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Tendências de Negócios e Liderança no Mercado 4.0

Estamos experimentando uma nova revolução tecnológica e industrial. Muitas empresas e indústrias globais já começaram a sentir os efeitos desta revolução e se preparam para essa nova realidade de gestão e formas de consumo.

Segundo o estudioso de tendências, estrategista de inovação da Singularity University do Vale do Silício na Califórnia, EUA, o americano Rudy de Waele e autor do livro “shift 2020 – How Technology Will Impact Our Future”, todas as principais tendências e mudanças do mercado já foram implementadas ou estarão em uso até o ano de 2020.

Segundo Waele, as mudanças tecnológicas serão exponenciais em praticamente todos os segmentos de negócios, dentre elas as áreas de Entretenimento, Serviços, Saúde, Logística, Varejo, Energia, Agricultura, Indústria, Automação, Mercado de Capitais, Biotecnologia e Farmacêuticos.

Mas o grande diferencial destas novas tecnologias e tendência será a utilização de análise de dados. É a partir desta análise, que as empresas irão definir suas áreas de atuação, lucratividade, criação de novos produtos e até prever demandas e comportamentos do consumidor.

As facilidades digitais, tais como apps e serviços de compras online, geraram um fenômeno denominado “Economia compartilhada”. No qual as pessoas passaram a dar mais valor às suas experiências de consumo e se propõem a pagar pelo valor de uso dos itens, conforme a sua necessidade. AirBnB, Uber, iFood, Nubank, Netflix, Amazon, Yellow, etc.

Na indústria 4.0 a tendência é a utilização de dados e tecnologia para gerenciar a produção dos fornecedores em tempo real, assim como a prototipagem de produtos em 3D, além da otimização e automação de grande parte das atividades operacionais.

No segmento da Educação, o aprendizado se tornará cada vez mais personalizado, dinâmico e interativo, com ensino misto entre o presencial e EAD com aprendizagem continuada, conforme a necessidade de cada profissional. Mas diante de todas estas mudanças e tecnologias, o grande diferencial serão as pessoas. Para que as empresas possam implementar suas estratégias será preciso um time e gestores cada vez mais engajados e atualizados com as novas tecnologias e dispostos a liderar essa mudança cultural nas empresas, com novas habilidades e resiliência para um ambiente de constante mudanças.

“O fit cultural e protagonismo humano será um dos pontos primordiais para a adaptação a esse novo conceito de mercado. As relações de trabalho se tornaram mais fluídas e colaborativas, com a valorização do trabalho remoto flexível, além de perfis profissionais cada vez mais multifuncionais e adaptáveis às mudanças.”

A transformação digital é uma questão complexa, mas exige mais do que Tecnologia. É um desafio tecnológico, mas antes de tudo humano. A falta de uma cultura interna de inovação pode ser o grande entrave para a transformação digital nas empresas e a mudança deve começar pelo mindset das pessoas.


Hellen Elias – jornalista, especialista em Marketing, Comunicação e Employer Branding, pós-graduada em Administração de Marketing e MBA Comércio Exterior – Internacionalização de Empresas e Digital Marketing Strategy online course BerckleyX University

Contribuições sindicais, qual o novo procedimento a ser adotado?

No dia 1° de março de 2019, passou a vigorar a Medida Provisória 873/2019, a qual trata da nova forma de cobrança da contribuição sindical.

Com a reforma trabalhista as Contribuições Sindicais passaram a ser facultativas, ou seja, só poderia ser feito o desconto em folha de pagamento à título de contribuição sindical, daqueles empregados que autorizassem o referido débito.

Com a medida provisória esse procedimento mudou. A empresa não fará mais o desconto em folha de pagamento em hipótese nenhuma.

Aquele funcionário que quiser contribuir com o seu Sindicato deverá fazer uma carta à referida entidade, autorizando a cobrança da contribuição. Como a empresa não poderá fazer o desconto em folha, o Sindicato enviará um boleto bancário para a casa do empregado.

Somente na impossibilidade de o trabalhador receber a cobrança no seu endereço, é que poderá ser enviado para a empresa (a qual, simplesmente entregará o boleto ao empregado para que ele faça o pagamento de forma independente).

