O poder da inteligência emocional em ação no cotidiano

Chris Melchiades e Carlos Prado

O normal de hoje é vivermos em um mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo, na tradução da sigla para o português), que expõe as pessoas ao estresse todos os dias e as deixa doentes. Esse ambiente demanda cada vez mais a inteligência emocional, que também vem ganhando maiores espaços nos ambientes corporativos, explicou Chris Melchiades, vice-presidente da Consultoria Fellipelli Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Organizacional, na palestra sobre o tema apresentada na última quarta, na sede da ABRH-SP.

“A inteligência emocional é o conjunto de habilidades emocionais e sociais que influenciam como nos relacionamos com nós mesmos e com os outros, como desenvolvemos e mantemos relações sociais, como expressamos ideias e manifestamos comportamentos, como usamos a informação emocional de um modo efetivo e significativo para tomar decisões e como lidamos com tensões e desafios do cotidiano”, definiu Chris.

Segundo ela, o primeiro passo é sempre o do autoconhecimento. “Só sou capaz de gerenciar aquilo que conheço.” Depois, nomear a emoção – até 92 expressões emocionais já foram mapeadas – e descobrir a fonte que a origina. “Todos nós temos inteligência emocional. Os leigos acham que uma pessoa com controle do impulso baixo e expressão emocional alta não tem, mas não é assim”, explicou.

De acordo com a palestrante, ter a capacidade de perceber as emoções é fundamental para a liderança e os gestores precisam ser, acima de tudo, empáticos. “A inteligência emocional não traz benefícios somente para a pessoa que a gerencia. Quem convive com alguém com alta inteligência emocional também se beneficia dela”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo – 08 de outubro de 2017