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O storytelling no ambiente corporativo

Desde os primórdios, o homem sempre teve o hábito de contar e registrar sua história. As pinturas rupestres, as fábulas, as lendas e os mitos acompanharam a humanidade ao longo dos tempos, preservando sua memória e perpetuando a cultura, os hábitos e costumes dos povos. A “contação de histórias” sempre esteve presente em nossas vidas. Quem não se lembra de alguma história que nossos pais ou educadores nos contavam quando éramos crianças?

Recentemente a prática de contar histórias ganhou uma roupagem mais técnica e estruturada – o storytelling, um jargão cada vez mais encontrado no ambiente corporativo. Em outras palavras, o que era antigamente utilizado de forma empírica nas corporações e por pessoas que tinham a habilidade ou o dom de captar a atenção de todos e até mesmo cativá-los e contagiá-los por meio das histórias que contavam para ilustrar seus comentários e pensamentos, atualmente ganha uma abordagem mais estruturada e se transforma em potente ferramenta comunicacional.

O storytelling hoje já é utilizado pelo CEO de uma corporação para captar a atenção de todos em uma reunião de diretoria e até mesmo engajá-los em um novo projeto. Também é utilizado para ilustrar conceitos ou comportamentos que se desejam inculcar ou evitar nos participantes das sessões de treinamento e desenvolvimento.

As histórias, quando contadas de forma envolvente, estimulam a atenção plena e geralmente provocam algum tipo de emoção nos indivíduos que as ouvem, componentes estes que a neurociência identificou recentemente apresentarem o poder de ativar o hipocampo, importante região do cérebro responsável pela geração da memória de longo prazo.

Portanto, o uso do storytelling, além de continuar sendo um importante instrumento para cativar e envolver as pessoas em qualquer ambiente, passa a ser tratado também como importante ferramenta de comunicação eficaz e duradoura com todos: colaboradores, corpo diretivo, clientes e fornecedores, entre outros.

 

Sergei Serbin é integrante do Grupo Técnicas Vivenciais e Tendências em Educação Corporativa da ABRH-SP (sede)

 

Fonte: Jornal Estadão – 3 de janeiro de 2015

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