Atentem-se ao fato de que essa carta de autorização de cobrança sindical terá que ter 4 características:

– Ser prévia – Ou seja, primeiro o empregado faz a autorização e somente depois o Sindicato poderá enviar o boleto de cobrança.

– Expressa – É necessário um documento escrito de autorização.

– Voluntária – A autorização tem que por vontade do empregado, sem coação ou determinação da empresa ou Sindicato.

– Individual – Não pode ser uma autorização em grupo. Cada empregado terá que fazer a sua.

As Convenções Coletivas não poderão impor o pagamento da contribuição e caso exista essa cláusula não terá validade jurídica.

A Medida Provisória tem validade de 60 (sessenta) dias contadas a partir do dia 01 de março de 2019, podendo ser prorrogada por mais 60 (sessenta) dias. Após esse período, caso o Congresso Nacional aprove, a Medida terna-se Lei definitivamente (art. 62 e parágrafos da CF).

Contudo, enquanto vigente a Medida esta deverá ser cumprida. Não podendo as empresas efetuar qualquer desconto na folha do trabalhador a título de contribuição sindical, ainda que esta obrigação esteja prevista em norma coletiva.

A única exceção, para a cobrança em folha de pagamento ocorrerá, se o Sindicato conseguir uma liminar perante a Justiça do Trabalho suspendendo a eficácia da medida (nesse caso, os Sindicatos informaram às empresas).


Janaina Camargo Fernandes – advogada trabalhista, palestrante, sócia da JFernandes Advogados, graduada pela UNITAU, Especialista em Direito e Processo do Trabalho pelo Instituto Robortella, Analista em Auditoria Trabalhista e Cargos & Salários por Competência pela FGV, MBM em Educação Empresarial e Advanced em Las Vegas e associada ABRH-SP Regional Vale do Paraíba.

Porque temos tanto medo do novo?

Lemos um artigo do ICI – Integrated Coaching Institute – que nos remete mais uma vez a refletirmos o porquê sair da zona de conforto é tão desagradável para a maioria das pessoas, mesmo sendo uma necessidade para que sobrevivamos a nós mesmos e às dificuldades do caminho. Assim, quando perguntamos às pessoas o que elas mais buscam na vida, a maioria das respostas é sobre ter estabilidade, segurança. Isso é o que a maioria de nós deseja.

Mesmo sem saber ainda como fazer, ou qual a melhor maneira de chegar onde queremos, ficar parado não é uma possibilidade se queremos chegar em algum lugar. Parece óbvio, contudo, quantas vezes deixamos as coisas pra depois?

Quantas vezes queremos apenas ficar quietos especialmente quando fica tudo muito estressante, e até pensamos em sumir? Quantas vezes o mundo lá fora, em forma de situações desconfortáveis, nos convida a nos superarmos?

Independente do estímulo ser externo ou ser interno, todos eles são faíscas, são sinais, indicadores de que algo que precisa ser feito, não está sendo feito por nós mesmos.

É preciso ir para o enfrentamento das muitas crenças limitantes que trazemos para que a vitória não seja apenas um desejo, mas sim uma construção pensada, refletida e planejada para evitar sobressaltos; mas antes, para enfrentá-los com equilíbrio entendendo que, com medo de passar medo, na tentativa de nos proteger do pior, criamos situações catastróficas porque (conscientes ou não) acreditamos que assim teremos controle de algo, e essa sensação mínima de poder controlar a vida, nos faz muitas vezes mais conservadores na hora de decidir, por exemplo, manter uma situação ruim, só para não precisar mexer e talvez piorar. É não querer abrir mão do controle de uma certeza mesmo que ruim, por qualquer incerteza (mesmo havendo possibilidades de melhorias).

“Nessas horas esquecemos de um pequeno detalhe: a vida é movimento e tem sua própria evolução natural. Fazemos parte de uma natureza que busca iluminação e evolução. Mudança é o natural.”

