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A saúde corporativa na mira do RH

Mais de 70% dos gestores de RH de empresas instaladas no Brasil afirmam ter estratégias e programas voltados à melhoria da saúde de seus colaboradores. O número é expressivo e seria motivo para comemorar se não fosse outro fato: 81% apontam que os custos com planos de saúde subiram acima da inflação no último ano e, destes, 55% afirmam que mais que o dobro da inflação. Além disso, 83% acreditam que os custos não vão baixar nos próximos dois anos.

 

A fragilidade das estratégias foi detectada no levantamento on-line Gestão da Saúde Corporativa, realizado pela ABRH-Brasil e Asap – Aliança para a Saúde Populacional nos meses de maio e junho. A pesquisa foi respondida por 668 profissionais de Recursos Humanos – 50% eram líderes da área –, que, em suas empresas, mantêm aproximadamente 1,3 milhão de empregados e 3 milhões de beneficiários dos planos de saúde.

 

“Certamente, se as iniciativas adotadas por essas empresas estivessem funcionando bem, os reajustes dos planos não seriam tão elevados”, diz Luiz Edmundo Prestes Rosa, diretor de Desenvolvimento de Pessoas e responsável pelo Núcleo de Saúde Corporativa da ABRH-Brasil.

 

Os resultados da pesquisa foram apresentados no último dia 3, em um evento promovido pelas duas entidades, no Hotel Renaissance, na capital paulista.

 

Chamou a atenção, nas empresas pesquisadas, que 41% dos responsáveis pela gestão dos programas de saúde eram analistas e coordenadores, ou seja, posições com menos possibilidades de gestão e influência para mudar a realidade das organizações. Mais: 54% dos participantes não trabalham com indicadores para conhecer com efetividade se as estratégicas aplicadas têm eficácia ou se há melhorias a serem providenciadas.

 

“A pesquisa demonstra que há uma grande oportunidade de melhoria na gestão das empresas”, assinala Prestes Rosa.

 

Próximos passos

Mas o que pode estar faltando para que as estratégias e os programas de saúde funcionem melhor? Para encontrar respostas práticas a essa pergunta, durante o evento, Elaine Saad, presidente da ABRH-Brasil, e Ana Elisa Siqueira, presidente do Conselho de Administração da Asap, formalizaram uma parceria com o objetivo de ampliar as ações voltadas à evolução da área de saúde corporativa.

 

A proposta é de que, juntas, ABRH e Asap propiciem o desenvolvimento de estratégias e a implementação de ações efetivas nas empresas, assim como o fortalecimento da cultura de promoção da saúde com foco na prevenção.

 

Para propor ideias e soluções pragmáticas para a melhoria da gestão da saúde será instalado em agosto um grupo de estudo composto por profissionais de RH e da cadeia da saúde, no qual já estão confirmadas as participações, entre outras empresas, da Accor, Clarient, Edenred, FM Logistic, Grupo Pão de Açúcar (GPA), Itaú e Vestas Brazil. Os principais executivos de RH dessas empresas integrarão um Conselho, que terá o papel de analisar e validar as conclusões desse grupo.

 

Além disso, as entidades continuarão a promover pesquisas e eventos, e buscarão mais aproximação com universidades e instituições de formação de executivos e administradores para a inclusão de estratégias e conceitos atuais em gestão de saúde corporativa na grade curricular.

 

ESTETOSCÓPIO

Ao ouvir a área de RH, a pesquisa detectou outros fatores que requerem atenção das empresas:

 

  • 40% não utilizam a coparticipação nas consultas e exames, pagando integralmente seu valor;

 

  • 51% não têm programas estruturados para gerenciamento de grupos de risco como diabéticos, hipertensos, etc., que costumam ser usuários de maior custo para os planos de saúde;

 

  • 56% não adotam programas de alimentação saudável e apenas 20% contam com os serviços de nutricionistas;

 

  • 40% consideram o nível de estresse alto e muito alto em suas empresas e 80% acreditam que a tendência é não abaixar, um sinal de que as estratégias de promoção à saúde estão frágeis também nesse aspecto.

 

 

Fonte: O Estado de São Paulo, 13 de Julho de 2017

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