos colaboradores algumas competências. Nós sentimos, não só dizemos, que a sustentabilidade hoje faz parte do nosso DNA, somos reconhecidos como a 9ª empresa mais sustentável do mundo e esta é definitivamente uma vantagem competitiva na atração e retenção de talentos.

GP – Como o RH vivencia a sustentabilidade?
MN –
O RH tem um papel fundamental: ao mesmo tempo em que trabalhamos, por exemplo, para aumentar o percentual de mulheres no pipeline de talentos ou aumentar o índice de engajamento, nós também ajudamos as demais áreas a desenvolver as competências e preencher os gaps para que outras metas, como aumentar a participação de alguns produtos mais verdes ou reduzir nossas emissões, sejam atingidas. Acreditamos que uma cultura de alta performance é construída com alinhamento total aos valores da empresa e tendo as pessoas certas e as ferramentas e os processos adequados. Nosso objetivo é fazer com que as pessoas sejam reconhecidas como os melhores profissionais em sua indústria, aumentando sua empregabilidade.

GP – Qual é a participação da empresa na COP-21? E qual o impacto dessa participação para o público interno?

MN – Nosso CEO global, Jean-Pascal Tricoire, sempre diz que nós não somos otimistas nem pessimistas em relação ao clima; nós somos ativistas. Por isso, nós participamos ativamente da COP-21, a maior e mais importante conferência de clima, em duas frentes: uma global, na qual, novamente liderada pelo nosso CEO, assumimos compromissos para contribuir com a redução das emissões; e também uma local, buscando levar um novo olhar para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono para o Brasil e os demais países da América do Sul. Há mais de cinco anos, nós começamos a falar sobre desenvolvimento sustentável e não é só porque a sustentabilidade está ligada ao nosso negócio. Ao criar raízes nos países onde temos operações, não podemos permanecer calados aos impactos inerentes ao crescimento demográfico e à industrialização. E é desse desejo de contribuir para a criação de nações e cidades mais sustentáveis, com mais qualidade de vida para os seus cidadãos, que nasceu um estudo exclusivo, que apresentamos, durante a COP-21, para os nossos stakeholders, incluindo, claro, os colaboradores. Tudo começa dentro de casa.  Em outubro, durante a Learning Week, a nossa semana voltada totalmente a treinamento e desenvolvimento, fizemos uma sessão especial sobre a COP-21, transmitida para todo o país. Nós temos uma rede social interna onde reforçamos nossas mensagens, trocamos informações, deixamos espaço aberto para dúvidas e promovemos, por exemplo, dinâmicas. Que funcionário não sente orgulho de ter a empresa participando de discussões importantes e propondo melhorias? Não se sente mais motivado ao entender que o seu trabalho, a tecnologia que vende, pode ajudar a combater o aquecimento global, o maior desafio da nossa geração?

GP – Quais práticas de RH da Schneider são determinantes para a estratégia da empresa? 

MN – A transformação da Schneider também passa pelo RH, cuja visão é a de promover uma cultura de alta performance por meio de práticas, como Feedback, Performance Management, Talent Management e Empowerment. Isso quer dizer que nós, como RH, damos suporte para que o gestor e o funcionário construam juntos um plano e uma estratégia de desenvolvimento coerentes com os objetivos da empresa e de carreira de cada um. Acreditamos em um modelo baseado nos 3 Es, isto é, Experiência (70%), Exposição (20%) e Educação (10%). Nosso funcionário conta com líderes preparados para apoiá-lo, mais de 25 mil cursos de e-learning a sua disposição, uma Universidade Corporativa com 14 academias e desafios no país e até no exterior. Cabe a ele ser mais determinado e proativo em relação à própria carreira e desenvolvimento.

 

Fonte: Jornal Estadão – 13/12/2015

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