Já que mudar é um fato, inevitável, independente da sua vontade, você prefere ser empurrado ou prefere escolher para onde ir? Por mais que a gente resista bravamente às mudanças, elas irão acontecer como fluxo natural da vida nos desafiando, e nos convidando a sair da inércia. Aqueles nossos medos são os maiores obstáculos para isso acontecer dentro de nós mesmos.

Não falo daquele medo saudável que nos protege de riscos reais. Falo sobre uma overdose de medo que permitimos nos dominar com situações fantasiosas ou exageradas, que apenas nos deixam mais irracionais, mais ansiosos, brigando com tudo e todos; ou fugindo da vida para esperar o caos passar; ou simplesmente congelando. Essa é também uma forma de participar, ao permitir que outros decidam por você.

Com o medo dominando chegamos ao extremo de preferir ouvir “mentiras fofas” do que “duras verdades”, e não apenas nos enganamos, como nos agarramos nessas “histórias” como se fossem certezas absolutas, e “ai” de quem ousar contestar essas “verdades absolutas”. Brigamos com unhas e dentes para defender aquele ‘sonho’, aquela gotinha de esperança nesse mar de incertezas.

É um fenômeno similar a pessoas que estão desidratadas no meio de um deserto e começam a ter alucinações: na imagem de ser uma água bem fresquinha, comem areia na intenção de hidratar seu corpo em profundo stress, mas apenas acaba ainda mais desidratada.

Quando chegamos nesse ponto queremos tanto parar tudo, que até a nossa respiração fica curta. Sem perceber nos privamos até nosso próprio oxigênio, e muitas vezes precisamos literalmente de um pronto-socorro para acordar desse transe, e recomeçar do básico: respirar! Situação bem diferente de quando estamos mais confiantes, sãos, com a respiração mais profunda e as células devidamente oxigenadas.

Conseguimos ter discernimento para ponderar os fatos, possibilidades, e enfrentar a realidade independente de quão assustadora possa parecer a princípio. Assim, conquistamos o equilíbrio entre um passo e outro, em movimento. É na superação contínua e consistente que fazemos a jornada valer a pena. O convite está lançado.

Quem topa o desafio?


Paula De Carvalho Guimarães, Coach formada pelo ICI – Integrated Coaching Institute. MBA Internacional na University of Tampa em Liderança e Empreendedorismo, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV. Palestrante, consultora da Conexão Treinamento & Desenvolvimento e associada ABRH SP Regional Vale do Paraíba.

Os desafios das mudanças no ambiente de trabalho

O mundo passa por grandes transformações e com o trabalho não é diferente. Cada vez é maior o desafio entre organizações e profissionais que são impulsionados por inovações tecnológicas, indústria 4.0, mudanças demográficas, múltiplas gerações.

Há uma grande transformação estrutural acontecendo e isso afetará diretamente o trabalho e a carreira, deixando para trás o caminho tradicional de como fazer as coisas acontecerem. O desafio agora é maior, como acompanhar às novas exigências no mercado de trabalho?

A profissão que era escolhida anteriormente não é mais suficiente, é preciso ir além dos requisitos técnicos exigidos, é necessário desenvolver outras competências e comportamentos para complementar o perfil profissional.

Na visão de empreendedores é preciso saber antecipar oportunidades, e isso vai além da intuição, é preciso compreender o cenário, entender onde estão as ameaças e as oportunidades. Com o profissional não é diferente. É importante entender onde os desafios estão para se preparar e saber lidar com eles.

Apesar das mudanças tecnológicas e a velocidade com que tudo acontece, o impacto é no ser humano. Portanto, aceitar as mudanças e saber adaptar-se a ela é o princípio de tudo. É necessário investir no autoconhecimento, assim terá a direção que precisa, como estratégia de crescimento real.

O desenvolvimento pode ser o caminho, ampliando a capacidade de compreensão sobre o que acontece no mundo. Além da formação tradicional, é preciso participar de palestras, grupos de estudos, cursos, além do conhecimento, reforçará também o networking, afinal somos movidos pelos relacionamentos. Outras opções são cursos online, à distância, muitos destes que são oferecidos a custo acessível ou até mesmo sem custo.

