Quatro perguntas que aproximam (ou afastam) você de uma vaga

Fonte: ABRH-SP Regional Metropolitana Oeste 

Entender o que passa na cabeça do recrutador aumenta as chances de se sair bem em entrevistas de emprego. Está procurando emprego? Quer estar pronto para uma nova oportunidade? Veja as dicas de quem está à frente do processo de seleção.

“Você está contratado!” Estas três palavras com potencial transformador compõem o título do livro escrito por Marcelo de Freitas Nóbrega, diretor de Recursos Humanos da Arcos Dourados, operadora dos restaurantes McDonald’s no Brasil. Foi sobre este tema que ele conversou com os participantes do encontro de profissionais de RH, promovido pela ABRH-SP Metropolitana Oeste, em Alphaville.

Marcelo, que recentemente foi eleito o RH Mais Admirado do Brasil em 2017, ancorou sua apresentação nas quatro perguntas que considera fundamentais em qualquer processo de recrutamento:

 

  1. Você vai resolver o problema que eu tenho?

Antes de tudo, você, candidato, precisa entender por que aquela vaga está aberta. Alguém saiu da empresa ou foi promovido? A área está em expansão? Essa resposta pode esclarecer o que é esperado de quem chega.

O currículo entra como referência, por isso deve ir além de descrições de cargos. “Quero ler sobre sua história, experiência, bagagem e resultados que trouxe para a empresa.”

  1. Qual o seu potencial de crescimento, a sua flexibilidade e capacidade para aprender novas habilidades?

Você já ouviu falar em ambiente VUCA? Esta é uma sigla que vem do inglês e significa volatilidade (volatility), incerteza (uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade (ambiguity). Nóbrega cita o termo para explicar que está sempre atrás de profissionais que sabem se posicionar diante deste cenário – ou seja, do mundo em constante transformação em que vivemos.

São pessoas, segundo ele, que se expõem a riscos e que desejam aprender a todo momento.

 

  1. O seu jeito de ser tem a ver com a cultura da empresa?

Da perspectiva do contratante, é importante entender quem é o candidato àquela vaga. Do que gosta? E do que não gosta? Por quais empresas passou e com quais mais se identificou?

“Para trabalhar no McDonald’s, por exemplo, é preciso gostar do negócio alimentício e do ambiente jovem”, diz Marcelo. Estar alinhado à cultura tem a ver com o “encaixe do profissional com o resto da equipe e com o jeito de ser, com o DNA da empresa”.

 

  1. A empresa pode pagar?

Um bom recrutador sabe previamente a faixa salarial da pessoa que está avaliando. A partir daí, é preciso olhar o mercado e ponderar o quanto a empresa pode pagar por aquela vaga.

Marcelo é a favor de deixar esse assunto para o final do processo de contratação. “No início, o valor real do candidato em um gráfico seria igual a zero”, afirma. Mas (tirar vírgula,) vai subindo à medida que a empresa investe tempo em sua avaliação. Segundo ele, o candidato, por sua vez, terá que deixar claro, nas conversas, qual o valor que o faria ir além de cifras.

 

 

 

Grupo de estudos da ABRH-SP agora em São Carlos

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São Carlos recebeu na última quarta-feira (15), a abertura do Grupo de Estudos 2017 da Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional São Paulo, regional Ribeirão Preto, que reuniu dezenas de profissionais das áreas de gestão de pessoas e negócios, além de empresários do município e região. O objetivo do evento foi disseminar o conhecimento, incentivando o constante aprendizado sobre as novas ferramentas, soluções e inovações na área.

No evento foi promovida a palestra “Engajamento de Talentos e Cultura de Valor”, ministrada por Eduardo Carmello, que fez uma apresentação bastante dinâmica e envolvente. “É necessário nos atualizarmos e entender que lá fora existe um mercado altamente exigente”, destacou Carmello.

Para Rita Gomes, representante da Fatec (Faculdade de Tecnologia), o encontrou possibilitou um leque de novas informações. “Estou sempre em contato com a área de gestão de pessoas e sei o quanto essa troca de experiência é importante para agregar novos conhecimentos e gerar crescimento. Estamos sempre procurando aprender e inovar, e esse intercâmbio de conhecimento e ideias nos ajuda a aplicar o novo dentro das salas de aula. Afinal, formamos mais do que tecnólogos, formamos pessoas”.

