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Rotatividade de CEOs em empresas brasileiras supera a média global

A taxa de rotatividade dos CEOs nas empresas brasileiras subiu de 19,8%, em 2012, para 22,9%, em 2013. É o que mostram os resultados da 14a edição da pesquisa Chief Executive Study, da Strategy&. Com este resultado, a média brasileira continua acima da global, que ficou em 14,4%, demonstrando leve queda em relação a 2012, quando registrou 15%. O levantamento considerou as 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo. Seguindo a tendência mundial e o perfil dos últimos anos, no Brasil, a maior parte das trocas no comando das empresas é planejada (67% das sucessões), cerca de um quarto (26%) é gerada por mudanças ‘forçadas’ – quando o CEO é substituído por questões de performance ou modificações repentinas de gestão, e um percentual relativamente menor, de 7%, é em consequência de processos de fusão ou aquisição. Segundo Alexia Franco, sócia-fundadora da Unique Group, consultoria executiva em recursos humanos para a alta gestão, nos últimos anos, o Brasil passou a ser inserido de forma destacada no mercado global e, com isso, os CEOs que atuam no País acabaram sendo mais pressionados a mudar de empresa com maior frequência. A especialista lembra, ainda, que muitos CEOs chegam com um determinado objetivo a ser cumprido e, ao fim desse prazo, buscam novos desafios, o que inclui a mudança de empresa, o que justificaria um crescimento no número de trocas e de substituições. Mesmo quando entregam bons resultados, a mudança acaba acontecendo, seja por transferências internas ou por assédio do mercado.

Um outro tópico da pesquisa que chama atenção é o que mostra que, no Brasil, 70% das companhias optaram por executivos vindos do próprio quadro funcional para ocupar o cargo de CEO. Se forem levados em conta os números globais, 76% das organizações encontraram os seus líderes internamente. Esses números mostram que, cada vez mais, as empresas preparam seus executivos para assumir novas funções dentro da empresa. Essa medida é extremamente benéfica para os dois lados, executivos e empresas, não só porque o novo CEO está totalmente inserido na cultura da empresa, como conhece perfeitamente a história dela e, mais do que isso, por ter sido preparado, por anos, para assumir o posto. Sendo assim, explica Alexia, as chances de sucesso são bem maiores. Ligado a isso, notamos um forte incremento de ações de avaliação interna de performance e competências conduzidas pelas empresas para subsidiarseus planos de sucessão e montar internamente seu quadro de executivos em potencial, completa Alexia.  

A pesquisa revela ainda outros dados interessantes sobre o comportamento dos CEOs no Brasil e no mundo:
– a  taxa mundial de turnovers planejados é de pouco mais de 70%, um aumento de 20% na média registrada pelo estudo durante a última década. A taxa de rotatividade foi maior nos segmentos de telecomunicações (22,1%), bens de consumo (16,9%), indústria de base (16,6%), financeiro (14,5%) e tecnologia da informação (14,1%)
– no Brasil, a idade média dos CEOs ao assumir o cargo é de 52 anos, um ano a menos do que a média global, de 53 anos
– as organizações dão preferência a líderes nativos dos países onde são sediadas: 80% delas contrataram líderes do seu país-sede e outros 6% escolheram CEOs de países diferentes, mas da  mesma região onde a empresa está sediada
– 26% dos novos CEOs trabalharam em apenas uma organização durante toda carreira, enquanto 65% não têm experiência internacional
– os CEOs que deixaram o cargo em 2013 permaneceram, em média, cinco anos no comando da empresa, um ligeiro aumento, se comparado à média do ano passado, de 4,8 anos

Fonte: Chief Executive Study, da Strategy& através da Trevo Comunicativa

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