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FÉRIAS COLETIVAS: Bom para a empresa, mas e o funcionário?

Além das tarefas, tem a maratona de confraternizações de final de ano, que são uma tradição no Brasil… Haja preparo físico! “Essas festas são a oportunidade de trazer a família para dentro da empresa e os gestores aprenderam que isso mobiliza os colaboradores”, analisa Fernando Carvalho Lima, diretor da ABRH-SP Metropolitana Oeste. “No final do ano, celebrar é uma forma de incentivar as pessoas a terem mais produtividade!” Certo, celebramos para motivar, mas, depois de 23 de dezembro, tudo desacelera. E aí? 

Para minimizar esse impacto, cresce o número de empresas que apelam para as férias coletivas. A Certec, cerâmica importadora com 20 anos de mercado, começou há dois anos. Os funcionários receberam bem a nova prática, conta a controller Eliana Valverde da Silva: “Era uma época em que os funcionários ficavam parados e a gente tinha que inventar coisas para eles fazerem. Também ficavam descontentes aqui, enquanto amigos e esposas estavam de folga. Em 2012, demos 12 dias de coletivas e o pessoal voltou superbem!” 

Este ano, como muitos segmentos deram uma estagnada, nota-se um aumento ainda mais significativo no número de organizações que optam pelas férias coletivas. Junte ao contexto, o fato de que muitas empresas que usavam banco de horas para dar folgas de fim de ano ficaram sem opção porque precisaram dispensar os funcionários em julho, em função da Copa. Na indústria, por exemplo, a dispensa coletiva está batendo 40%, conforme levantamento realizado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Esse índice é bem superior ao registrado em 2013, quando pouco mais de 13% delas pararam. “Em outubro, quando o mercado começou a sinalizar maior lentidão, eu já avisei que este ano as coletivas seriam maiores! A minha proposta foi dar 30 dias para todo mundo, na expectativa de melhora do mercado”, conta Silva. Na Certec, os funcionários vão parar entre 15 de dezembro e 15 de janeiro. Acharam interessante diante de um cenário de incertezas. “Como somos importadores, quando o dólar disparou, chegando a R$2,60, perdemos competitividade. Nossos clientes cancelaram os pedidos, mas garantiram que retomam no final de janeiro!”, arremata a controller. 

Com as pesquisas sinalizando consumidores com pouca disposição para gastar no Natal, ela acredita que o funcionário que receberá um valor maior com férias e décimo terceiro terá mais condições de realizar sonhos simples: “O trabalhador pensa assim: com 30 dias de férias no bolso, mais o 13º, vou arriscar e comprar um fogão, um celular novo”. Isso pode refletir na economia em janeiro, porque as fábricas terão de repor no mercado. Luz nova para todo mundo!

 

Fonte: Correio Popular de 5 de dezembro de 2014

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