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O quanto os vieses interferem em nosso cotidiano?

Nos últimos anos, o termo “vieses inconscientes” está cada vez mais presente no discurso de presidentes de empresas e diretores de RH. Apesar de muito se falar no tema, pouco tem-se feito para colocá-lo no cotidiano do mundo corporativo. Muitas companhias ainda estão em busca de caminhos para lidar com esses olhares que, várias vezes, se transformam em preconceitos, embora não ocorram de forma intencional. Essa demora na assertividade, ao tratar do assunto junto aos colaboradores e áreas de RH, reflete nas contratações e resulta em equipes compostas por pessoas com perfis similares.

Na contramão desse cenário, o Grupo Boticário acredita que a diversidade de abordagens e pensamentos faz o ambiente de trabalho ser mais rico e produtivo. De acordo com Malu Nunes, gerente de Sustentabilidade, uma das principais competências organizacionais da empresa, que norteiam o comportamento de seus colaboradores e tornam o trabalho coeso e fortalecido, é a valorização das diferenças. “Temos orgulho de ser uma empresa com DNA brasileiro e amamos a nossa diversidade. Temos uma penetração enorme em todas as regiões do Brasil e em todas as classes sociais. E, se tivermos uma equipe toda igual, não conseguiremos captar as necessidades e os desejos dos nossos consumidores para traduzir em produtos perfeitos para todos e todas.”

A partir dessa premissa, desde 2016, a empresa realiza treinamentos sobre vieses inconscientes para toda a alta liderança e, em 2018, o mesmo treinamento chega a todos os colaboradores diretos, com o objetivo de reduzir o impacto dessa forma de pensar em todo o ciclo de gente: desde a contratação (as pessoas têm a tendência de contratar pessoas “iguais”); passando pelo desenvolvimento (olhar para cada indivíduo e entender o que os diferentes perfis precisam desenvolver);  e pela avaliação (que impacta na meritocracia) até o desligamento.

Nesse treinamento, a empresa aborda diversas questões que influenciam as escolhas de seus colaboradores, como vieses de afinidade (avaliar positivamente quem se parece conosco), percepção (quando as pessoas acreditam e reforçam estereótipos sem base concreta em fatos), confirmatório (busca por confirmar nossas hipóteses), efeito de grupo (quando uma pessoa muda de opção de escolha para concordar com o grupo), e efeito auréola (quando tendemos a ter uma percepção positiva a partir de uma predisposição conceitual).

“Mesmo com bons resultados na aplicação do treinamento, entendemos que não é possível eliminar completamente os vieses inconscientes. As pessoas têm vieses e, em alguns momentos, eles são extremamente importantes para a nossa própria sobrevivência. Ainda assim, acreditamos que o conhecimento e o reconhecimento desses mecanismos nos ajuda a tomar decisões melhores”, conclui Malu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 01 de Julho de 2018.

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