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Saúde tem preço sim e custa caro

No mundo corporativo, quando damos um zoom na área de RH, especificamente na gestão de Benefícios, identificamos que manter o custo do plano de saúde dentro dos valores orçados é com certeza um dos maiores desafios. De acordo com a pesquisa HR Trends 2019, realizada pela ProPay, 55,95% dos entrevistados consideram a gestão de Benefícios Estratégicos como uma atividade tática, ou seja, uma atividade importante que se encontra entre o meio termo entre operacional e estratégico. A gestão de Benefícios não é uma tarefa simples, pois o Plano de Saúde faz parte desse contexto. Fatores que provocam elevação dos custos Existem condições que são capazes de desorganizar as contas dos planos de saúde. O primeiro fator é o epidemiológico. Ele se dá com a redução das doenças transmissíveis e o aumento e prevalência das doenças crônicas. Nesta área os tratamentos são de longa duração e na maioria das vezes de alto custo. No Brasil as doenças crônicas são responsáveis por mais de 70% do total de mortes. O segundo fator é o demográfico. A migração da população para o interior dos estados levou com ela também a necessidade de tratamentos que antes eram exclusivos de grandes cidades, impactando assim o custo médico praticado nessas localidades. Empresas com colaboradores em diversas regiões precisam estar atentas na precificação e indicar para a consultoria que irá realizar o estudo a localização de cada um, pois com isso conseguirá custos mais justos. As alterações nas faixas etárias são o terceiro fator. O envelhecimento rápido da população está impactando o custo assistencial da saúde, uma vez que a idade traz consigo necessidades adicionais de tratamentos. Estudos demonstram que 80% dos custos com a saúde se dão após os 60 anos de idade. Estima-se que, em trinta anos, 30% dos brasileiros estarão acima dessa idade, número que hoje é de 12%. O quarto fator é a transição tecnológica e científica. Novos equipamentos, somados a uma nova geração de medicamentos, incrementam as estatísticas de sucesso no tratamento de doenças complexas e também na melhora da qualidade de vida dos pacientes com doenças crônicas. Isso faz com que as indústrias desse setor pratiquem margens de lucro acima da média de mercado, encarecendo o custo dos tratamentos. Nesse segmento, mais tecnologia significa mais custo.

Fonte: O Estado de São Paulo, 18 de Novembro de 2018.

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