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CONVERSA SOBRE RH: Investimento nas pessoas

Desde que o CEO da Chubb Seguros, Acacio Queiroz, assumiu a filial brasileira há sete anos, a companhia cresceu 400% e tem tido uma recorrente evolução no ranking da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Formado em Economia, com especialização em finanças pela Florida International University, Queiroz, que acumula uma experiência de cerca de 40 anos na área de seguros, tem demonstrado um especial interesse pela gestão de pessoas. Ele já ministrou palestras sobre Conflitos de Gerações, Liderança e Motivação em universidades, associações, federações e na Conferência Latino-Americana Great Place to Work. Recentemente, também participou do Fórum dos Presidentes, evento que abre a programação do CONARH, para discutir a competitividade das empresas brasileiras. Nesta entrevista, ele fala sobre a gestão de pessoas na Chubb e suas expectativas em relação ao crescimento do país.

GP – O sr. participou do Fórum dos Presidentes, promovido pela ABRH-Nacional. O que achou do evento?

AQ – Participo de diversos eventos da área de RH pelo Brasil e posso garantir que o Fórum dos Presidentes é diferenciado, pois fornece posicionamentos para o CONARH e para os próprios presidentes. Desta vez participaram quase 100 presidentes, que foram divididos em mesas para discutir temas relacionados à competitividade. Fiz parte de um debate produtivo sobre a relação entre capital intelectual e competitividade.

GP – Por falar nisso, o que falta para que as empresas brasileiras sejam mais competitivas e inovadoras?

AQ – Temos um problema básico que atrapalha a competitividade do país: a educação, que é sofrível. O Brasil aparece em 54º em um ranking internacional de educação e apresentamos altos índices de analfabetismo funcional. Além disso, precisamos considerar o chamado custo Brasil: impostos em excesso, burocracia (levam-se três meses para abrir uma empresa), alto custo de logística, leis trabalhistas travadas e falta de incentivo à inovação e à criatividade. Nesse caso, até sugiro uma espécie de Lei Rouanet (que possibilita as empresas e cidadãos aplicarem uma parte do Imposto de Renda devido em ações culturais) para incentivar a competitividade. À parte tudo isso, sou otimista. Temos de parar de chorar e partir para a luta. Mas cada um tem de cooperar e fazer a sua parte. A Chubb, por exemplo, investe muito na formação de seu pessoal.

GP – Como a empresa contribui para a formação dos seus funcionários?

AQ –Temos um programa de formação de executivos – o Chubb Business School – que proporciona estudos fora do país; programas específicos para o pessoal de vendas e negócios; para o desenvolvimento de lideranças; de incentivo à educação de idiomas; além de um importante programa de trainees. Tudo feito com base no alinhamento estratégico e medido para observar o desenvolvimento das pessoas. Temos ainda um trabalho de comunicação muito forte, com destaque para a Chubb TV, que conta com um estúdio próprio e profissional para a produção de programas transmitidos diariamente para os funcionários de todo o país.

GP – O que a Chubb tem feito para reter seus talentos?

AQ – Em primeiro lugar, é importante definir talento. Para mim, talento é a pessoa que entrega mais do que você esperava. A Chubb é uma empresa centenária, extremamente voltada para os colaboradores, e que durante muito tempo foi paternalista. Hoje, porém, com as mudanças constantes, as pessoas querem competitividade dentro da empresa. Como esse eixo mudou, a Chubb continua paternalista, mas espera que as pessoas cresçam apresentando resultados. Essa mudança de postura é fundamental para reter os talentos. Também é importante estar atento aos conflitos de gerações. Como líder, temos de entender que os tempos estão mudando e é necessário tirar o melhor de cada um. As novas gerações desejam ser desafiadas das 7h30 às 19h30 e é preciso dar isso a elas.

GP – Quais são suas expectativas em relação ao crescimento do país neste e nos próximos anos?

AQ – De certa forma, foi bom não continuarmos a crescer 7% ao ano porque o país não teria infraestrutura para suportar esse crescimento. Isso deve mudar com o pacote de infraestrutura apresentado recentemente pelo governo. Acho que teremos neste ano um crescimento em torno de 2% em função de um segundo semestre melhor – julho já apresentou os melhores indicadores dos últimos treze meses. O índice de confiança dos empresários, por exemplo, tem crescido, o nível de empregos está estabilizado e a demanda permanece aquecida, não tanto quanto nos anos anteriores, mas permanece. Creio que, em 2013, o país vai arrancar novamente, com um crescimento entre 3,5% e 4%. Sou mais otimista ainda em relação a 2014, 2015 e 2016 por causa dos grandes eventos esportivos que serão realizados, do pré-sal e dos investimentos em energias renováveis, que farão com que o país cresça de 4% a 5%.

 

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