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Voluntários são mais engajados no trabalho

O voluntariado é uma ferramenta importante para o engajamento dos colaboradores, no entanto, seu peso estratégico é pouco reconhecido nas empresas. Para analisar essa relação e comprovar a efetividade no engajamento dos funcionários, a consultoria Santo Caos, em parceria com o Bank of America Merrill Lynch e com o apoio da ABRH-Brasil, ONU Voluntários e do CBVE – Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial, realizou a pesquisa Além do Bem, que entrevistou um universo de 828 pessoas, composto de 420 voluntários, 100 ex-voluntários e 261 não voluntários, além de 47 especialistas na área.

“Todo voluntariado tem algo em comum: fazer o bem. O que muitas pessoas têm dificuldade é justamente de enxergar o ‘além do bem’”, assinala Jean Soldatelli, sócio da Santo Caos, cuja especialidade é engajamento.

De fato, segundo a pesquisa, o voluntariado corporativo (VC) aumenta em até 16% o engajamento e também é visto como fonte de capacitação, motivação, de diversidade, inovação e melhoria no trabalho em equipe.

Nesse sentido, conclui Soldatelli, não é apenas “uma coisa bonita”, mas uma ferramenta estratégica para as empresas. “Sabemos que engajamento se converte em diminuição de custos e melhores resultados. O voluntariado é efetivo para a marca, o relacionamento institucional, redução de turnover, senso de time e para tantas coisas que podem ajudar grande parte das corporações brasileiras a alcançar outro patamar”, afirma.

“Esse estudo vem ao encontro do que defendo pela minha vivência profissional e como diretora da ABRH: trata-se de um instrumento de desenvolvimento humano, o que ressalta a necessidade de dar ao tema o mesmo tratamento dispensado aos demais projetos da organização”, avalia Jorgete Leite Lemos, diretora de Diversidade da ABRH-Brasil.

O que isso significa? “Na prática, é fazer um levantamento do nível de desempenho do empregado quanto a determinadas habilidades e atitudes antes e após sua vivência no projeto de voluntariado e mensurar os ganhos obtidos, ou não. Essa avaliação deve ser feita pelas lideranças em parceria com o RH”, orienta.

Ela garante ser um investimento baixo com alto retorno, desde que tratado como um processo que desenvolve os talentos humanos e os ajuda a atingir o patamar de autorrealização, pois o voluntário tem necessidade de se doar e isso faz bem a todos: a ele mesmo, às pessoas objeto do projeto social e à empresa investidora.

Na visão de Soldatelli, o voluntariado deverá passar por um reposicionamento de marca no Brasil. “Muitos o veem como algo bastante distante, para pessoas iluminadas, de esforço e desprendimento. O voluntariado precisa ser tirado do pedestal e mostrado de uma forma simples e efetiva, que, sim, em conjunto, tem um poder fortíssimo”, finaliza.

 

 

 

Fonte: O Estado de São Paulo, 20 de Abril de 2017

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