A maternidade representa um ponto de inflexão na carreira das mulheres brasileiras. De acordo com o estudo “Políticas para a corresponsabilidade no mundo do trabalho”, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), 50% das profissionais deixam o mercado de trabalho até dois anos após o nascimento do primeiro filho. Esse dado, segundo a ABRH-SP, condiciona a necessidade de transformações nas organizações para que haja menos evasão de talentos e mais equilíbrio para o desempenho das mulheres que passam a conciliar vida profissional e experiência da maternidade.
Um dos grandes eventos anuais da ABRH-SP, o Congresso LIFE – Liderança Feminina em Movimento constitui a cada edição um ambiente para atualização e aprimoramento das discussões sobre a liderança feminina no ambiente do trabalho. O papel da mulher na construção da sociedade e de organizações comprometidas com um futuro sustentável, não só nos aspectos ambiental e econômico, mas também social, consolida no evento propostas inspiradoras e de transformação na prática. E a maternidade, como destaca o LIFE, está no centro do debate como um dos aspectos mais relevantes do universo corporativo relacionado à atuação feminina.
O retorno da mulher ao trabalho após o período da licença-maternidade requer menos discursos institucionais e mais iniciativas eficientes que contemplem a nova realidade da profissional.
De acordo com a ABRH-SP, entre as ações a serem consideradas pelas empresas, a flexibilidade é fator de retenção da profissional que se torna mãe. Neste sentido, as lideranças têm papel decisivo para redesenhar horários, estabelecer ritmo, metas e expectativas condizentes com o novo momento da mulher. Uma estratégia a ser considerada configura um plano de aceleração que permita conciliar, gradativamente, demandas profissionais e necessidades pessoais.
Para as lideranças, tão importante quanto estabelecer um planejamento estruturado é o desafio de mitigar comportamentos de exclusão na empresa, que tomam forma como questionamentos sobre a dedicação da mulher ao trabalho após a licença-maternidade e o afastamento da profissional das redes de influência, onde decisões relevantes são tomadas.
Outro aspecto importante na discussão sobre maternidade e trabalho, segundo a ABRH-SP, exige uma transformação na cultura organizacional, de modo que mais mulheres ocupem posições de liderança nas empresas.
No momento em que o mercado demanda habilidades como empatia, colaboração e escuta ativa, a ampliação da presença feminina em postos de decisão, na visão da ABRH-SP, tende a surtir efeitos transformadores não apenas nas organizações, mas também na sociedade.
Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (11, maio de 2026)