Assim como ela, Jennifer Manzano, que representou o Serasa Experian, falou sobre a união e fortalecimento dos profissionais. “Ter um evento como esse em São Carlos é uma excelente oportunidade para trocar informações com os colegas de profissão e levar a inovação para dentro das empresas”, ressaltou.

O evento também contou com a presença da diretora da Regional de Ribeirão Preto, Heloisa Minto, que destacou que o objetivo de implantar os grupos de estudos deve-se a representatividade profissional que envolve cidades como Franca, São José do Rio Preto, Araraquara e São Carlos. “Sabemos da dificuldade da logistica dessas cidades até Ribeirão Preto, portanto fazemos participação mensal nessa cidades. São Carlos, por exemplo, por sua microrregião e universidades , desperta nosso interesse em proporcionar essa oportunidade única e customizada aos profissionais da área de RH”.

Hoje a ABRH reúne 22 seccionais nas mais importantes regiões do país, sendo Ribeirão Preto a única regional que possui diretorias locais em outras cidades, o que demonstra a importância dessas microrregiões. “Participar dos grupos de estudos, diante do cenário atual é descobrir novas formas de atrair, reter e despertar nossos talentos. Essa é uma oportunidade única de crescimento e desenvolvimento profissional, é através dessa troca de conhecimentos e informações que desenvolvemos e despertamos novas habilidades e competências nos profissionais da área de RH, além do estabelecimento de networking entre os participantes”, explicou a diretora dos grupos de estudos em São Carlos, Luciana Ferreira.

 

Grupos de estudos

 

Nos grupos de estudos serão ministrados diferentes temas entre eles “Desenvolvimento de Talentos”, presidido pela palestrante, consultora e Coach Luciana Ferreira, cujo objetivo é buscar estratégias e trocar informações sobre como atrair, reter e desenvolver os talentos, entre os melhores profissionais. O tema “Relações Trabalhistas”, em que o participante ficará por dentro das legislações e atualizações no tema trabalhista, o facilitador será defnido em beve. E por fim, o tema “Remuneração”, liderado pelo mestre e especialista em estruturas de cargos, salários e carreiras e diretor da posicional.com, Cícero Nunes, tem como finalidade  promover a discussão de práticas ligadas ao plano de remuneração e benefícios, compartilhando de temas atuais e inovadores surgem além da troca de experiências, atualizar infor­mações e aumentar as possibilidades de ação.

Vale ressaltar que as vagas são limitadas e restritas aos associados. As reuniões têm início previsto no mês de abril e para participar é necessário ser associado á ABRH. Para informações acerca de como participar dos grupos envie um e-mail para [email protected] ou acesse: www.abrhsp.org.br.

Fonte: ABRH-SP Regional Ribeirão Preto

PERDENDO CHANCE E NEM SABE

Pequenas oportunidades de comunicação são perdidas ou mal aproveitadas todos os dias simplesmente pelo fato de que não são reconhecidas como atividades de comunicação… Como assim?

Recentemente um empresário desabafou comigo: “Viemos para a reunião anual preparados para mostrar o que precisamos de nossos líderes este ano e em que patamar a empresa precisa chegar. No fim do encontro, as únicas perguntas que tivemos foram sobre plano de carreiras e salário. E não vimos nenhuma empolgação com o projeto em si”.

Preocupados com resultados e em colocar as equipes na direção certa, esses líderes esqueceram de um coeficiente fundamental da comunicação: a emoção. Não a emoção deles, mas a emoção de cada um naquela sala. A tal da inteligência emocional passa pela arte de comunicar pelo viés do outro e não do seu. Os colaboradores, na realidade, queriam saber como a carreira deles se encaixava nesse novo cenário. O que pessoalmente cada um ia “ganhar” ao longo do caminho. Quais os critérios individuais dentro daquela proposta que estava sendo feita. Se a comunicação tivesse sido estruturada a partir do mapeamento prévio de necessidades e estas incluídas na mensagem, o engajamento teria sido diferente.

