CORHALE promove webinar para debater e orientar sobre a NR-1

Com a proximidade da aplicação da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), no que se refere à avaliação dos fatores psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), muitas empresas expressam dúvidas sobre a nova regra. Com o propósito de debater e orientar sobre o tema, o Comitê RH de Apoio Legislativo (CORHALE), braço legislativo do sistema ABRH em todo o Brasil, promove um webinar no dia 26 de maio com a participação de especialistas.

Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) disponibilizou o “Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho”. Porém muitos questionamentos ainda persistem entre as organizações.

De acordo com pesquisa nacional realizada pela Heach Recursos Humanos, envolvendo 1.730 empresas brasileiras, 68% afirmam não compreender claramente o que muda com a nova NR-1. Outro dado também chama a atenção: 62% não possuem qualquer indicador formal para identificação e monitoramento de riscos psicossociais, um dos pontos centrais da atualização da norma. Por fim, e não menos preocupante, 58% admitem que só reagiriam a problemas de saúde mental após afastamentos, denúncias formais ou ações judiciais, evidenciando um modelo ainda predominantemente reativo.

Na avaliação da advogada Maria Lúcia Ciampa Benhame Puglisi, membro do CORHALE e participante do webinar NR-1: o que muda e como se preparar, “o gerenciamento de riscos psicossociais é crucial e deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de gerenciamento de riscos”.

A implementação de medidas de segurança, ressalta a representante do CORHALE, é de responsabilidade do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho). Segundo ela, é importante contar com um profissional especializado nesse tipo de risco e análise. “Não é papel do jurídico e do compliance, senão como coadjuvantes do SESMT após o mapeamento desses riscos. Ou seja, o protagonista é o SESMT”, afirma.

As empresas, de acordo com a advogada, devem realizar avaliações de risco completas e estabelecer planos preventivos, garantindo a colaboração entre as áreas de RH, segurança do trabalho e de outros departamentos. Ela destaca a importância da análise do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário). “Há várias atividades econômicas que têm nexo direto com o CID-F de doença mental, e neste caso todo cuidado é pouco.”

Como reflexão final, Maria Lúcia Puglisi considera que as empresas têm o dever legal e moral de cuidar da saúde geral de seus funcionários, e ignorar essas responsabilidades pode levar a problemas maiores. “Mas sem um bom exame técnico, talvez se criem muitos mais riscos até onde eles não existiam”, alerta.

Inscrições para o webinar NR-1: o que muda e como se preparar: https://bit.ly/webinar-corhale-nr1

Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP(06, abril de 2026)