Fortalecer o perfil profissional coloca cada vez mais próximo da realidade a ser trilhada. Importante também considerar característica como flexibilidade e resiliência, fundamentais para lidar com as novas formas de trabalho que estão por vir. Um profissional competente é aquele que tem o talento desenvolvido, por isso, treine, se desenvolva constantemente, assim você mudará seu patamar e enfrentará com muito mais energia as mudanças no ambiente de trabalho.

Não há uma sequencia lógica para todas as mudanças quando se trata de desenvolvimento.  As descobertas, ou insights, vão lhe guiando e ampliando seu olhar para a própria vida. Esse é o fio condutor e sistêmico. Cada investimento feito em si mesmo é um novo passo, cada decisão um novo recomeço, assim as mudanças poderão acontecer de modo mais leve, tirando sempre aprendizado de tudo que acontecer.

No mundo atual cada vez mais transparente, de constante mudança, tudo estará conectado e relacionado. Não há mais conexão com o que estávamos acostumados antes. É quase um desaprender para aprender de novo.

Por isso reconhecer as forças, ter paixão pelo que faz, poderá tornar o futuro mais adaptável e promissor.


Simone Filippo, Diretora de Grupo de Estudos ABRH-SP Regional vale do Paraíba, Consultora de RH e Coaching de Carreira.

Cocriação é a centelha da inovação

Olhe ao seu redor. Você está cercado de pessoas que pensam exatamente como você, com formação e áreas de conhecimento semelhantes? Sinto lhe dizer, mas é bem mais difícil sair uma ideia realmente inovadora desse brainstorming. A aprendizagem ocorre em nosso cérebro através de sinapses. Ou seja, simplificando, por meio de estímulos e conexões os novos conhecimentos ativam no nosso cérebro as conexões de ideias. Quanto maior a quantidade de dados preexistentes, mais fácil assimilar um novo conhecimento por meio associativo. O novo conhecimento evoca o antigo e por associação novos conhecimentos se agregam, para formar novas ideias, perspectivas, resolução de problemas, etc. Quanto mais aprendemos, mais nosso cérebro associa as ideas e traz insights e sacadas inovadoras. Conhecimentos de psicologia com comunicação, digital e Marketing podem render ideias para estratégias de vendas e comportamento do cliente. Física, Engenharia e Artes podem render produtos inovadores, bonitos e funcionais. Tudo pode ser fonte de inspiração e quando você menos esperar, seu cérebro irá fazer conexões, que serão realmente originais e inovadoras. Por isso, não se coloque numa bolha. A inovação nasce a partir da cocriação.