Essas situações são mais frequentes do que se percebe. E como entram na agenda de reuniões sistematicamente são relegadas à rotina, com foco no problema. Mobilizar para a resolução do problema é se colocar no sapato do outro – em todas as ocasiões.

Desligue o piloto automático antes da próxima reunião. Analise quem vai estar presente. Além do que tem a dizer, pense no que essas pessoas esperam ouvir. Dependendo da situação, pode até perguntar qual a expectativa de cada um. Estabelecida a interseção, escreva para não esquecer e forme seu diálogo a partir daí. Monólogos são sempre mais arriscados…

 

DICAS PARA OS PRIMEIROS DIAS NO EMPREGO NOVO

 

A primeiraSem Título-3 impressão é a que conta? Muitas vezes, sim. Então, muita cautela com os primeiros dias em um emprego novo. Eles podem ser fundamentais para estabelecer relacionamentos saudáveis com o chefe e os colegas. Separamos umas dicas.

“Se pegarmos os pilares que geram confiança, temos: autenticidade, intenção, competência e experiência. Autenticidade e intenção se destacam. Quanto mais verdadeiro você for melhor”, explica Eduardo Seidenthal, fundador e membro da Rede Ubuntu de EUpreendedorismo.

Respire fundo e haja como um explorador: com curiosidade e cautela na medida certa. Lembre-se: ter uma certa dose de medo é natural e até prudente em um ambiente novo, mas isso não impede que se dê um passo de cada vez. Pense antes de fazer a pergunta, mas faça. Eduardo explica o foco: “É preciso que ele conquiste a credibilidade de sua equipe. A competência e a experiência podem ser adquiridas com o tempo”.

Outro destaque, segundo ele, é para a pró-atividade e para o espírito colaborativo:  “Precisamos mais que inteligência para enfrentar desafios. Praticar a colaboração desde o início é um diferencial importante e que constrói ótima reputação”.  Mas, novamente, antes de sair oferecendo ajuda, estruture a maneira como se propõe a ajudar. Uma coisa é ajudar, outra é invadir o espaço do outro.

Você é a novidade no ambiente. E, em geral, três situações acontecem: ou você fica muito em evidência e todos querem saber tudo sobre você (mais comum em empresa de menor porte) ou as pessoas estão tão ocupadas com suas agendas que não dão nenhuma atenção. No primeiro cenário: cuidado para não abrir demais sua vida. Não é hora de entrar em detalhes da sua vida pessoal.

Situação mais comum hoje em dia: designam um colega para apresentá-lo às suas tarefas e guiá-lo na adaptação. Orientação de especialista? Saiba separar o que é o ponto de vista pessoal dele sobre os processos e relacionamentos do que é informação relevante. Deixe espaço para suas próprias conclusões.

Finalmente, caderno pode ser um objeto old school, mas as pessoas percebem quando as outras fazem anotações e veem nesse hábito sinal de interesse. Você pode usar o recurso para anotar o nome das pessoas e suas funções, dúvidas e até seus insights. Olhar fresco sobre problemas pode gerar inovação.

 

 

 

PORTA ABERTA: DIVERSIDADE AUMENTA A PRODUTIVIDADE

03-02 alphaNa contramão da onda conservacionista que assola o mundo, principalmente devido a posições manifestadas pelo novo perfil da liderança nos Estados Unidos, a diversidade tem se consagrado no mundo corporativo como uma das estratégias para alcançar melhores resultados. Ser diferente do colega ao lado pode tornar o time mais forte.

Segundo estudo publicado na Harvard Business Review, aproximadamente 76% dos colaboradores de empresas que se preocupam com a diversidade reconhecem que têm espaço para expor ideias e inovar. A mesma pesquisa revela que o engajamento nesses ambientes é 17% mais alto.

No entanto, no Brasil, só 5% das empresas incluem esse tema em suas estratégias de gestão. “O tema é polêmico para a cultura empresarial brasileira. Na prática, penso que ainda está distante da nossa realidade. É importante abrir esses espaços, que acredito que serão incentivados pelos empresários mais novos. Conforme o mercado de trabalho vai se renovando, a cultura da diversidade vai se incorporando, naturalmente”, explica Ari Brito, diretor executivo da Marca Pessoal Treinamentos.

