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Diversidade na reflexão, unidade na ação!

Prof. Mario Sergio Cortella

 

Uma das boas novidades do nosso país é que nós já não temos mais uma aceitação tão simples e banal da atividade de gestor como de um feitor, um capataz. Hoje, a visão se aproxima muito mais da de um mestre de obras. Coisa curiosa, porque a expressão “mestre de obras” advém da área da construção civil e o mestre de obras não era um capataz ou um feitor. Ao contrário, a noção de mestre é aquele que dirige um grupo de pessoas para que uma obra seja produzida, elevada. A noção de mestre tem dentro dela uma expressão grega que é “magno”, aquilo que é elevado, ou do latim “magister”, aquilo que faz crescer.

 

Nessa hora, um gestor de pessoas é de fato um mestre de obras, que sabe, entre outras coisas, que em algumas horas ele deixa de ser o mestre. Um dos sinais de inteligência é ter a humildade pedagógica de saber que mestre é aquele que tem determinado domínio sobre algo e faz com que o grupo, o coletivo caminhe naquela direção. Portanto, a própria capacidade de gestão é transitória ou, de outro modo, ela não é definitiva. Nenhum e nenhuma de nós encarna essa figura do gestor como sendo exclusivamente um gestor. Somos geridos e geridas também. De fato, no dia a dia da organização, isso não é tão fácil, porque nós estamos nos passos iniciais desse processo. Ainda há muito a ser feito, porque, repito, alguns têm nostalgia daquele elemento de capataz ou de feitor que fazia com que só se obedecesse.

 

Há 30 anos, por exemplo, um gerente, um diretor diria: “Olhe, o pessoal que trabalha comigo é muito bom. Lá na minha equipe todo mundo pensa muito igual”. Isso hoje é um perigo. Pensar igual é sinônimo de reduzir o repertório de soluções, de inovações, de invenções. A frase mais inteligente que um gestor hoje precisa pensar e praticar é: “O pessoal que trabalha comigo é muito bom. Nem todo mundo pensa igual, mas a gente age junto”.

 

O gestor que deseje funcionar do modo antigo pode até obter algum sucesso imediato, mas não terá perenidade. E, hoje, assim como a velocidade altera processos, altera também as decadências, que são mais velozes e concretas do que em outros tempos.

 

Página Semanal ABRH-SP Regional Campinas – 08 de Junho

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