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Exemplos de empreendedorismo e inspiração

Empreendedora desde os 7 anos de idade, Alcione de Albanesi contou a sua história no palco do CONALIFE, abrindo o Painel Inspiração. Dona do primeiro negócio antes dos 20 anos –  uma confecção que deu emprego a mais de 80 pessoas –, Alcione, posteriormente, comprou uma loja de eletrônicos num território dominado pelos homens: a rua Santa Ifigênia, em São Paulo, especializada na venda desse tipo de artigo eletrônico. Mais tarde, foi para a China importar lâmpadas fluorescentes para o Brasil numa época que quase ninguém viajava para lá. Foi quando fundou a FLC Lâmpadas, empresa que se tornaria líder de mercado à frente das multinacionais. Depois de ter alcançado o sucesso, largou tudo para se dedicar à ONG Amigos do Bem, um exemplo de transformação efetiva na vida de milhares de pessoas dos Estados de Alagoas, Ceará e Pernambuco.

A história de Alcione inspirou o debate do painel, que teve a moderação de Leyla Nascimento, presidente da Fidagh – Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana e ex-presidente da ABRH-Brasil, e as participações de Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Fernando Rodrigueiro, diretor de RH da Unilever, e Raquel Preto, sócia da Preto Advogados.

Citando dados da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes disse que de 8 a 10 milhões de mulheres estão empreendendo no Brasil, principalmente, mulheres com filhos pequenos que não se sentem em um ambiente acolhedor para viver esse momento com mais flexibilidade; mulheres mais maduras pouco absorvidas pelo mercado de trabalho; e jovens que não se identificam no mundo corporativo e querem construir um sonho. Segundo ela, os maridos são quem mais desmotiva a mulher a empreender, com argumentos de que a atividade não dá dinheiro ou só traz dor de cabeça. “Há casos de mulheres cujo negócio está indo muito bem, mas elas não acham que conseguem ir em frente em razão dessa desmotivação”, alertou.

Ao falar sobre as políticas de inclusão e de empoderamento da mulher da Unilever – na companhia, 49,4% das mulheres estão em cargos de liderança, 53% na área de Finanças e 60% delas como gerentes de pesquisa e desenvolvimento –, Fernando Rodrigueiro disse que as grandes empresas precisam fazer o questionamento do porquê elas não são um lugar excelente quando uma mulher volta de uma licença-maternidade ou de um período de estudo. “Não dá para perder uma profissional porque a empresa não está preparada para essa volta da mulher”, disse.

Já Raquel Preto falou sobre a sub-representação feminina nos ambientes de poder. Só para citar um exemplo, no período entre 2014 e 2015, havia no Senado Federal apenas 13 mulheres ante 68 homens. Ela comentou ainda a respeito da situação política do país: “O Brasil está mudando ou, melhor, já mudou. Existem marcos históricos que ficam. É o caso da Operação Lava Jato, que já está surtindo efeitos práticos nas empresas e nos partidos, ajudando a passar o país a limpo”. 

 

Fonte: O Estado de São Paulo – 03 de Julho de 2016

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