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HeForShe: Presidente da Aché já aderiu, e você?

“O mundo passa por uma transformação enorme e essa mudança é gerada pelas pessoas. A população vem pedindo um mundo mais íntegro, transparente, mais ético e mais igual. Essa conscientização é fundamental, pois é a base da mudança em si, gerando direcionadores de respeito, equilíbrio e boas práticas dentro e fora das organizações”, resume Paulo Nigro, presidente do Aché Laboratórios.

O presidente acredita que estamos em uma cultura em transformação:

“Estamos no rumo de um processo sem volta, em que haverá a consolidação de um quadro de maior igualdade dentro e fora das organizações. Quem resistir a essa realidade certamente perderá talentos e competitividade. Aqui no Aché, 48% dos colaboradores são mulheres, desse percentual, 32% ocupam cargos de gestão e, com reporte direto a mim, são cinco mulheres”.

Para ele, a sensibilização de homens, bandeira da campanha HeForShe da ONU, “deve ocorrer o tempo todo, em todas as esferas de relacionamento: em casa, na escola, no trabalho, no tempo de lazer, por meio da imprensa. Os homens devem compreender e apoiar a ideia de igualdade de gênero, porque a construção de um mundo mais igual beneficia a todos. No âmbito corporativo, como presidente de uma companhia, tenho o dever de reconhecer publicamente todos que se destacam homens e mulheres, pois, para mim, é natural que sejam tratados com igualdade”.

Paulo relembra um case de sucesso: “Aconteceu quando cheguei para presidir a Tetrapak do Canadá. Encontrei uma gerente de Marketing com personalidade muito forte, arredia à chegada de mais um presidente. Em 15 anos de empresa, a profissional já tinha se reportado a sete presidentes e estava ´cansada´. Diante dessa situação resolvi investir e focar nesse talento, com o objetivo de virar a opinião a respeito da minha chegada. Passei a ouvi-la com atenção e identifiquei um enorme potencial, implementando, então, as ideias dela, que eram excepcionais para o negócio. Descobri que não era ouvida pelos líderes, talvez por preconceito, já que, no início da carreira na Tetrapak Canadá, era secretária. Pelo seu desempenho, eu a convidei para ser diretora Regional de Vendas, ao que ela surpreendeu, tornando-se depois diretora Comercial da Tetrapak Canadá”. Conta ainda que, depois de perder um bebê, ela voltou ao trabalho com tanta garra que ele a preparou como sucessora. E quando levou o nome dela ao board ouviu: – Paulo, não vai dar certo! Mulher nessa função?  Acabou participando do processo com outros homens e foi a vencedora, tornando-se a primeira mulher a ocupar a presidência da Tetrapak.

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