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RH como pilar da revolução na Laureate Education

Oriundo do mercado de seguros, onde trabalhou por 28 anos, José Roberto Loureiro, CEO da Laureate Brasil, não precisou de mais de três meses para se apaixonar pela área de educação quando entrou no grupo em 2010. Integrante da maior rede internacional de universidades do mundo, presente em 25 países com mais de 70 instituições de ensino e mais de 1 milhão de alunos, a operação da Laureate no Brasil tem crescido bastante nos últimos anos –  atualmente, são 275 mil alunos, 12 instituições de ensino mais o EAD Laureate e aproximadamente 12,8 mil colaboradores, entre profissionais acadêmicos e administrativos –, graças ao caminho pavimentado pela área de RH, como explica Loureiro nesta entrevista, onde fala também dos motivos que levaram a Laureate a ser patrocinadora de gestão da ABRH-SP.

Gestão de Pessoas – Por que a Laureate decidiu patrocinar a gestão da ABRH-SP?

José Roberto Loureiro – Vários fatores nos levaram a apoiar a entidade. Nós entendemos a Associação como um fórum muito importante de discussões de ideias, conhecimentos e boas práticas. Como formamos profissionais para o mercado, precisamos conhecer o que esse mercado quer para fortalecer nossos currículos. Além disso, a ABRH-SP aproxima nossos alunos dos profissionais de Recursos Humanos das organizações.

GP –  Qual é o papel do RH na Laureate e como a área está estruturada?

JRL – O RH foi o pilar da revolução da Laureate. É a área que pavimenta nosso crescimento – desde que cheguei aqui, quase dobramos o número de alunos. Como gestor, tenho duas ferramentas poderosas: tempo e orçamento. Quando quero desenvolver uma área, ofereço para ela tempo e orçamento. Isso foi feito com Recursos Humanos, que passou de um setor com quatro pessoas para uma estrutura grande, que se desenvolveu a tal ponto de começar a exportar pessoas e programas para outros países. Na nossa estrutura atual, as atividades do RH estão concentradas em um centro de excelência que serve o Brasil inteiro. Temos business partners que acompanham o CEO nas localidades e apoiam a estratégia de negócios dele, mas compram os serviços no centro de excelência, como recrutamento, seleção de pessoas, desenvolvimento, entre outros.

GP – Inovação é uma marca da Laureate, principalmente no ensino a distância. Quais são as novidades nesta e em outras áreas?

JRL – A área de ensino a distância é a que mais cresce no Brasil devido às dimensões do país e às dificuldades de acesso à educação. A modalidade perdeu aquele preconceito anterior. No Enade [Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, que avalia o rendimento dos alunos dos cursos de graduação], nossos alunos de ensino a distância performam muito bem. Por isso, estamos ampliando a quantidade de polos de ensino a distância, que são as unidades que fazem a operação de entrega do ensino ao candidato, cobrindo praticamente todas as cidades com mais de 50 mil habitantes do país. No ensino presencial, a novidade é o lançamento de dois novos cursos de medicina no interior de São Paulo, em Piracicaba e em São José dos Campos, além de novos campi em Salvador (BA), Jaboatão (PE), Manaus (AM), Currais Novos (RN) e Feira de Santana (BA).

GP – Como a Laureate tem diminuído a distância entre o que é ensinado na universidade e o que é praticado no dia a dia das empresas?

JRL – Estamos muito conectados ao mercado. Criamos conselhos consultivos, formados por profissionais das diversas áreas em que operamos como escola, para entender aonde o mercado está indo no futuro. Também temos um ensino totalmente voltado às aulas práticas, nos nossos cursos presenciais e híbridos. Na graduação de medicina, os alunos estudam em laboratórios de alta tecnologia com ambientes tridimensionais, robôs e equipamentos de realidade virtual. No nosso curso de gastronomia, 60% da matriz curricular tem conteúdo prático ministrado dentro de nossas cozinhas. Na área de administração, propomos o estudo de casos reais com soluções de situações-problema. Temos avançado cada vez mais nas metodologias ativas de aprendizado, que incluem o uso de games. Essa é para mim a verdadeira revolução na educação, que só não aconteceu ainda na plenitude porque há questões regulatórias na liberdade de atualizar o currículo. A educação do futuro será uma educação sem programas, mas isso requer uma mudança de cultura.

GP – A Laureate é classificada nos Estados Unidos como benefit corporation. O que isso significa e como é praticado no Brasil?

JRL – Significa que cuidamos de todos os stakeholders da cadeia. Também temos um lema chamado Here for Good (Aqui para o bem e para sempre) que praticamos muito no Brasil, porque o que fazemos tem um impacto absurdo na sociedade. Para citar alguns exemplos, quando aconteceram as tragédias com o avião da Chapecoense e em uma casa noturna na cidade de Santa Maria (RS), deslocamos professores de psicologia para estar à disposição das famílias e fazer o atendimento necessário no local. Esse é o nosso espírito Here for Good. Outra ação é o projeto da nossa instituição UniFG, em Jaboatão dos Guararapes (PE), em que duas professoras criaram um programa especial que oferece tratamento multidisciplinar para as crianças afetadas pela microcefalia e atendimento às famílias. Convido a todos a assistir ao vídeo emocionante do projeto (http://bit.ly/2A9glKF). Além de formarmos novos profissionais e mantermos nossa crença de que a sociedade se torna um lugar melhor para viver por meio da democratização do acesso à educação de qualidade, podemos sempre ajudar a comunidade nos momentos de crise.

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