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Como Ser Um Líder Positivo

“Liderança é tarefa, não é competência”, polemiza Gilberto Guimarães. E você está pronto para exercê-la na era do conhecimento?

O tema foi debatido no último +Café & +Gestão, na Strong FGV de Alphaville, num dos mais disputados encontros. Sala lotada, olhos atentos, o professor da Business School São Paulo sensibilizou a todos ao provar como esses tempos de grandes mudanças exigem transformações substanciais. As empresas se reinventam em períodos curtos, dois a três anos. “Esses tempos pedem novas organizações e novos líderes: mais inovadores e criativos.”

Inovadores e criativos também na forma de se comunicar. “O antigo chefe morreu”, completa. “Para liderar de forma positiva é preciso eliminar o medo como forma de relacionamento no ambiente de trabalho. A função do líder é ser percebido como quem assume a responsabilidade pelo atingimento do objetivo das pessoas e do objetivo em comum. É mais como um maestro, que coordena talentos para produzir uma obra. Ele não precisa ser um exímio violinista, ele precisa saber orientar, apontar o resultado e coordenar o processo.” 

Nesse ponto, Gilberto defende que, para esse trabalhador, que detém o conhecimento e que o conhecimento é o produto ou boa parte dele, o feedback positivo é mais eficiente. “As métricas da era industrial não funcionam mais. É o colaborador que faz seus horários, controla sua produção e estabelece prioridades. Isso tudo é radicalmente novo e muda completamente a forma de organizar e liderar pessoas. Não se trata, por exemplo, de quantos toques por segundo você datilografa um texto, mas o que você está dizendo com ele e para quem. E o RH ainda continua focado nos toques.” 

Na hora de mobilizar cada talento da equipe, o líder positivo faz demonstrações positivas, mais do que críticas e alertas, trabalhando com os pontos fortes desse indivíduo. Descreve o evento objetivamente e aponta o comportamento a ser corrigido. Descreve com uma linguagem direta a reação ou as consequências ocorridas. Discute as melhores alternativas e sugestões. “O processo do líder é a tomada de decisão e o convencimento de seguirem as suas escolhas. É mais que gestão de pessoas é gestão da base de conhecimento das pessoas. Eu lidero o bom uso do conhecimento e mobilizo cada pessoa para a mudança, para que aplique seu conhecimento. Para isso, busco sinergias, elimino antagonismos, remunero pela atuação e retenho os melhores.”

Gilberto faz um alerta: “nada disso acontece se eu não for líder de mim mesmo”. Esse é o primeiro nível da liderança, ser líder de si próprio. O segundo é ser líder de pessoas. O terceiro é ser líder de empresas e, por último, ser líder de líderes. “Se liderança se aprende, até onde se prepara para chegar? E quem quer ao seu lado?” 

 

Fonte: Folha de Alphaville, 30 de abril de 2015

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