Escala 6×1 será tema de webinar promovido pelo CORHALE

O debate em torno da extinção da escala 6×1 de trabalho, que tem mobilizado a opinião pública, é tema de webinar organizado pelo CORHALE (Comitê RH de Apoio Legislativo) braço legislativo do sistema ABRH em todo o Brasil. Previsto para o dia 14 de abril, o evento traz para o centro das discussões os impactos da redução das escalas para trabalhadores, empresas e economia brasileira. Com a participação de Magnus Ribas Apostólico, o webinar tem a mediação de Inês Restier, diretora da MICR, membro do CORHALE e diretora financeira da ABRH-SP. As inscrições são gratuitas.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1 deve ser votada pela Câmara dos Deputados ainda no primeiro semestre de 2026. Como ponto central, o texto prevê a extinção das escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso.

Para Magnus Ribas Apostólico, administrador de empresas com mais de três décadas de atuação em Gestão de Pessoas e Negociações Coletivas, membro do CORHALE, diretor de Relações do Trabalho da Febraban, conduzindo por mais de 20 anos negociações nacionais entre bancos e bancários, o tema é complexo e merece reflexões aprofundadas. 

De acordo com o representante do CORHALE, um primeiro aspecto a considerar é o fato de jornadas semanais de 42, 40, 36, 30 e até 20 horas semanais já serem realidade nas organizações brasileiras, “a maioria absoluta definida por Convenções ou Acordos Coletivos e algumas, para determinadas atividades, por lei ordinária”, ressalta.

Na visão de Apostólico, as escalas de trabalho, independentemente da jornada semanal, existem para atender às necessidades específicas das atividades produtivas. “Temos trabalho em turnos ininterruptos, 24 horas por dia e 7 dias por semana, que assim continuarão. Há que observar também trabalhos em períodos determinados do dia ou da semana ou dos feriados.” Ele considera, ainda, as demandas de atendimento da população em hospitais, padarias, restaurantes, entretenimento, turismo e outras atividades de interesse coletivo.

No que diz respeito às questões econômicas, Apostólico avalia que a extinção da escala 6×1 pode trazer riscos, tornando várias atividades inviáveis. “Neste cenário, não haverá investimento, geração de empregos e contratação de serviços”, afirma. “Diversos estudos mostram perdas de produtividade, mas é pior do que isso. Serão perdas de atividades, com reflexos diretos na economia do país”, completa.

Sobre produtividade, Magnus Apostólico lembra que a brasileira é das mais baixas do mundo e “tende a ser ainda pior”, pontua. De acordo com levantamento realizado em 131 países pela The Conference Board, organização de pesquisa econômica global, o Brasil ocupa o 78º lugar, atrás de Uruguai (48º), Argentina (56º) e Chile (59º). Luxemburgo, Noruega e Dinamarca figuram como os países mais produtivos.

Como reflexão, o representante do CORHALE destaca a necessidade de produtividade crescente para o país. Ao mesmo tempo, ressalta que legislações que afetam toda a cadeia produtiva de trabalho merecem amplo debate, com a participação dos principais setores da sociedade.

O webinar “CORHALE responde: Jornada 6×1” tem inscrições abertas em www.sympla.com.br/evento-online/webinar-corhale-responde-jornada-6×1/3326490

Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (23, março de 2026)