Para ele, a liderança é a peça chave nessa condução: “A liderança pode impulsionar e estimular novas atitudes que respeitem cada vez mais as diferenças. Muitas vezes as pessoas recebem com mais facilidade um colaborador com alguma deficiência do que uma pessoa com diferenças sociais ou sexuais. Acredito que temos que tratar o assunto de forma natural, valorizando quem tem que ser valorizado independentemente de suas diferenças”, reforça Ari. “Quando existem pessoas diferentes, com pensamentos diferentes por conta de suas culturas e valores, a possibilidade de encontrar soluções diferentes é mais fácil.”

Outro ponto importante: ao contrário do que a crença popular propaga, o que as pesquisas mostram é que, em ambientes em que a diversidade é uma realidade, os conflitos caem pela metade: “A maioria dos conflitos pode ser evitado se os pares se colocarem no lugar um do outro”, diz o diretor.

Aliás, se colocar no lugar do outro e aceitar as diferenças como contribuições é um exercício que começa no recrutamento e seleção, com critérios inclusivos. “O recrutador deve estar aberto a encontrar alguém com as melhores qualidades e potencialidades, nem sempre isso vai ser encontrado nas pessoas mais previsíveis. Alavancar os negócios está nas mãos das pessoas e de suas qualidades, não de suas características físicas ou demográficas”, analisa Ari.

Tem perguntas sobre o tema? Mande para [email protected] que a gente responde.

 

 

 

Educação financeira para produtividade nas empresas

Folha de Alphaville

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Com 59 milhões de pessoas negativadas, impossível não ter um colega de trabalho que esteja passando por essa situação. “A estimativa é de que 40% dos adultos estejam com as contas em atraso”, conta Liao Yu Cheih, sócio-diretor da 4evergreen. “Existe uma clara relação entre bem-estar financeiro e produtividade na empresa: aumenta a taxa de faltas no trabalho, o chamado absenteísmo.” Segundo ele, desconsiderar a situação e o momento da equipe tem consequências.

Liao ainda lembra que mesmo presente no ambiente de trabalho, a cabeça pode estar imersa na questão financeira: “Quando a empresa investe em dar assistência financeira para os funcionários, ela consegue gerar bem-estar e, como confirma um estudo publicado na Harvard Business Review, isso gera vantagem competitiva em relação às concorrentes. Além da saúde física e mental do colaborador, é preciso fechar o tripé e ficar de olho na saúde financeira”.

Em vez de empréstimo e adiantamento, como trabalhar a educação financeira? “Não é chamar para uma palestra uma vez por ano. É um começo, mas não é o que vai gerar mudança de hábito. A empresa consegue mais resultados, por exemplo, formando multiplicadores internos, no RH, por exemplo, para trabalhar as orientações continuamente. É um colega ajudando o outro.”

Uma das sugestões de Liao é trabalhar com grupos menores e workshops específicos. Assim como é preciso levar a família em consideração: “Alguns programas de educação financeira levam em conta os cônjuges. Eles são envolvidos nas atividades”, explica. “Para ser eficaz, os programas precisam convencer os funcionários de que a empresa se preocupa com eles, e que o programa dará o que for preciso para aprender a se tornar bem-sucedido financeiramente”, ressalta o especialista, que conclui: “Não se pode ignorar a individualidade de cada um. Aconselho sempre que for possível oferecer atendimento personalizado, como clínicas, coaching financeiro e hotline. E cuidado: sempre que a gente fala em educação financeira, a gente pensa em chão de fábrica, no nível operacional. Não é bem assim. Tem muito executivo com problema. Pense em todos”.

A ESSÊNCIA DO DESAFIO

Se você está no mercado de trabalho, empregado ou não, você está enfrentando desafios. E a primeira etapa para resolvê-lo é reconhecer a sua essência. Há aqueles que demandam resposta rápida. E com rápido não estou querendo dizer que é necessariamente a primeira que aparece na sua mente e que você verbaliza por reflexo. Para lidar com a adversidade com sucesso é preciso estar com as competências desenvolvidas e atualizadas.

