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AS EMPRESAS QUEREM SABER MESMO SUA OPINIÃO?

Quantas pesquisas sobre seu trabalho na empresa já respondeu? Medir o engajamento através de questionários é uma das práticas mais usadas hoje em dia pelo mercado, principalmente em grandes empresas. Mas o que elas trazem e o que elas deixam de trazer.

 

 

Com empresas em constante transformação para acompanhar as nuances de mercado, as pesquisas internas podem ser ferramentas poderosas para alinhar comunicação, metas e cultura – você sabe explorar todo potencial que elas oferecem? O consultor Luis Felipe Cortoni, da LCZ Consultoria, alerta para a padronização excessiva da metodologia.

“Para captarmos exatamente a informação que a organização busca, muitas vezes só a pesquisa de clima por questionário não dá a profundidade de que precisamos. O próprio funcionário percebe isso quando não encontra as opções que mais caberiam na sua resposta. Em um questionário pré-moldado as perguntas são fechadas demais? Essa é uma questão importante na hora de selecionar o método. E o que se percebe é que muitos RHs optam por esse recurso por impulso. Só que o cotidiano organizacional se revelou mais complexo e mais difícil de se entender e de se viver. Dessa forma a pesquisa de opinião combinada com modalidades qualitativas pode ajudar mais o gestor quando ele necessitar de respostas rápidas, precisas e de custo baixo.”

Luis Felipe lembra que o que mais as pessoas querem é ser ouvidas, mas “querem que esse exercício seja real”. Quando estamos com uma crise de imagem, por exemplo, como muitas grandes empresas brasileiras estão sofrendo, a pesquisa termômetro levanta, mede e analisa a opinião dos empregados. E a pesquisa institucional mostra que imagem o público interno e o público externo têm da empresa. Será que é diferente? E por quê?”

Outra aplicação importante, diante de orçamentos apertados, o pré-teste de novos programas, como os de qualidade de vida, pode indicar como será a adesão dos funcionários. “Se os gestores, líderes, não apoiarem a campanha a tendência é que o programa não emplaque. Já tivemos esse resultado em um dos clientes que nos contrataram e conseguimos mapear antes do lançamento – o que reorientou as decisões”, conta o consultor.

Quando há necessidade de gerar uma integração maior, em vez do “achômetro”, “há estudos mais precisos sobre como os profissionais daquela minissociedade se comportam: expectativas, interesses, uso de mídias, leitura e aprendizagem, cross relationshop, inovação e pró-atividade são alguns dos parâmetros que surgem claramente e afinam as tomadas de decisão do board.

Para 2016, Luis Felipe acredita que muitas empresas que pensam em sobreviver com resultados ao turbilhão na economia ganharão com o hábito de dar transparência ao que as pesquisas indicaram. “Hoje o índice de felicidade no trabalho é um medidor importante e toda opinião faz diferença.” Prepare-se para expor suas ideias com consistência.

 

 Fonte: Folha de Alphaville – 23/10/2015

 

 

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