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Pauta de diversidade e inclusão precisa dar mais atenção aos 50+

Não tem como as empresas deixarem de olhar para o público consumidor maduro, que, só no Brasil, já movimenta quase R$ 2 trilhões por ano – número que deve crescer ainda mais se considerarmos que os 50+ já são 26% da população brasileira. A melhor forma de lidar com esse público como consumidor é, portanto, ter colaboradores dessa faixa etária dentro do mundo corporativo, argumento que tem sido utilizado por Mórris Litvak, CEO e founder da Maturi, para convencer as organizações a contratarem profissionais 50+.

À frente da plataforma que reúne oportunidades de trabalho, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, empreendedorismo e networking, com o objetivo de conectar pessoas maduras e experientes em busca de atividade e ocupação entre si e com empresas, Mórris afirma que, desde a criação da Maturi há seis anos, a contratação de 50+ tem evoluído nas empresas, com uma abertura muito maior para o tema.

“No início da Maturi foi muito difícil, tanto que focamos mais em ajudar os 50+ a empreender, mas hoje as empresas nos procuram porque começam a perceber que se trata de um assunto estratégico capaz de afetar tanto a força de trabalho no ambiente interno, quanto o público consumidor, que também é cada vez mais maduro. As empresas estão começando a entender ou a ter curiosidade. Entretanto, o número daquelas que têm ações efetivas ainda é muito pequeno no Brasil”, avalia Mórris.

Isso acontece porque quase nunca a questão de idade e gerações é prioritária na agenda de diversidade e inclusão. Geralmente vem bem depois que os outros temas estão evoluídos. “Além da falta de conhecimento”, pondera, “falta a liderança abraçar essa causa no sentido de entender a importância social e estratégica da longevidade e como isso vai afetar os negócios agora e no futuro para aí, sim, influenciar o restante da empresa a trabalhar o assunto.”

Em geral são os estereótipos que impedem a contratação de uma força de trabalho mais madura: os 50+ teriam mais dificuldades em relação à tecnologia; seriam mais caros por serem mais experientes; a contratação deles resultaria em mais absenteísmo e em um custo maior de plano de saúde; eles não seriam ágeis e abertos ao novo e teriam resistência à mudança. “Todos esses paradigmas são quebrados na prática quando você faz um trabalho devidamente planejado de inclusão dos 50+ e integração com os jovens”, destaca Mórris.

A pandemia de covid-19 também atrapalhou a mudança de mentalidade, principalmente porque os mais velhos foram colocados inicialmente como mais vulneráveis à doença. Mesmo com a reabertura da economia e recontratação das pessoas, eles continuam perdendo espaço no mercado formal. Além disso, o maior uso do trabalho remoto traz junto um estereótipo de que, por ser algo digital, é mais para gente jovem, como se os mais velhos não estivessem preparados para isso, o que é um mito. O lado bom é que muitos dos 50+ que buscavam recolocação em função da pandemia correram atrás da atualização tecnológica, praticando o chamado lifelong learning, o aprendizado ao longo da vida.

Foco nos maduros

Como alerta Mórris, o lifelong learning ainda é pouco falado nas empresas quando  se trata de desenvolvimento para todas as gerações, inclusive para as pessoas mais maduras. Pesquisas no Brasil mostram que a partir de uma certa idade os colaboradores não são mais chamados para programas de treinamento e desenvolvimento dentro das empresas. “É algo que precisa ser repensado.”

Abordar a questão do lifelong learning focado nos maduros para influenciar ações e para que seja algo mais inclusivo em relação a gerações é o objetivo do Meetup Maturi: Lifelong Learning, evento que tem o apoio da ABRH-SP e acontecerá nesta quarta, 6 de outubro, das 9 às 10 horas.

Gratuito e com vagas limitadas, o Meetup terá as participações do dr. Alexandre Kalache, um dos maiores especialistas do Brasil em gerontologia, que vai dar o contexto de envelhecimento populacional da força de trabalho para que todos entendam a importância do tema não só no futuro, mas também no presente; e de Lilian Rauld, head de Diversidade, Equidade e Inclusão da Sodexo, que vai compartilhar a experiência da empresa na área.

“Será uma oportunidade para os profissionais de RH repensarem políticas e práticas de Recursos Humanos e de desenvolvimento de uma forma mais inclusiva com relação à idade”, convida Mórris.

Para saber mais sobre o evento, acesse https://conteudo.maturi.com.br/meetupmaturi.

Fonte: Assessoria de Comunicação ABRH-SP (04 de Outubro de 2021)

Depoimentos

“A ABRH-SP atua como uma verdadeira usina geradora de inovações ao promover o compartilhamento de boas práticas de gestão e conceitos de RH entre os associados. Para nós da Sanofi, este trabalho é de enorme valor, pois nos ajuda a posicionar o RH de forma estratégica dentro da companhia.”
Pedro Pittella – Empresa SANOFIHead of Human Resources Sanofi Group Brazil
"Fazer parte da ABRH-SP está sendo muito bom, pois trouxe a oportunidade de acompanhar as novidades e trocar experiências com diversos executivos de RH, isto traz muito valor agregado"
Marcos Sousa - Empresa GOCILDiretor de RH e Jurídico na Gocil Segurança e Serviços

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