No conjunto de demandas que envolvem um desafio, o repertório de competências precisa emergir com mais força do que a simples emoção. Claro que elas vão existir, mas o que precisamos espalhar é o como colocá-las a favor da melhor resolução agora. Com uma crise em andamento não dá para paralisar e ficar analisando todos os aspectos. Foque no impacto. E nesse caso a experiência, por vivência ou observação, faz com que você acesse mais rapidamente diferentes ângulos, com diferentes históricos.

Logo, a capacidade de se recuperar rapidamente, a chamada resiliência, é mais concreta quando a atitude vem de um aprendizado. De que adianta me reposicionar para a ação rapidamente se não sei para onde ir? Como Dina Gederman fala em um artigo para a Harvard Business Review: “O regime de resiliência é um plano de fitness de longo prazo, e não uma dieta radical”. Portanto, a essência do desafio é plantada muito antes da adversidade. Não espere que a crise chegue para triplicar o esforço. O que você, líder, tem plantado?

 

https://hbr.org/2010/01/how-to-bounce-back-from-adversity

 

http://www.forbes.com/sites/hbsworkingknowledge/2016/08/08/how-to-respond-to-workplace-adversity-with-resilience/#5b2cede526db

 

Fonte: Folha de Alphaville – 02 de setembro de 2016

Brasil: como participar da mudança

O ex-ministro do STF, Carlos Ayres Britto, mostra-se otimista com o momento em que vive o país. “O povo brasileiro está encompridando sua memória mais e mais. Está se fazendo mais e mais exigente, o que é bom. É excelente porque é fruto de uma nova mentalidade, uma mentalidade coletiva calçada, entre outros valores, na moral. O povo se dota do dom da indignação diante de malfeitorias perpetradas sobretudo por quem deveria representá-lo com toda honra, com toda honestidade, toda autenticidade.”

Aplaudido de pé, por uma plateia de mais de 1.000 pessoas, no CONARH 2016, o jurista lembra que a ética é o tema central da vida e que “só há um modo de as instituições funcionarem bem: cumprindo com fidelidade aquilo que lhes cabe. Mas para que uma instituição cumpra a sua finalidade com toda fidedignidade é preciso que os agentes dessas instituições sejam fiéis a elas. Elas sejam fiéis às respectivas finalidades e eles sejam fieis às instituições de que fazem parte”.

Para o ex-ministro, o principal instrumento de transformação é a própria Constituição Brasileira. “A Constituição, ao longo desses praticamente 28 anos, teve o mérito de se tornar conhecida. E hoje o povo brasileiro mais e mais se interessa pelos temas constitucionais.” O jurista relembra que o Supremo Tribunal Federal criou dois mecanismos de convocação da sociedade em geral para contribuir nas causas processadas ali: as audiências públicas e o “amigo” da corte, que não é necessariamente um jurista ou uma pessoa, pode ser uma instituição que entra no processo para ajudar no equacionamento da causa.

“Uma sociedade que elabora em torno da moralidade um juízo de imprescindibilidade, essa coletividade se dá ao respeito” , resume e ressalta: “A verdade é um conteúdo da moralidade, quanto mais se torce a verdade mais ela encarde”. E cita Nietsche: “O contrário da verdade não é a mentira. São as nossas convicções. E a convicção arraigada nos leva a grandes equívocos”.

Carlos Ayres completa sua visão do momento com um ditado popular: “É no tranco da carroça que as abóboras se ajeitam”. “É a fase da democracia brasileira e quem não estiver com cinto de segurança da moralidade vai se machucar sério. É preciso ter um pouquinho de paciência, mas vamos chegar lá”.

Fonte: Folha de Aphaville – 02 de setembro de 2016

Neuroliderança: entenda como o cérebro ajuda a comandar

Sim, nossas vivências são capazes de alterar o cérebro e determinar como comandar o corpo, tomar decisões, raciocinar, sentir e pensar.  A neurociência cognitiva e comportamental está sendo usada por líderes para estabelecer um contato maior com seus colaboradores e quem sabe reverter essa neuroplasticidade para se adequar melhor às atividades do dia a dia.

