Dia Mundial da Saúde: como integrar o bem-estar à estratégia organizacional 

O Dia Mundial da Saúde, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 7 de abril de 1950, não se limita a uma data simbólica, mas representa um chamado concreto para que organizações revisem suas práticas e integrem o cuidado com a saúde física e mental às decisões estratégicas do negócio. “Hoje em dia, falar de saúde no trabalho significa abordar produtividade, sustentabilidade organizacional e gestão de riscos. Não se trata mais de uma agenda assistencial ou de responsabilidade social isolada, e sim de uma dimensão central da governança corporativa”, afirma Patricia Pessoa Pousa, executiva de Recursos Humanos, doutora em Saúde Mental e membro do Comitê de Saúde da ABRH-SP.

Segundo a OMS e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), aproximadamente 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos todos os anos no mundo devido à depressão e à ansiedade, gerando um impacto econômico estimado em cerca de US$ 1 trilhão anuais em perda de produtividade. “Esses dados reforçam um ponto essencial: o bem-estar deixou de ser um benefício e passou a ser um fator estratégico de desempenho organizacional”, destaca Patricia.

A literatura científica demonstra que ambientes saudáveis de trabalho resultam em uma série de benefícios. A redução do absenteísmo e do presenteísmo é um deles. Aumento do engajamento e da retenção de talentos, melhoria da performance e da qualidade do trabalho, redução de acidentes e afastamentos e fortalecimento da reputação organizacional também são observados.

De acordo com o modelo Total Worker Health®, desenvolvido pelo National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH), a integração entre segurança, saúde e bem-estar no trabalho é uma das estratégias mais eficazes para a sustentabilidade organizacional e para a proteção da força de trabalho.

Além disso, a norma internacional ISO 45003, primeira diretriz global voltada à gestão de riscos psicossociais, estabelece que a saúde mental deve ser tratada como parte integrante do sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional, exigindo planejamento, monitoramento e melhoria contínua.

Na avaliação da representante do Comitê de Saúde da ABRH-SP, integrar o bem-estar à estratégia organizacional significa reconhecer os riscos psicossociais como riscos ocupacionais, incorporar indicadores de saúde ao planejamento estratégico, desenvolver lideranças preparadas para ambientes psicologicamente seguros e transformar dados de saúde em decisões de gestão.

“Essa mudança representa uma transição importante, que passa da gestão reativa para a gestão preventiva”, conclui Patricia Pousa.

Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (06, abril de 2026)