Quatro perguntas que aproximam (ou afastam) você de uma vaga

Fonte: ABRH-SP Regional Metropolitana Oeste 
Entender o que passa na cabeça do recrutador aumenta as chances de se sair bem em entrevistas de emprego. Está procurando emprego? Quer estar pronto para uma nova oportunidade? Veja as dicas de quem está à frente do processo de seleção. “Você está contratado!” Estas três palavras com potencial transformador compõem o título do livro escrito por Marcelo de Freitas Nóbrega, diretor de Recursos Humanos da Arcos Dourados, operadora dos restaurantes McDonald’s no Brasil. Foi sobre este tema que ele conversou com os participantes do encontro de profissionais de RH, promovido pela ABRH-SP Metropolitana Oeste, em Alphaville. Marcelo, que recentemente foi eleito o RH Mais Admirado do Brasil em 2017, ancorou sua apresentação nas quatro perguntas que considera fundamentais em qualquer processo de recrutamento:  
  1. Você vai resolver o problema que eu tenho?
Antes de tudo, você, candidato, precisa entender por que aquela vaga está aberta. Alguém saiu da empresa ou foi promovido? A área está em expansão? Essa resposta pode esclarecer o que é esperado de quem chega. O currículo entra como referência, por isso deve ir além de descrições de cargos. “Quero ler sobre sua história, experiência, bagagem e resultados que trouxe para a empresa.”
  1. Qual o seu potencial de crescimento, a sua flexibilidade e capacidade para aprender novas habilidades?
Você já ouviu falar em ambiente VUCA? Esta é uma sigla que vem do inglês e significa volatilidade (volatility), incerteza (uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade (ambiguity). Nóbrega cita o termo para explicar que está sempre atrás de profissionais que sabem se posicionar diante deste cenário – ou seja, do mundo em constante transformação em que vivemos. São pessoas, segundo ele, que se expõem a riscos e que desejam aprender a todo momento.  
  1. O seu jeito de ser tem a ver com a cultura da empresa?
Da perspectiva do contratante, é importante entender quem é o candidato àquela vaga. Do que gosta? E do que não gosta? Por quais empresas passou e com quais mais se identificou? “Para trabalhar no McDonald’s, por exemplo, é preciso gostar do negócio alimentício e do ambiente jovem”, diz Marcelo. Estar alinhado à cultura tem a ver com o “encaixe do profissional com o resto da equipe e com o jeito de ser, com o DNA da empresa”.  
  1. A empresa pode pagar?
Um bom recrutador sabe previamente a faixa salarial da pessoa que está avaliando. A partir daí, é preciso olhar o mercado e ponderar o quanto a empresa pode pagar por aquela vaga. Marcelo é a favor de deixar esse assunto para o final do processo de contratação. “No início, o valor real do candidato em um gráfico seria igual a zero”, afirma. Mas (tirar vírgula,) vai subindo à medida que a empresa investe tempo em sua avaliação. Segundo ele, o candidato, por sua vez, terá que deixar claro, nas conversas, qual o valor que o faria ir além de cifras.      

Grupo de estudos da ABRH-SP agora em São Carlos

WhatsApp Image 2017-02-16 at 01.04.20 São Carlos recebeu na última quarta-feira (15), a abertura do Grupo de Estudos 2017 da Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional São Paulo, regional Ribeirão Preto, que reuniu dezenas de profissionais das áreas de gestão de pessoas e negócios, além de empresários do município e região. O objetivo do evento foi disseminar o conhecimento, incentivando o constante aprendizado sobre as novas ferramentas, soluções e inovações na área. No evento foi promovida a palestra “Engajamento de Talentos e Cultura de Valor”, ministrada por Eduardo Carmello, que fez uma apresentação bastante dinâmica e envolvente. “É necessário nos atualizarmos e entender que lá fora existe um mercado altamente exigente”, destacou Carmello. Para Rita Gomes, representante da Fatec (Faculdade de Tecnologia), o encontrou possibilitou um leque de novas informações. “Estou sempre em contato com a área de gestão de pessoas e sei o quanto essa troca de experiência é importante para agregar novos conhecimentos e gerar crescimento. Estamos sempre procurando aprender e inovar, e esse intercâmbio de conhecimento e ideias nos ajuda a aplicar o novo dentro das salas de aula. Afinal, formamos mais do que tecnólogos, formamos pessoas”. Assim como ela, Jennifer Manzano, que representou o Serasa Experian, falou sobre a união e fortalecimento dos profissionais. “Ter um evento como esse em São Carlos é uma excelente oportunidade para trocar informações com os colegas de profissão e levar a inovação para dentro das empresas”, ressaltou. O evento também contou com a presença da diretora da Regional de Ribeirão Preto, Heloisa Minto, que destacou que o objetivo de implantar os grupos de estudos deve-se a representatividade profissional que envolve cidades como Franca, São José do Rio Preto, Araraquara e São Carlos. “Sabemos da dificuldade da logistica dessas cidades até Ribeirão Preto, portanto fazemos participação mensal nessa cidades. São Carlos, por exemplo, por sua microrregião e universidades , desperta nosso interesse em proporcionar essa oportunidade única e customizada aos profissionais da área de RH”. Hoje a ABRH reúne 22 seccionais nas mais importantes regiões do país, sendo Ribeirão Preto a única regional que possui diretorias locais em outras cidades, o que demonstra a importância dessas microrregiões. “Participar dos grupos de estudos, diante do cenário atual é descobrir novas formas de atrair, reter e despertar nossos talentos. Essa é uma oportunidade única de crescimento e desenvolvimento profissional, é através dessa troca de conhecimentos e informações que desenvolvemos e despertamos novas habilidades e competências nos profissionais da área de RH, além do estabelecimento de networking entre os participantes”, explicou a diretora dos grupos de estudos em São Carlos, Luciana Ferreira.   Grupos de estudos   Nos grupos de estudos serão ministrados diferentes temas entre eles “Desenvolvimento de Talentos”, presidido pela palestrante, consultora e Coach Luciana Ferreira, cujo objetivo é buscar estratégias e trocar informações sobre como atrair, reter e desenvolver os talentos, entre os melhores profissionais. O tema “Relações Trabalhistas”, em que o participante ficará por dentro das legislações e atualizações no tema trabalhista, o facilitador será defnido em beve. E por fim, o tema “Remuneração”, liderado pelo mestre e especialista em estruturas de cargos, salários e carreiras e diretor da posicional.com, Cícero Nunes, tem como finalidade  promover a discussão de práticas ligadas ao plano de remuneração e benefícios, compartilhando de temas atuais e inovadores surgem além da troca de experiências, atualizar infor­mações e aumentar as possibilidades de ação. Vale ressaltar que as vagas são limitadas e restritas aos associados. As reuniões têm início previsto no mês de abril e para participar é necessário ser associado á ABRH. Para informações acerca de como participar dos grupos envie um e-mail para regionalribeiraopreto@abrhsp.org.br ou acesse: www.abrhsp.org.br. Fonte: ABRH-SP Regional Ribeirão Preto

