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EVENTO: Qualificação profissional foi o tema principal do Fórum Capital Humano

Cerca de 750 pessoas participaram, na última terça, do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, realizado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), pelo Sesi – Serviço Social da Indústria e Senai-SP – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, com o apoio da ABRH-SP, no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista.

Ao longo de um dia todo de atividades, o evento promoveu a aproximação entre os gestores de Recursos Humanos da indústria, do Sesi e do Senai para a melhor utilização dos produtos e serviços referentes à formação e qualificação profissional. Na abertura, o fórum contou com a participação de Carlos Daudt Brizola, ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Ortiz, secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, e Paulo Skaf, presidente da Fiesp. 

Brizola Neto, como é mais conhecido, comentou sobre o momento especial do país, de grande convergência de interesses e objetivos entre o capital, o trabalho e o Estado. “O Brasil inaugurou um novo processo de inserção que exige esforços para alcançar maior produtividade e competitividade dos nossos produtos”, disse o ministro, que afirmou ser possível a busca pela competitividade sem questionar direitos e garantias do trabalhador. O ministro falou ainda da dívida secular do Brasil por não ter superado o desafio de grandes investimentos em educação pública de qualidade e tempo integral. “Se falharmos na base fica cada vez mais difícil superar os gargalos da qualificação profissional”, alertou. 

Carlos Ortiz destacou o compromisso da secretaria com o diálogo entre o capital, o trabalho e o poder público e a importância de discutir com as empresas que tipo de mão de obra queremos. “Tenho dito ao governador que não quero qualificar por qualificar; quero qualificar para empregar.” Já o presidente da Fiesp questionou: como um país pode se dizer desenvolvido se há pessoas passando fome, se existem falta de segurança e carência de um atendimento de saúde de qualidade? “É preciso começar desde cedo dando às crianças oportunidades iguais”, afirmou Skaf, que deixou uma mensagem especial aos profissionais de RH da plateia: “Para cuidar e lidar com as pessoas precisa ser muito especial. É uma missão que ultrapassa os limites da empresa. Por isso, tenham coragem de fazer aquilo que é correto. O gestor do capital humano não pode ter receio”.

Os participantes também assistiram a palestras com especialistas em educação profissional e Recursos Humanos. O vice-presidente da ABRH-SP, Almiro dos Reis Neto, falou sobre a transição da gestão operacional para a estratégica do RH. Em um cenário atual de crise de talentos, empresas em crescimento e cargos superespecializados, a vida do profissional de RH não está fácil, comentou Reis Neto. “É preciso encontrar soluções heterodoxas numa situação heterodoxa.” 

Ao lembrar que não existe apenas um RH, mas uma diversidade, ele abordou as várias fases do RH, que classificou de básica, operacional, voltada para o desempenho e estratégica – o estágio mais avançado. “O RH estratégico dá dinheiro”, disse. 

Também falaram no evento Sylvio Alves de Barros Filho, diretor titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp, e Walter Vicioni Gonçalves, superintendente Operacional do Sesi e diretor Regional do Senai. Wolnei Tadeu Ferreira, diretor Jurídico da ABRH-Nacional, apresentou os impactos do novo RH no desenvolvimento das pessoas e na competitividade das empresas. 

Na parte da tarde, os participantes visitaram um espaço de atendimento setorial onde puderam tirar suas dúvidas sobre as áreas tecnológicas do Senai; sobre os centros de atividades do Sesi que proporcionam cultura, esporte, educação, qualidade de vida e saúde; e sobre Recursos Humanos com a ABRH-SP. O estande do INSS e da Superintendência Regional do Trabalho atendeu aos interessados em esclarecimentos sobre a Lei de Cotas (aprendiz e pessoas portadoras de deficiência).

Página do Estado 07 de Outubro de 2012

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