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GRUPOS DE ESTUDO: Convergências: uma escolha para unir gerações

Este artigo nasceu da curiosidade de entender as semelhanças entre as diferentes gerações que convivem no mercado de trabalho. Nosso Grupo de Estudo sobre Geração Y, da ABRH-SP, estudou o tema e decidiu escutar representantes das gerações Baby Boomer (47/65 anos), X (34/46 anos) e Y (16/33 anos).

Afinal, o que há em comum entre as gerações quando o tema é trabalho, carreira e realização? O primeiro aspecto considerado nesse diálogo foram as expectativas diante de um emprego. Em cada depoimento encontramos o anseio de aplicar energia e proatividade para produzir algo significativo e o desejo de se deparar com desafios que geram desenvolvimento.

Quando questionados sobre trabalho, esses profissionais o veem como parte importante da vida. Não um fardo, mas um caminho para dar significado à existência e realizar objetivos, um veículo para fazer diferença e gerar valor para si e para o outro. Nesse contexto, o trabalho precisa atender a um propósito maior e ser congruente com valores pessoais.

A ambição para evoluir na carreira foi também elo comum. Notamos que, nesse quesito, o que diferencia cada geração é o grau de tolerância, o quanto estão dispostos a esperar para atingir seu alvo, influenciado pelo nível socioeconômico, que interfere nas escolhas, quando a questão é: o que tenho a perder?

Afinidades ainda surgem no modelo de liderança traçado pelos entrevistados: todos almejam um líder humano, que ofereça apoio e atue como desenvolvedor de pessoas, reconhecendo e valorizando o profissional e a equipe. Quando o assunto é definir a geração Y, são unânimes em reconhecer afinidade com tecnologia e velocidade como atributos positivos.

Sim, em seu íntimo as três gerações possuem interesses convergentes. Não deixamos de considerar que o fato de cada geração ter crescido em contextos sociais diversos torna natural que os indivíduos pertencentes a cada uma delas tenham características, valores e expectativas em relação ao trabalho e a vida também desiguais.

Esse panorama múltiplo explica as distinções comportamentais que podem gerar divergências dentro das empresas. Contudo, mudar o foco das diferenças para as semelhanças e complementaridades poderá ser mais produtivo. Velocidade se aliar à moderação; descontração equilibrar e ser equilibrada com formalidade; superficialidade e aprofundamento coexistirem; e assim por diante.

 

Pode esse ser um caminho de sucesso para extrair o melhor de cada geração no ambiente de trabalho e substituir conflitos por conciliação e resultados.

 

Por Flávia de Paula, Márcia Fonseca Vieira e Yara Leal de Carvalho, integrantes do Grupo de Estudo Geração Y, de São Paulo, da ABRH-SP (as ideias apresentadas no artigo não refletem necessariamente a opinião da ABRH-SP)

Página Semanal da ABRh-SP 06 de Janeiro de 2013

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