PERDENDO CHANCE E NEM SABE

Pequenas oportunidades de comunicação são perdidas ou mal aproveitadas todos os dias simplesmente pelo fato de que não são reconhecidas como atividades de comunicação… Como assim? Recentemente um empresário desabafou comigo: “Viemos para a reunião anual preparados para mostrar o que precisamos de nossos líderes este ano e em que patamar a empresa precisa chegar. No fim do encontro, as únicas perguntas que tivemos foram sobre plano de carreiras e salário. E não vimos nenhuma empolgação com o projeto em si”. Preocupados com resultados e em colocar as equipes na direção certa, esses líderes esqueceram de um coeficiente fundamental da comunicação: a emoção. Não a emoção deles, mas a emoção de cada um naquela sala. A tal da inteligência emocional passa pela arte de comunicar pelo viés do outro e não do seu. Os colaboradores, na realidade, queriam saber como a carreira deles se encaixava nesse novo cenário. O que pessoalmente cada um ia “ganhar” ao longo do caminho. Quais os critérios individuais dentro daquela proposta que estava sendo feita. Se a comunicação tivesse sido estruturada a partir do mapeamento prévio de necessidades e estas incluídas na mensagem, o engajamento teria sido diferente. Essas situações são mais frequentes do que se percebe. E como entram na agenda de reuniões sistematicamente são relegadas à rotina, com foco no problema. Mobilizar para a resolução do problema é se colocar no sapato do outro – em todas as ocasiões. Desligue o piloto automático antes da próxima reunião. Analise quem vai estar presente. Além do que tem a dizer, pense no que essas pessoas esperam ouvir. Dependendo da situação, pode até perguntar qual a expectativa de cada um. Estabelecida a interseção, escreva para não esquecer e forme seu diálogo a partir daí. Monólogos são sempre mais arriscados…  

