Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in posts
Search in pages

TEMAS EM DEBATE: Remédio para desoneração é reforma previdenciária

Considerado ainda um país jovem, o Brasil ocupa hoje uma posição desconfortável se comparado a outros com características semelhantes – está entre os que mais gastam com previdência. “Sete por cento do PIB são dispendidos nos diversos tipos de aposentadoria do INSS”, disse Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e consultor do Banco Mundial, que esteve na ABRH-SP na última quarta para falar sobre desoneração da folha de pagamento. “Para termos uma base comparativa, o Bolsa Família usa menos de 0,5% do Produto Interno Bruto.”

Segundo Zylberstajn, as iniciativas do governo para desonerar a folha de pagamento têm mérito, mas devem ser reconhecidas como um primeiro passo que pode precisar de alguns questionamentos e revisões. “A desoneração deve ser temporária? Com ‘prazo de validade’ até 2014, pode representar um problema para as tomadas de decisão sobre investimentos futuros. E por que ela é seletiva, sendo desonerados apenas alguns segmentos? Outra pergunta é se ela deve ser compensada, já que parte do benefício desaparece ao se desonerar a folha e criar imposto sobre faturamento, por exemplo”, indagou o consultor. “A desburocratização também seria muito bem-vinda”, completou.

O pesquisador acredita que fatores como câmbio, impostos e infraestrutura são importantes e contribuem para a falta de competitividade do país, e são talvez mais significativos do que as questões relacionadas ao custo da mão de obra; e conclui: “Desonerar de fato só será possível com as reformas previdenciária e tributária”.

Página do Estado de SP 28 de outubro

{module compartilhar}

 

Comentários

    Deixe uma Resposta

    QUER OBTER CONTEÚDO DE QUALIDADE COM INFORMAÇÃO ATUAL?