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O bom preparo ajuda a lidar com adversidades

Profissionais bem preparados demonstram capacidade e grande potencial para lidar com mudanças e adversidades

 

É nos momentos de mudanças e dificuldades, ou de “crise” como preferem alguns, que os profissionais bem preparados demonstram seu verdadeiro potencial, capacidade e condições para lidar com as adversidades. Sem o preparo prévio, fica bem mais difícil enfrentar tais momentos, propor soluções e permanecer engajado em meio à instabilidade. “Os profissionais que gerenciam e cuidam de suas carreiras são os que se destacam nessas horas”, lembra a diretora de Conhecimento e Aprendizagem da ABRH-SP Edna Bedani.

 

Para ela, uma boa definição de carreira é a do professor Joel Dutra, livre docente da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP): “Carreira é uma sequência de atitudes e comportamentos associada com a experiência e atividades relacionadas ao trabalho durante o período de vida de uma pessoa”.

 

É algo, portanto, que precisa de carinho, atenção e gestão ao longo de toda a vida produtiva. “Um trabalho de gestão de carreira bem-feito deve envolver quatro aspectos: autoavaliação/autoconhecimento, “auto” motivação, networking e relacionamento, e autodesenvolvimento”, assinala Edna, que atua na área de Recursos Humanos há mais de 20 anos e também é professora universitária, em cursos de pós-graduação e MBA executivo. 

 

O autoconhecimento é uma etapa importante para a tomada de consciência dos interesses e necessidades individuais, de definição de uma missão de vida, avaliação dos valores do trabalho e definição e cumprimento dos objetivos individuais – “o que eu realmente quero”! A “auto” motivação está relacionada com a procura do que motiva o profissional e o afastamento do que o desmotiva.

 

Já o networking significa a busca de relacionamentos sustentáveis. Não adianta procurar as pessoas apenas quando se está em busca de uma nova oportunidade de trabalho ou em transição de carreira. O networking é construído ao longo da vida social e corporativa. Também tem a ver com a imagem, com as condutas e posturas adotadas – como todo mundo sabe, não adianta ser bom, tem de parecer e ser percebido como tal.

 

O autodesenvolvimento, por sua vez, é autoexplicativo: os profissionais são responsáveis pelo próprio aprendizado, portanto, devem buscar ampliar e atualizar a formação, adquirir novos conhecimentos e buscar o aprendizado constante, bem como solicitar feedbacks dos colegas e superiores.

 

Em relação a esses dois últimos aspectos, as associações profissionais têm um papel importante. “Elas criam possibilidades de desenvolvimento e networking com profissionais de diferentes ramos de atividades, gerando oportunidades de aprendizado ‘sem igual’”, avalia Edna. “Também propiciam um ambiente favorável para o conhecimento, reconhecimento e desenvolvimento de competências.”

 

Com 50 anos de história, a ABRH-SP é um exemplo nesse sentido. A entidade sempre investiu em cursos e eventos de desenvolvimento para os profissionais de Recursos Humanos e sempre criou maneiras de proporcionar e facilitar o networking entre seus associados. Os Grupos de Estudos sobre diferentes temas de interesse de RH, mantidos há quase uma década, são um exemplo de troca de conhecimento e relacionamento (saiba mais sobre os benefícios de se associar à ABRH-SP na matéria abaixo).

 

Fonte: Jornal Estadão – 24/01/2016

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