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O novo mundo corporativo exige versatilidade

Nossa vida já foi bem mais simples. No âmbito pessoal, os laços estão cada vez mais superficiais e instáveis; no trabalho, enfrentamos mudanças radicais e aceleradas, com robôs e sistemas de inteligência artificial transformando e até eliminando empregos. Nada parece ser feito para durar.

A boa notícia é que o talento é capaz de contornar obstáculos e ocupar espaços vazios – as oportunidades. Isso, em termos individuais, significa adaptar-se às novas circunstâncias. Mas, para funcionar, esse poder de adaptação exige versatilidade, que é a qualidade de fazer diferente. Somando-se a ela o talento, garante ao profissional mais agilidade no aprendizado e melhor desempenho em situações inéditas.

Essa reflexão nos leva à teoria do sociólogo Zygmunt Bauman, de que a nossa realidade pós-moderna é um “mundo líquido”. Os vínculos, menos leais e duradouros, escorrem entre os dedos. Diante dos novos vínculos de trabalho – freelancers, job sharing, empregados bumerangues, jornadas parciais e temporárias –, devemos escolher entre ser levados pela corrente ou assumir o leme do barco da mudança.

E, ao olharmos para esse “mundo novo” de Bauman, veremos que, em estado líquido, um material possui mais energia do que em estado sólido – sem falar na liberdade de movimentos e na maleabilidade de sua forma.

E como um profissional pode tirar proveito disso? Aumentando o gosto pelo risco e experimentando situações fora do seu domínio. Por isso, é bom estar disposto a participar de projetos multidisciplinares, atuar em empresas de diferentes segmentos, relacionar-se com pessoas de outras nacionalidades e testar novas metodologias de trabalho.

Um exemplo prático de que essa maleabilidade existe e, se empregada adequadamente, traz bons resultados é a Cooltura de Serviço, uma nova maneira de atender os clientes que vão à rede McDonald’s, mas que também lança um novo olhar nas relações entre os próprios funcionários da rede. Essa “cooltura” nada mais é do que dar mais liberdade para interagirem com os clientes, entendendo seus perfis e preferências, que naturalmente irá gerar satisfação para ambos.

Sabemos que o novo sempre traz desconforto. Por isso, pense grande, mas comece pequeno, em ambientes controlados. Depois, vá aumentando o grau de dificuldade e de novidade. Assim, mesmo que tudo mude e se torne líquido, uma coisa pode permanecer: sua determinação de vencer e de se reinventar.

Por Marcelo Nóbrega, diretor de Recursos Humanos do McDonald’s Brasil

Fonte: O Estado de São Paulo, 8 de Julho de 2018.

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