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Pesquisa aponta: 85% dos RHs não desempenham atividades estratégicas

A mudança das condições do mercado de trabalho e a incessante corrida no mercado competitivo acabam exigindo planejamentos minuciosos que envolvam todos os departamentos de uma organização, inclusive o RH, que tem sido centro de grandes debates sobre a importância de sua autonomia e protagonismo. Apesar de o conceito de Recursos Humanos estratégico ter sido destaque no meio corporativo, será que a área está de fato atuando e exercendo sua soberania? De acordo com um estudo realizado pela ProPay S.A, 85% dos profissionais de RH não desempenham as atividades estratégicas que foram apontadas. A pesquisa HR Trends 2019 contou com a participação de aproximadamente 500 profissionais da área com cargos considerados estratégicos dentro das empresas, sendo 81,4% dos respondentes líderes ou gestores de Recursos Humanos. Durante a pesquisa, os participantes compartilharam suas percepções sobre o valor estratégico de 28 atividades de RH desempenhadas hoje no mercado brasileiro. A análise de dados permitiu a divisão das atividades em três pilares: operacional, tático e estratégico. Atividades como segurança e medicina do trabalho e folha de pagamento foram consideradas operacionais. Já atividades como a gestão de benefícios estratégicos (plano de saúde e odontológico, previdência privada, seguro de vida, incentivo acadêmicos, etc.), políticas de inclusão e diversidade, além de projetos sociais e de sustentabilidade, foram classificadas como táticas para pelo menos 54,6% dos respondentes. Ao menos 54,3% dos respondentes acreditam que as atividades do RH relacionadas à experiência e à motivação do colaborador, inovação e indicadores são de maior valor estratégico, uma vez que o RH consegue trabalhar em parceria com as áreas de negócio da companhia. Atração de talentos, cultura organizacional e treinamento e desenvolvimento foram os pontos mais citados como sendo estratégicos. Através desse estudo é perceptível que as atividades táticas e operacionais já possuem uma cadeia estrutural formada, porém as estratégicas ainda apresentam uma baixa atuação nas companhias. Regras e padrões do mercado competitivo mudam rapidamente e não é fácil responder a tais mudanças com a mesma rapidez. Por isso, pesquisas dessa natureza norteiam profissionais de RH e resultam em novos insights para este momento cercado de desafios.

Fonte: O Estado de São Paulo, 25 de Novembro de 2018.

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