DICAS PARA OS PRIMEIROS DIAS NO EMPREGO NOVO

  A primeiraSem Título-3 impressão é a que conta? Muitas vezes, sim. Então, muita cautela com os primeiros dias em um emprego novo. Eles podem ser fundamentais para estabelecer relacionamentos saudáveis com o chefe e os colegas. Separamos umas dicas. “Se pegarmos os pilares que geram confiança, temos: autenticidade, intenção, competência e experiência. Autenticidade e intenção se destacam. Quanto mais verdadeiro você for melhor”, explica Eduardo Seidenthal, fundador e membro da Rede Ubuntu de EUpreendedorismo. Respire fundo e haja como um explorador: com curiosidade e cautela na medida certa. Lembre-se: ter uma certa dose de medo é natural e até prudente em um ambiente novo, mas isso não impede que se dê um passo de cada vez. Pense antes de fazer a pergunta, mas faça. Eduardo explica o foco: “É preciso que ele conquiste a credibilidade de sua equipe. A competência e a experiência podem ser adquiridas com o tempo”. Outro destaque, segundo ele, é para a pró-atividade e para o espírito colaborativo:  “Precisamos mais que inteligência para enfrentar desafios. Praticar a colaboração desde o início é um diferencial importante e que constrói ótima reputação”.  Mas, novamente, antes de sair oferecendo ajuda, estruture a maneira como se propõe a ajudar. Uma coisa é ajudar, outra é invadir o espaço do outro. Você é a novidade no ambiente. E, em geral, três situações acontecem: ou você fica muito em evidência e todos querem saber tudo sobre você (mais comum em empresa de menor porte) ou as pessoas estão tão ocupadas com suas agendas que não dão nenhuma atenção. No primeiro cenário: cuidado para não abrir demais sua vida. Não é hora de entrar em detalhes da sua vida pessoal. Situação mais comum hoje em dia: designam um colega para apresentá-lo às suas tarefas e guiá-lo na adaptação. Orientação de especialista? Saiba separar o que é o ponto de vista pessoal dele sobre os processos e relacionamentos do que é informação relevante. Deixe espaço para suas próprias conclusões. Finalmente, caderno pode ser um objeto old school, mas as pessoas percebem quando as outras fazem anotações e veem nesse hábito sinal de interesse. Você pode usar o recurso para anotar o nome das pessoas e suas funções, dúvidas e até seus insights. Olhar fresco sobre problemas pode gerar inovação.      

PORTA ABERTA: DIVERSIDADE AUMENTA A PRODUTIVIDADE

03-02 alphaNa contramão da onda conservacionista que assola o mundo, principalmente devido a posições manifestadas pelo novo perfil da liderança nos Estados Unidos, a diversidade tem se consagrado no mundo corporativo como uma das estratégias para alcançar melhores resultados. Ser diferente do colega ao lado pode tornar o time mais forte. Segundo estudo publicado na Harvard Business Review, aproximadamente 76% dos colaboradores de empresas que se preocupam com a diversidade reconhecem que têm espaço para expor ideias e inovar. A mesma pesquisa revela que o engajamento nesses ambientes é 17% mais alto. No entanto, no Brasil, só 5% das empresas incluem esse tema em suas estratégias de gestão. “O tema é polêmico para a cultura empresarial brasileira. Na prática, penso que ainda está distante da nossa realidade. É importante abrir esses espaços, que acredito que serão incentivados pelos empresários mais novos. Conforme o mercado de trabalho vai se renovando, a cultura da diversidade vai se incorporando, naturalmente”, explica Ari Brito, diretor executivo da Marca Pessoal Treinamentos. Para ele, a liderança é a peça chave nessa condução: “A liderança pode impulsionar e estimular novas atitudes que respeitem cada vez mais as diferenças. Muitas vezes as pessoas recebem com mais facilidade um colaborador com alguma deficiência do que uma pessoa com diferenças sociais ou sexuais. Acredito que temos que tratar o assunto de forma natural, valorizando quem tem que ser valorizado independentemente de suas diferenças”, reforça Ari. “Quando existem pessoas diferentes, com pensamentos diferentes por conta de suas culturas e valores, a possibilidade de encontrar soluções diferentes é mais fácil.” Outro ponto importante: ao contrário do que a crença popular propaga, o que as pesquisas mostram é que, em ambientes em que a diversidade é uma realidade, os conflitos caem pela metade: “A maioria dos conflitos pode ser evitado se os pares se colocarem no lugar um do outro”, diz o diretor. Aliás, se colocar no lugar do outro e aceitar as diferenças como contribuições é um exercício que começa no recrutamento e seleção, com critérios inclusivos. “O recrutador deve estar aberto a encontrar alguém com as melhores qualidades e potencialidades, nem sempre isso vai ser encontrado nas pessoas mais previsíveis. Alavancar os negócios está nas mãos das pessoas e de suas qualidades, não de suas características físicas ou demográficas”, analisa Ari. Tem perguntas sobre o tema? Mande para rmo@abrhsp.org.br que a gente responde.      

