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RELAÇÕES TRABALHISTAS: EM QUE PÉ ESTÃO?

Instabilidade quase geral, no clima de fica ou não fica e quem fica – saia justa para as relações trabalhistas. Em muitas empresas, as listas de demissões estão sobre a mesa da diretoria. Consultamos um especialista para responder: o que pode ser feito antes dessa decisão drástica.

“Em um momento como esse, a empresa precisa buscar alternativas de negociação. Tem empresas que custeiam todo o plano de saúde dos funcionários. Uma das soluções é migrar para planos com coparticipação. Há empresas que disponibilizam fretados. Será que não é o caso de compor vale-transporte com outros dias que o funcionário trabalha de casa? Esse modelo ajudaria também a diminuir o espaço locado”, explica Carlos Silva, diretor Jurídico executivo da ABRH-SP. “Se juntarmos as taxas de condomínio, IPTU e outros gastos, já conseguimos economizar, sem demitir. Com relação ao vale-alimentação vale a mesma recomendação. Depois desse exercício, se a redução de pessoal for inevitável, que seja feita com menor impacto social possível. Demitir um pai de família, provedor, traz consequências para os filhos também”, completa.

Para ele, é importante que os líderes pratiquem a comunicação até a exaustão, com informações claras sobre todas as etapas que a empresa está passando. “É preciso prevenir a crise e não gerenciar. A habilidade de diálogo dos gestores precisa ser contínua e a empresa deve suprir o líder com instrumentos para que o faça, sem espaço para que as ações sejam interpretadas como assédio moral. Não é hora de apelidos e é hora de achar um ponto de empatia com cada um do time, sem predileções. Nessa época em que todos ficam mais sensíveis, uma pessoa que não era chamada para uma reunião, e agora também não é, começa a ver essa não-convocação como um termômetro e espalha na rádio corredor que será o próximo. O líder atento observa essa atitude e esclarece”, reforça Carlos. 

Formar uma agenda de pacto, em todos os níveis, empregador, sindicatos e governo federal, para preservar o emprego e a cadeia produtiva é fundamental para manter as relações trabalhistas saudáveis. Carlos lembra que as iniciativas do governo para desoneração fiscal, concedida a 56 setores da economia, acabou descontinuada. O consultor aponta como uma saída rápida para a manutenção de empregos. “A redução de impostos pode se reverter na manutenção do quadro de funcionários. É uma proposta que pode ser recolocada na mesa de negociações assim que o governo for definido.”

 

Fonte: Folha de Alphaville – 22 de abril de 2016

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