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TREINAMENTO & DESENVOLVIMENTO – A educação no centro da estratégica empresarial

Lançada em maio deste ano, a Universidade Bradesco – Unibrad é o resultado da evolução da área de treinamento para um modelo de universidade corporativa que pretende dar as condições necessárias para que os mais de 107 mil funcionários da instituição financeira atuem em um mercado local e global. “Nós desconstruímos o modelo anterior para construir um novo”, explicou Simone Borensztejn, gerente de Departamento responsável pela Unibrad, durante o Fórum Universidades Corporativas, realizado na última quinta, em São Paulo.

Totalmente integrada à área de Recursos Humanos e contando com o apoio das lideranças, a Unibrad tem uma estrutura de atendimento que envolve 242 colaboradores e 14 unidades em todo o país, além das instalações da sede do Bradesco, em Osasco (SP). Com recursos próprios, a universidade corporativa tem a capacidade de desenvolver mais de 3.300 pessoas simultaneamente, sem contar com outras instalações externas.

A iniciativa, como informou Simone, vai além do atendimento aos funcionários. Conforme a visão de tornar-se referência em formação de competências e lideranças, fortalecendo o valor da marca e o compromisso social, a Unibrad pretende disponibilizar o conhecimento para seus stakeholders e atender aos jovens, estudantes e à sociedade. Já são 25 títulos de cursos, como os de finanças pessoais e comunicação escrita, abertos ao público em geral no site do Bradesco.

Essa aposta na educação – o Bradesco destina mais de R$ 100 milhões por ano para a área – é uma prática comum nas empresas que investem em universidades corporativas fora do país, mesmo em tempos de crise. Na palestra sobre as perspectivas globais do segmento, os professores da FIA – Fundação Instituto de Administração, Marisa Eboli e Sergio Nery, que recentemente visitaram grandes universidades corporativas norte-americanas e francesas, deixaram isso claro.

Um dos principais exemplos de organizações que colocam a educação no centro da estratégia é a GE com a Crotonville, universidade corporativa considerada o sonho de consumo de todos os que atuam na área. Inaugurada em 1956 e mesmo tendo uma história de sucesso, Crotonville iniciou há dois anos um projeto para se reinventar. Batizado de Re-Imagining Crotonville, o programa enfatizou, entre outros aspectos, releitura da experiência, potencialização da tecnologia, conexão global, colaboração e novas formas de aprender, incluindo um espaço para os executivos trabalharem com arte e uma cozinha onde eles podem exercer as habilidades de integração e convivência com a diversidade.

Mais um exemplo citado foi o do Q-Center, universidade corporativa da Accenture onde é praticado o phenomenal learning: a criação de um nível surpreendente de encantamento e excelência em todos os aspectos da experiência de formação, sem deixar cair o nível de aprendizagem. O interessante é que a Accenture vende a compartilha o espaço para outras empresas, inclusive as concorrentes.

Ainda no Q-Center, os professores conheceram a sala de aula do futuro, uma rede mundial de salas de aula interligadas que usam novas tecnologias e ideias de design para melhorar a colaboração e o engajamento dos alunos e professores – estes últimos, na verdade, assumem o papel real de facilitador das discussões. “Qual não foi nossa surpresa ao visitarmos a Hamburger University, da McDonald´s Corporation, no dia seguinte e ver concretizada no presente a sala de aula do futuro, que na véspera não passava de um PowerPoint”, destacou Marisa Eboli.

Outros cases de educação corporativa, como o da Universidade Fleury e da Vale, foram apresentados no Fórum Universidades Corporativas, uma realização da Revista T&D Inteligência Corporativa que contou neste ano com o apoio da ABRH-SP.

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