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Preparar trabalhadores para o futuro exige o envolvimento de vários setores da sociedade

A seção RH Digital dá espaço para que executivos de Recursos Humanos e gestores de pessoas falem sobre o tema da Transformação Digital. A entrevistada desta semana é Irene Camargo, executiva de RH e coordenadora do G3, grupo informal de RH. Confira:

GESTÃO DE PESSOAS – Como a Transformação Digital tem contribuído com o dia a dia do RH nas empresas?

IRENE CAMARGO – Não há dúvida de que a Transformação Digital já chegou e está presente nas empresas e em seu dia a dia. Mesmo aquelas organizações, que, por sua atuação ou tipo de negócio, acreditam ainda estarem mais atrasadas ou não embarcaram na tal transformação, certamente estão rodeadas por ela e pelos benefícios que a mesma tem trazido. Para as que já a adotaram, os impactos são positivos: melhorias em processos operacionais, ganho em eficiência, redução de custos e melhoria na percepção da empresa pelo mercado e pelos próprios funcionários. Por exemplo, as empresas que começaram a utilizar IA (é o caso da IBM) em seus serviços de autoatendimento (os conhecidos 0800 ou help desk internos de RH), em substituição aos shared services, normalmente localizados em alguma operação fora de seu país, em que um atendente falando seu idioma com dificuldade faria o atendimento para questões relacionadas a benefícios, férias, etc., se beneficiaram com um atendimento que não comete erros ao compartilhar as informações, fala sempre o idioma nativo de quem está ligando, atende ligações em feriados, etc. Para os funcionários da empresa, a experiência antes nem sempre efetiva tornou-se mais fácil e para as empresas gerou benefícios, como ganho de efetividade no atendimento ao funcionário, melhorando a experiência como um todo e, com isso, gerando diminuição de custos.

Outro exemplo está no front de recrutamento e seleção. Grande parte das multinacionais ou empresas de grande porte já se beneficia com algum sistema ou plataforma que facilita a seleção de candidatos e entrevistas, em geral feitas virtualmente. O surgimento das startups especializadas em processos de RH também trouxe benefícios para empresas que, por conta de suas estruturas mais enxutas de RH, não têm a capacidade ou o headcount para atender às necessidades. Entraram em cena startups capazes de implementar processos robustos de recrutamento e seleção, ciclo de performance, treinamento, parcerias e muito mais, tais como Kenoby, Gupy, Talent Academy, Beenoculus e Allya. Quando bem aplicados pelas empresas, todos esses recursos proporcionam ao RH uma atuação mais estratégica e próxima ao negócio, pois liberam os profissionais da área das atividades mais operacionais e transacionais do dia a dia.

GP – O que pode ser feito para preparar os trabalhadores para os impactos dessa Transformação Digital nos seus empregos e carreiras?

IC – A princípio, creio que precisamos colocar a Transformação Digital em um contexto maior. Ao mesmo tempo que a tecnologia automatizou montadoras de veículos, trocando a maioria de seus funcionários por robôs e eliminando empregos, também criou diversas plataformas de serviços aproximando clientes e fornecedores, gerando novas formas de renda (Uber, Airbnb…). Sendo assim, em alguns casos, é fato que a tecnologia substituirá pessoas, porém também possibilitará outros tipos de oportunidades. No entanto, preparar trabalhadores para esse futuro é uma questão complexa e sensível, que precisaria do envolvimento de vários setores da sociedade. Educação será primordial. O gap da educação de nosso país comparado a outros emergentes é grande e cresce ano a ano segundo diversos rankings. O cenário ideal seria nos aproximarmos das práticas e políticas de desenvolvimento econômico e educacional em parceria com empresas, como as adotadas por países que investiram no tema desde o surgimento da Indústria 4.0. Esses países têm se antecipado nas discussões para criar um ambiente futuro de melhor equilíbrio social. Mas o futuro me parece ter muito ainda a ser definido. Novas posições, novas oportunidades, novos empregos que ainda estão para serem criados. Como profissional de RH cabe a mim recomendar que cada um de nós aproveite o acesso infinito à informação para aprender coisas novas e tenha constante abertura para mudança e para o diferente. Afinal, se for citar algumas características humanas, tais como criatividade, ética, genuinidade, compaixão, imprevisibilidade, tenho dificuldade em imaginar um cenário em que possam ser replicadas por IA. 

Fonte: O Estado de São Paulo, 01 de Dezembro de 2019.

Depoimentos

“A ABRH-SP atua como uma verdadeira usina geradora de inovações ao promover o compartilhamento de boas práticas de gestão e conceitos de RH entre os associados. Para nós da Sanofi, este trabalho é de enorme valor, pois nos ajuda a posicionar o RH de forma estratégica dentro da companhia.”
Pedro Pittella – Empresa SANOFIHead of Human Resources Sanofi Group Brazil
"Fazer parte da ABRH-SP está sendo muito bom, pois trouxe a oportunidade de acompanhar as novidades e trocar experiências com diversos executivos de RH, isto traz muito valor agregado"
Marcos Sousa - Empresa GOCILDiretor de RH e Jurídico na Gocil Segurança e Serviços
“Somos Associados ABRH-SP há um ano, as palestras que participamos na ABRH-SP tem nos ajudado a melhorar a gestão junto aos nossos colaboradores e entender que os mesmos são o centro para seguirmos em frente com a nossa companhia, temos muito carinho pela ABRH-SP, obrigado por tudo!”
João Paulo Lopes – Empresa MAZAGGerente de Recursos Humanos Agência Mazag

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