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DESENVOLVIMENTO: Abertura do curso de sustentabilidade para RHs teve como foco a discussão de conceitos

A expectativa de expandir o conhecimento na área, aprender mais e aproveitar a experiência dos palestrantes de renome no campo da sustentabilidade, além de ganhar bagagem para influenciar pessoas no assunto, foram alguns dos motivos que levaram 25 profissionais a se inscrever no curso O que a sustentabilidade tem a ver com a gestão do RH?, lançado pela ABRH-SP em parceria com o Sistema Nacional ABRH e com o apoio da Fundação Telefônica Vivo, do Instituto Nextel e do Banco Santander.

Profissionais de empresas como Natura, Edenred, Morumby Hotéis, Deutsche Bank, Serasa, Bradesco, Melhoramentos Florestal e Thyssenkrupp Bilstein Brasil, inscritos nos curso, participaram da aula inaugural, realizada na última segunda-feira, na sede da ABRH-SP – local onde serão ministradas todas as aulas até o final do curso em dezembro.

Diretora de Responsabilidade Social e CONARH da ABRH-SP, Lilian Guimarães falou, na abertura, dos objetivos da iniciativa – “Nossa proposta é aproximar Recursos Humanos da área de sustentabilidade – e da programação, que terá, além da introdução e discussão conceitual, a apresentação de vários cases cujas práticas poderão ser adotadas no dia a dia das empresas.

O primeiro dia do curso teve como professores Marcos Kisil, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e membro do Conselho da Resource Alliance, de Londres; Maria Luiza de Oliveira Pinto e Paiva, consultora de desenvolvimento sustentável, que foi diretora executiva da área de Desenvolvimento Sustentável do Banco Santander de 2001 a 2012; e Ana Beatriz Patrício, especialista em desenvolvimento gerencial, coaching e responsabilidade social e ambiental; além da participação como facilitador de Sandro Marques, superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Banco Santander.

Ao traçar o histórico do desenvolvimento sustentável e a evolução do papel da sociedade civil no Brasil, Kisil lembrou que o país ainda é profundamente desigual em educação, saúde, trabalho, cultura e meio ambiente. Apesar disso, ocupa apenas a 85ª posição em doações e ações de solidariedade, muito aquém do que uma sociedade rica tem capacidade de fazer. “A sustentabilidade é um desafio de todo dia”, ressaltou o professor.

À pergunta “como exercer o papel de RH e ao mesmo tempo ir além para provocar mudanças?”, Maria Luiza afirmou que Recursos Humanos deve ter uma abordagem muito cuidadosa em relação às ações de sustentabilidade e fazer a orquestração das mudanças. “É importante considerar que qualquer causa pressupõe o econômico. As empresas operam para ter lucro e têm de apresentar resultados todos os trimestres. Portanto, acabar com o resultado da empresa é um desserviço para a causa”, alertou.

Ana Beatriz focou sua apresentação no investimento social, que é uma parte da sustentabilidade. Segundo ela, qualquer ação social deve ter o impacto medido pelas empresas, porque as expectativas das pessoas que dependem desse investimento não podem ser frustradas. “Com o fortalecimento da sustentabilidade por volta de 2008, houve uma diminuição no aporte do investimento social, e as empresas passaram a se preocupar em não associar a sua imagem ao oportunismo de negócios. Nos últimos três anos, porém, voltamos a ter um crescimento do investimento social”, explicou.

Página da ABRH-SP – 06 de outubro de 2013

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