Educação financeira para produtividade nas empresas

Folha de Alphaville
liiao_yu_cheih_conarh Com 59 milhões de pessoas negativadas, impossível não ter um colega de trabalho que esteja passando por essa situação. “A estimativa é de que 40% dos adultos estejam com as contas em atraso”, conta Liao Yu Cheih, sócio-diretor da 4evergreen. “Existe uma clara relação entre bem-estar financeiro e produtividade na empresa: aumenta a taxa de faltas no trabalho, o chamado absenteísmo.” Segundo ele, desconsiderar a situação e o momento da equipe tem consequências. Liao ainda lembra que mesmo presente no ambiente de trabalho, a cabeça pode estar imersa na questão financeira: “Quando a empresa investe em dar assistência financeira para os funcionários, ela consegue gerar bem-estar e, como confirma um estudo publicado na Harvard Business Review, isso gera vantagem competitiva em relação às concorrentes. Além da saúde física e mental do colaborador, é preciso fechar o tripé e ficar de olho na saúde financeira”. Em vez de empréstimo e adiantamento, como trabalhar a educação financeira? “Não é chamar para uma palestra uma vez por ano. É um começo, mas não é o que vai gerar mudança de hábito. A empresa consegue mais resultados, por exemplo, formando multiplicadores internos, no RH, por exemplo, para trabalhar as orientações continuamente. É um colega ajudando o outro.” Uma das sugestões de Liao é trabalhar com grupos menores e workshops específicos. Assim como é preciso levar a família em consideração: “Alguns programas de educação financeira levam em conta os cônjuges. Eles são envolvidos nas atividades”, explica. “Para ser eficaz, os programas precisam convencer os funcionários de que a empresa se preocupa com eles, e que o programa dará o que for preciso para aprender a se tornar bem-sucedido financeiramente”, ressalta o especialista, que conclui: “Não se pode ignorar a individualidade de cada um. Aconselho sempre que for possível oferecer atendimento personalizado, como clínicas, coaching financeiro e hotline. E cuidado: sempre que a gente fala em educação financeira, a gente pensa em chão de fábrica, no nível operacional. Não é bem assim. Tem muito executivo com problema. Pense em todos”.

A ESSÊNCIA DO DESAFIO

Se você está no mercado de trabalho, empregado ou não, você está enfrentando desafios. E a primeira etapa para resolvê-lo é reconhecer a sua essência. Há aqueles que demandam resposta rápida. E com rápido não estou querendo dizer que é necessariamente a primeira que aparece na sua mente e que você verbaliza por reflexo. Para lidar com a adversidade com sucesso é preciso estar com as competências desenvolvidas e atualizadas.

No conjunto de demandas que envolvem um desafio, o repertório de competências precisa emergir com mais força do que a simples emoção. Claro que elas vão existir, mas o que precisamos espalhar é o como colocá-las a favor da melhor resolução agora. Com uma crise em andamento não dá para paralisar e ficar analisando todos os aspectos. Foque no impacto. E nesse caso a experiência, por vivência ou observação, faz com que você acesse mais rapidamente diferentes ângulos, com diferentes históricos.

Logo, a capacidade de se recuperar rapidamente, a chamada resiliência, é mais concreta quando a atitude vem de um aprendizado. De que adianta me reposicionar para a ação rapidamente se não sei para onde ir? Como Dina Gederman fala em um artigo para a Harvard Business Review: “O regime de resiliência é um plano de fitness de longo prazo, e não uma dieta radical”. Portanto, a essência do desafio é plantada muito antes da adversidade. Não espere que a crise chegue para triplicar o esforço. O que você, líder, tem plantado?

 

https://hbr.org/2010/01/how-to-bounce-back-from-adversity

 

http://www.forbes.com/sites/hbsworkingknowledge/2016/08/08/how-to-respond-to-workplace-adversity-with-resilience/#5b2cede526db

 

Fonte: Folha de Alphaville – 02 de setembro de 2016

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