Decisões baseadas em dados devem contemplar as prioridades das organizações 

Relatórios automatizados, dashboards visuais, plataformas intuitivas, entre outros recursos cada vez mais presentes na rotina do RH, respondem pela produção de um grande volume de dados nas empresas. No entanto, para que informações e métricas tenham aplicação efetiva nas transformações de gestão, Karen Monterlei, gerente de Conhecimento e Aprendizagem na ABRH-SP, observa: “Antes de pensarmos em ações dentro do modelo mental mais adaptado a esta era da complexidade na qual estamos inseridos, é preciso estruturar a resolução dos problemas com base em dados.”

Até o próximo ano, o mercado de gestão de dados corporativos deve crescer a uma taxa de 9,5%, representando US$ 136,4 bilhões, segundo relatório Enterprise Data Management Market. Paralelamente a estes números impressionantes, há uma realidade, segundo Karen Monterlei, que não deve ser ignorada. “Os indicadores de processos nos permitem melhor monitoramento, mas é preciso ter clareza do que é essencial resolver nas organizações naquele momento”, afirma.

Os dados permitem acompanhar diversas situações nas empresas. Turnover e absenteísmo podem ser tomados como exemplos. A alta rotatividade em um setor, apresentada por relatórios, pode estar associada a diversos fatores, como sobrecarga de trabalho, avaliações de desempenho mal elaboradas e mesmo modelos ultrapassados de gestão.

Nos casos de absenteísmo, as métricas podem dizer muito sobre clima organizacional, problemas de liderança, falta de propósito na realização das tarefas e desengajamento.

De acordo com a gerente de Conhecimento e Aprendizagem na ABRH-SP, a interpretação dos dados deve ser acompanhada do entendimento do que é necessário solucionar nas organizações. “Por meio do que estamos medindo e da clareza do problema a ser resolvido é que podemos tomar decisões, priorizando resoluções”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (16, fevereiro de 2026)