 

“Ter muitas informações sobre um assunto permite ter uma opinião sobre ele, não conhecimento. Para ter conhecimento é preciso ter experiência”, relatou José Hélio Contador Filho, sócio-diretor da HCont, para o grupo de líderes gestores, na última reunião, no Hotel Bourbon, em Alphaville. 

 

Como se constitui a liderança em sociedades de mamíferos, em geral, incluindo seres humanos? O consultor destaca os quatro comportamentos que fazem parte da natureza desse grupo de animais. “Reage à emergência, à distribuição, ao poder e à recompensa. Ou seja, estão alertas à iminência de perigo, à partilha, ao domínio sobre o grupo e instintivamente se perguntam: o que eu ganho com isso. Nós não somos diferentes dos chamados animais irracionais. A tarefa fica ainda mais complexa quando pensamos que fisicamente nosso cérebro não muda há 10 mil anos, mas hoje temos em uma edição de um grande jornal mais informação do que uma pessoa de educação média tinha, durante toda a sua vida, há apenas dois séculos.”

 

Diante das descobertas da neurociência, José Hélio lembra que um líder de destaque precisa entender melhor e perceber continuamente a parte das reações que estão nessa essência. “Piaget lembra que os fenômenos humanos são biológicos nas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios”, esclarece o palestrante.

 

Ainda apoiando este trabalho, ele lembra que, pela teoria do cérebro trino, elaborada, em 1970, pelo neurocientista Paul MacLean, e ainda aplicada pelos pesquisadores atualmente, o cérebro tem três unidades funcionais distintas. Enquanto o neocortex é responsável pela percepção e o sistema límbico pela emoção, é o reptiliano que toma a decisão.  “Estão todas sempre interligadas e o que podemos fazer é usar associações mais comuns e padrões pra tentar influenciar. As peças de marketing, por exemplo, tentam atingir instintos e emoções porque só nos movemos se atingirmos emoções. Nós, humanos, vivemos em um mundo de linguagem. É a ferramenta mais poderosa, a que vai definir nosso sucesso. E a linguagem é formada por gatilhos de experiências que temos dentro de nós. A qualidade de um líder é ter um bom controle da sua linguagem. O que é ser líder? É alinhar pensamentos, emoções e comportamentos para encontrar resultados. Segundo David Rock, neurocientista, para mudar resultado tem que mudar o pensamento. Para isso é fundamental construir uma ponte nova, novas conexões. Estimular a capacidade de pensamento nas pessoas para que cada um modifique seu pensamento, criando novas conexões em vez de repetir pensamentos antigos.” 

Fonte: Folha de Alphaville – 02 de setembro de 2016

Quando seu corpo fala uma coisa e suas palavras outra

Se você ainda não percebeu como seus gestos influenciam na sua comunicação, está mais do que na hora de repensar. O juiz Max Carrion Brueckner, da 6a Vara do Trabalho de Porto Alegre, simplesmente invalidou um depoimento porque a linguagem corporal da testemunha não condizia com as palavras. E justificou: “A dissonância entre as linguagens verbal e corporal da testemunha pode ser comparada à situação de quando perguntamos algo e a pessoa verbaliza ‘sim’, mas, concomitantemente, faz o gesto de ‘não’”.

Em quantas situações seu corpo fala mais do que você quer dizer? Uma situação de grande exposição é perante uma plateia, fisicamente ou através de veículos de comunicação. Uma posição de mão pode indicar se você está sendo arrogante, por exemplo. Uma mudança na linguagem não-verbal pode ganhar uma eleição. Hillary e Trump treinam muito para aperfeiçoar e mudam de tática conforme o público. 

Só há um caminho para fazer com que corpo e fala trabalhem juntos para somar na comunicação: treinamento. Quer dizer repetir, repetir e repetir. Os palestrantes do TED, por exemplo, recebem muitas orientações antes de subir ao palco e ensaiam com afinco.

Aqui no Brasil, se você é um bom falante, acha que está pronto para encarar qualquer desafio. Talvez. Mas será que sua comunicação não seria mais efetiva se dedicasse um tempo a conhecer a forma como se expressa e remover ou adicionar a ela elementos que fortaleçam sua mensagem? Imagina como esse recurso pode te ajudar na próxima entrevista de emprego? 

Fonte: Folha de Alphaville – 26 de agosto de 2016

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