Em períodos de instabilidade, a cultura organizacional torna-se mais visível nos comportamentos

O ano eleitoral e as incertezas econômicas não mudam a cultura de uma organização. Porém, na visão de Aline Swalf, facilitadora dos Grupos de Estudos da ABRH-SP, tornam mais visíveis os comportamentos que predominam nas relações do dia a dia no trabalho.

A cultura organizacional, como destaca Aline Swalf, não é formada por “valores escritos na parede”. Mas é construída por comportamentos que se repetem diariamente e pelas atitudes que são incentivadas, toleradas ou corrigidas pela liderança.

Em momentos de maior polarização, como tem acontecido nos últimos anos, em período eleitoral, o diálogo, segundo ela, pode deixar de buscar compreensão para ser um esforço de convencimento. “O respeito às diferenças pode ser substituído por julgamentos e um comentário de corredor passa a valer mais do que a comunicação oficial. É justamente nessas pequenas interações que a cultura organizacional ganha força ou perde consistência”, afirma.

Nesse cenário, a facilitadora dos Grupos de Estudos da ABRH-SP destaca que cada comunicação e cada conversa da liderança ganham ainda mais importância, pois reforçam os comportamentos alinhados aos valores da organização. Mais do que evitar conversas sobre política ou economia, pondera Aline, o desafio das empresas é preservar uma cultura em que diferentes perspectivas possam coexistir sem comprometer o respeito, a confiança e a colaboração.

“Os períodos de instabilidade passam. O que permanece é a forma como as empresas escolhem atravessá-los e os comportamentos fortalecidos ao longo desse caminho. Afinal, os valores orientam as decisões da organização, e os comportamentos revelam a cultura vivida no dia a dia”, conclui Aline Swalf.

Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (06, julho de 2026)