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Para onde vai a saúde na sua empresa?

Uma das principais demandas sociais e um dos problemas mais sensíveis no Brasil, a saúde se tornou também um enorme desafio para as empresas, que hoje precisam oferecer a seus empregados planos de saúde como condição básica de engajamento e produtividade. Porém, nos últimos anos, os custos desse investimento dispararam muito acima da inflação e já ocupam o segundo lugar nas despesas de pessoal em muitas organizações.

Há muitas justificativas para explicar essa alta. Uma delas é que a medicina moderna recorre a exames e tecnologias mais caros e sofisticados. Entretanto, tal argumento é insuficiente para justificar a escalada de custos. Especialistas em saúde apontam também o elevado número de cirurgias, próteses, exames repetitivos e medicamentos desnecessários. Por desinformação e despreparo, as pessoas usam inadequadamente o plano de saúde, fazem consultas e exames em excesso, muitas vezes solicitados por médicos que não têm condições de realizar um diagnóstico adequado.

A despeito do uso intensivo, muitos beneficiados pelos planos de saúde mantêm comportamentos de risco: sedentarismo, sobrepeso, sono insuficiente e alimentação deficiente. Sem atuar sobre as causas, os problemas se repetem e se agravam – o Brasil avança para ter um dos maiores índices de exames per capita no mundo e se aproxima dos líderes globais em obesidade.

Por tudo isso, a ABRH-Brasil acredita que há muito a contribuir para melhorar a gestão da saúde corporativa e reduzir seus custos. “A área de RH precisa influenciar toda a pirâmide corporativa na necessária mudança de comportamento diante de um assunto tão sério como a saúde. E nós temos o papel de fazer a provocação para que esse movimento se multiplique nas empresas do país”, avalia Elaine Saad, presidente da associação.

De acordo com Luiz Edmundo Prestes Rosa, diretor de Desenvolvimento de Pessoas da ABRH, ao aprimorar as estratégias e a gestão da saúde, os responsáveis por RH vão poder reduzir a escalada dos custos e, acima de tudo, proteger a vida e a integridade das pessoas. “O desperdício de recursos e de tempo pode ser revertido em economia para a empresa, produtividade e satisfação para o colaborador”, assinala.

A fim de saber como as empresas têm atuado em relação à gestão da saúde de seus funcionários e se há programas efetivos nessa área, a associação uniu-se à Asap – Aliança para a Saúde Populacional para desenvolver uma pesquisa on-line com questões detalhadas que propiciarão avaliar o estágio atual e propor soluções práticas.

 Perguntas sobre estresse, alimentação, custos e indicadores sobre a saúde dos colaboradores fazem parte da pesquisa, que já está no ar e pode ser respondida pelo link http://bit.ly/2qFF0AQ. Os resultados serão divulgados no início de julho.

 “Para nós, a parceria com a ABRH-Brasil significa o amadurecimento do setor corporativo, que, como o grande financiador da saúde suplementar, pode contribuir de forma expressiva na readequação do modelo atual, centrado na doença, para um modelo com ênfase na prevenção e promoção da saúde e qualidade de vida”, afirma Ana Elisa Siqueira, presidente do Conselho de Administração da Asap.

 

 

 

Fonte: O Estado de São Paulo, 8 de Junho de 2017

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