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Blended learning: quais as vantagens de implementar

O país vive um boom de educação a distância e são muitos os formatos oferecidos. Blended, em inglês aplicado à expressão, quer dizer combinado. Ou seja, uma metodologia que combina EAD e presencial. Luciano Maffia, consultor que desenvolveu o método na McDonald’s University conta como funciona.

“Com o avanço tecnológico e a disseminação das tecnologias, todo mundo, independentemente de geração, se sente mais à vontade para lidar com os recursos online: câmeras, microfones, aplicativos de conversação… Essa popularização e a questão das dificuldades de deslocamento ajudaram muito o aparecimento de novos cursos e a consolidação como opção aos cursos presenciais, mas temos um problema gigantesco que é o engajamento”, ressalta Luciano.

Ele lembra que, quando o EAD começou no Brasil, há cerca de 7 anos, as aulas eram só assíncronas, ou seja, o material era gravado e o aluno podia acessar a hora que quisesse, sem, no entanto, ter como interagir ao vivo com o professor. “Esse modelo, principalmente para nós latinos que gostamos de interagir, na prática complicava: os alunos começavam, mas um número enorme não chegava ao fim do curso.”

 

O blended learning surgiu para combater essa questão. As ferramentas mais atuais propiciam aulas ao vivo e plateias virtuais de até 5 mil acessos simultâneos. A dinâmica permite que os participantes façam perguntas diretamente para o professor e “são feitos trabalhos, inclusive em grupo, pela tecnologia. Fizemos um curso assim, de seis aulas online e a sétima foi presencial. Quando os alunos chegaram já se reconheciam e se tratavam como amigos. Foi bem interessante”, relembra Luciano.

 

Outra questão importante para o blended learning é a preparação do professor ou facilitador. “Recrutamos facilitadores que se destacavam ao vivo, mas eles perdiam o referencial. Sentiam falta do feedback corporal da plateia: aquele aceno de cabeça concordando ou discordando, o sorriso, as perguntas… Tivemos que prepará-los para olhar para a câmera, para seguir um ritmo, sem esses elementos dos presencial. Não é só simplesmente transportar o professor e o conteúdo para o novo suporte”, alerta o consultor.

 

Para quem tem dúvidas sobre aderir, ele dá a certeza de que este é o caminho da educação nos próximos anos. “É uma forma de democratizar porque você tem custos menores. A hora/aula do professor passa a ser rateada por mais pessoas, porque não tem a limitação da sala física, que restringe o número de vagas. Assim, o preço do acesso também pode ser mais popular E tem ainda a questão de deslocamento, hospedagem, custos indiretos que pesam mesmo. Uma sugestão para testar seu comportamento online é participar dos inúmeros webinars que o mercado oferece. Eles são pontuais, sem necessariamente o objetivo que um projeto de blended learning tem, mas são instrumentos para criar a cultura digital. Muitos são gratuitos e, sem bem conduzidos, podem ser bastante interativos.”

 

 Pesquise, participe e conte pra gente o que você achou: rmo@abrhsp.org.br

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