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TALENTOS NA ERA DIGITAL

 

Estudioso da cultura digital, Gil Giardelli deixou a plateia sem fôlego com conceitos e práticas da Era Digital. E frisou: “Nada disso é futurismo. Está tudo acontecendo neste momento”.

Com exemplos práticos de empresas e pessoas que investem em inovação, ele assinalou que nenhuma ideia deve ser jogada fora. “A inovação passa por um processo em que primeiro as pessoas debocham dela, depois tentam proibi-la e, por fim, comprá-la.” E também citou um “antiexemplo”: a Kodak, que afundou por não apostar na ideia da foto digital, invento que nasceu na própria organização.

Apesar dos muitos desafios e medos envolvidos na Era Digital, Giardelli indica que se trata de um caminho sem volta. Citando o escritor e futurista norte-americano Alvin Toffler, morto em 2016, lembrou que o “analfabeto do século 21 não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”.

Com uma pesquisa em mãos, ele destacou que líderes digitais são 26% mais lucrativos, mas apenas 9% das lideranças no Brasil são digitais ante a média mundial de 33%. Outro gap de nossa economia, salientou, é a formação de profissionais, pois não há um pacto entre governos, empresas e academia para gerar centros de inovação.

Aliás, a julgar pela apresentação de Giardelli, o Brasil está bem atrasado no mundo business. “O capitalismo de ‘cumpadre’ está nos desconectando da Quarta Revolução Industrial”, referindo-se ao cenário político, econômico e empresarial do país.

No encerramento, Now voltou ao palco para conversar com o conferencista, recitar poesia, dançar e, por fim, sentar-se para descansar, encantando a plateia. Giardelli foi aplaudido de pé.

 

 

 

 

Fonte: O Estado de São Paulo, 24 de Agosto de 2017.

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