A agenda do voluntariado alcança um significado ainda mais especial em 2026. Com a instituição pela ONU (Organização das Nações Unidas) do Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável, a perspectiva é ampliar a participação de pessoas que dedicam tempo e habilidades para contribuir em ações de interesse social e comunitário. No ambiente de trabalho, o voluntariado corporativo vem mostrando um cenário de expansão. Dados do Censo Brasileiro de Voluntariado Empresarial 2025 registram 34 mil ações de voluntariado, 131 mil voluntários e 7,3 milhões de pessoas alcançadas.
“Com base em Censos e estudos, notamos que o voluntariado empresarial vem crescendo no Estado de São Paulo. Nos últimos anos, o aumento chegou a cerca de 30% no número de empresas que apoiam práticas voluntárias e entendem a importância dessa conexão com a comunidade ou terceiro setor de maneira relevante”, afirma Roberta Nunes Barbosa, gerente executiva da ABRH-SP.
De acordo com o último Censo Brasileiro de Voluntariado Empresarial, a ODS 4, quarto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, que visa assegurar educação inclusiva, equitativa e de qualidade, permanece como a mais trabalhada nas ações de voluntariado das empresas.
Além dos indicadores de atuação, o levantamento destaca avanços relevantes na gestão dos programas de voluntariado. Nas empresas, 95,12% monitoram suas ações por meio de indicadores quantitativos; 68% utilizam referências qualitativas. Também o investimento médio anual cresceu 22%, passando de R$ 275 mil para R$ 336 mil por empresa.
Os públicos mais atendidos pelas iniciativas, segundo o Censo, são jovens (90%), mulheres (70%) e moradores de periferias (65%), o que reforça o alinhamento das ações às demandas sociais prioritárias.
Os benefícios, na avaliação da gerente executiva da ABRH-SP, também se refletem dentro das organizações. Pesquisas mostram que o voluntariado contribui para desenvolver competências profissionais, como liderança, comunicação, empatia e tolerância, além de fortalecer o sentimento de pertencimento e o orgulho de fazer parte da empresa. “É uma iniciativa que gera impacto social, mas também ajuda a fortalecer a cultura interna e a formar profissionais mais engajados e conscientes do seu papel na sociedade”, conclui Roberta Nunes Barbosa.
Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (24, agosto de 2026)