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Agilidade no aprendizado, uma lição a ser praticada

Já se vão mais de 30 dias do 44º CONARH, congresso de gestão de pessoas realizado pela ABRH-Brasil, e os assuntos abordados continuam ressoando, principalmente pela sua atualidade. Para mim, dentre tantas palestras de grande relevância para o dia a dia do RH, registro o tema trazido pelo diretor do CCL – Center for Creative Leadership, George Hallembeck: Learning Agility.

Entendo que se trata de uma abordagem de excelência para as empresas de forma geral. George nos trouxe importantes reflexões acerca do tema, principalmente em dias como os que vivemos: dinâmicos, por vezes turbulentos, repletos de inovação, tecnologia e – para o bem de todos – de muitas oportunidades. Claro, inclusive as de aprendizado.

Raras as exceções, todos precisamos lidar com essas variáveis, sem que se tornem fardo ou aumentem a pressão que já se faz presente quase como parte natural das nossas atividades.

Por todos esses aspectos é que, quanto mais aproveitarmos o conhecimento disponível e o colocarmos em prática, melhor a qualidade e os resultados. E o mais empolgante: líderes contribuindo com seus liderados e vice-versa.

Isso me leva a uma reflexão sobre o que as pessoas valorizam no trabalho. Invariavelmente, no topo da lista, pesquisas apontam para elementos como: flexibilidade, aprendizado, evolução na carreira e reconhecimento, dentre outros.

A agilidade no aprendizado, quando estimulada, nos leva a desenvolver – ou aprimorar – rapidamente a capacidade de aprender, adaptar e, principalmente, colocar em prática conhecimentos e experiências nas condições de constante mudança. Funciona como uma chave para destravar as lições que aprendemos.

Para que essa competência se torne realidade é preciso estar atento a quatro práticas importantes:

1- Ter a vontade de se colocar em situações desafiadoras, que podem ampliar as experiências, enxergá-las como oportunidades de novos conhecimentos e, com isso, gerar crescimento.

2- A agilidade no aprendizado é um processo marcado pela proatividade constante na busca por experimentar. Perguntar “como?”, “por quê?” e “por que não?” é essencial para ganhar perspectiva e complementar conhecimentos.

3- Compreender que aprender não termina com a experiência momentânea. Buscar feedback e dedicar tempo para refletir sobre ela são elementos críticos para internalizar profundamente as lições aprendidas. Lembrar-se de que, na maioria das vezes, é essencial criar hábito para que seja possível lidar com desafios futuros de maneira realista, com abertura para novos aprendizados, quase em nível diário.

4- Outro aspecto importante é ter a convicção de que uma lição não está completamente aprendida até ser aplicada. Acessar princípios de experiências anteriores e aproveitá-los para “navegar” em novas e desafiadoras situações. Adotar prontamente novas perspectivas baseadas na compreensão do que funcionou – e do que não funcionou – em outras situações é primordial. Além disso, distingue os colaboradores que têm maiores possibilidades de se destacarem como ágeis no aprendizado.

Esses elementos capturam a base para que as pessoas possam progredir aprendendo. Entretanto, a diferença daqueles que aprendem de forma ágil é o constante engajamento e a aplicação desse aprendizado em suas experiências. Como consequência, elevam o nível dessa habilidade continuamente.

Por fim, para essa agilidade acontecer, é preciso que seja estimulada pelo líder ou pelos liderados, dentro das próprias equipes, como uma espécie de autogestão. Os resultados certamente aparecerão de forma rápida e gratificante. Thanks, George!

*Sócio-diretor da Cenarium Training & Coaching e integrante do comitê de criação do CONARH 2018

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