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SAÚDE: Evento demonstrou as evidências financeiras da promoção da saúde

Tabagismo, sedentarismo e má alimentação levam à obesidade, diabetes, depressão e inúmeros outros problemas. Para as empresas, isso significa gastos com assistência médica e prejuízos com a baixa produtividade gerada pela fórmula presenteísmo + absenteísmo. Para o trabalhador, isso quer dizer, na melhor das hipóteses, baixa qualidade de vida para si e sua família.

Segundo o norte-americano Steven Aldana, presidente da Wellsteps e autor de vários livros sobre estilo de vida saudável, 5% dos problemas de saúde estão relacionados à genética que herdamos. Os outros 95% advêm de hábitos e comportamentos. Nos Estados Unidos, do gasto total que as empresas têm com a saúde dos funcionários, 70% estão relacionados a maus hábitos.

Aldana esteve no Brasil na semana passada para participar como keynote speaker do evento Encontros de Saúde Corporativa, promovido pela CPH Health, com o apoio da ABRH-SP. Realizado no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, o evento explorou o tema Saúde – Um posicionamento estratégico para a nova empresa.

Inimigo silencioso

Um dos maiores problemas da atualidade nas corporações é o chamado presenteísmo, quando o funcionário está presente apenas fisicamente. Segundo pesquisas apresentadas por Aldana, nos Estados Unidos ele representa 60% dos gastos que as companhias têm com funcionários e é o mais difícil de ser trabalhado por encontrar resistência do próprio empregado em admitir o problema. “Em empresas de mentalidade mais aberta, no entanto, é plenamente possível combater suas causas com programas de saúde”, disse o executivo. Já o absenteísmo custa 6% às empresas, e a assistência médica gasta 25% do orçamento.

Aldana faz questão de apresentar números e dados baseados em estudos para mostrar as evidências do impacto financeiro que um bom programa de promoção de saúde tem nas empresas. “Antes de tudo, sou cético. Preciso de comprovação, de demonstrações científicas de que algo funciona”, afirmou. “Por isso nosso trabalho é baseado em mais de 30 pesquisas realizadas por institutos reconhecidos. Temos dados que demonstram que programas de saúde nas organizações aumentam a produtividade e reduzem gastos com assistência médica.”

Retorno financeiro

Esses estudos apontam que, em dois anos, para cada dólar investido em programas preventivos – nutrição, atividades físicas, etc. –, a empresa economiza US$ 3,5. Os impactos econômicos são, portanto, a principal ferramenta de convencimento para a adoção de tais práticas pelas organizações. No entanto, nada acontece se não houver engajamento real dos funcionários. “Alcance é participação. O envolvimento de todos no esforço para mudar hábitos é fundamental para o sucesso do programa. É preciso alcançar o máximo de pessoas e, inclusive, envolver suas famílias. E também há que derrubar resistências – a pessoa tem de se convencer de que saúde é seu bem mais precioso”, concluiu Aldana.

Página do Estado 04 de Novembro de 2012

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