O número de brasileiros 60+ inseridos no mercado de trabalho passou de 5,7 milhões para 8,7 milhões em uma década, um salto de 53%. O panorama apresentado em um levantamento inédito da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, reforça a importância da intergeracionalidade no ambiente de trabalho. Neste sentido, a campanha Outubro Prateado, segundo a ABRH-SP, representa um momento propício para que as empresas tragam o tema para o centro dos debates.
Hoje, uma em cada quatro pessoas com 60 anos ou mais está trabalhando. O percentual de 25% é o maior registrado entre 2016 e 2025. No levantamento, a Nexus também destaca o contraste entre as diferentes faixas etárias na última década. Entre os jovens, o número de ocupados cresceu 8% no período (de 12,2 milhões para 13,1 milhões) contra o salto de 53% dos 60+.
De acordo com a ABRH-SP, valorizar o patrimônio de conhecimento e as habilidades dos profissionais 60+ é uma decisão estratégica das organizações e um diferencial competitivo. A chamada geração prateada se destaca pelo alto senso de responsabilidade, visão ampla sobre negócios e pessoas e grande capacidade de resolução de conflitos. Essas competências agregam à ousadia e agilidade dos colaboradores mais jovens, criando equipes multigeracionais mais aptas a buscar bons resultados.
Nas empresas, o setor de Recursos Humanos tem a oportunidade de se colocar como agente de transformação para a diversidade etária.
Uma ação relevante do RH é a criação de programas de recrutamento voltados à geração prateada. Não menos importantes são os planos de desenvolvimento para os profissionais 60+ que podem contemplar diversas iniciativas.
É possível, por exemplo, investir em mentorias reversas para trocas de experiência e habilidades entre colaboradores de diversas idades.
Em uma proposta de inovação constante, ações de lifelong learning, na visão da ABRH-SP, são essenciais para proporcionar empregabilidade e competitividade à geração prateada. Também os programas de reskilling e upskilling podem promover atualização e acompanhamento das novas demandas do mercado.
Realidade do presente, o envelhecimento populacional traz necessidades de mudanças nas políticas de RH e na cultura organizacional. Segundo a ABRH-SP, investimentos em equipes multigeracionais promovem diversidade, ao mesmo tempo que contribuem para a sustentabilidade dos negócios.
Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (12, outubro de 2026)