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O papel do RH no apoio aos profissionais de saúde

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

Protagonismo do RH em tempos de crise

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

Leia Mais

As melhores práticas para o RH estratégico em tempos de pandemia

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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Mudanças no home office com a MP 927/2020

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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Campinas e Baixada Santista realizaram reuniões on-line

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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Comunicado: agenda de eventos alterada em função do COVID-19

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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8 perguntas sobre a implantação emergencial de home office

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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Flex Office/ Flex Work: o exemplo da Braskem

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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5 dicas de segurança digital

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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ABRH-SP comemora hoje 55 anos

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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RH no Fórum Econômico Mundial

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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Por que a “Aprendizagem Significativa” pode promover o engajamento?

Com colaboradores que continuam trabalhando normalmente e ainda muito mais sobrecarregados que no passado devido ao papel na linha de frente de enfrentamento da pandemia de Covid-19, a área da saúde tem exigido soluções em tempo recorde dos seus RHs. O tema foi abordado no webinar que a ABRH-SP promoveu em 27 de março: Os Desafios dos Profissionais de Saúde e o Papel do RH. Transmitido via Zoom, o evento teve participação de Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP e superintendente de RH do A.C. Camargo Câncer Center; Maria Susana de Souza, vice-presidente da ABRH-SP e vice-presidente de RH da RD – Raia Drogasil; e Wagner Gattaz, psiquiatra e presidente da Gattaz Health & Results, com a moderação de Janine Goulart, diretora da ABRH-SP e sócia-líder da área de Mobilidade Global da KPMG.

Guilherme abriu o webinar falando dos cuidados com pacientes e colaboradores do único câncer center da América Latina, que conta com 5 mil profissionais, dentre eles 700 médicos. Conforme ele explicou, umas das primeiras providências foi a instalação de um Comitê de Crise, que se reúne diariamente. Outra foi investir em indicadores, algo que Guilherme recomendou até para quem não é da área da saúde. “Olhar para os indicadores faz parte da nossa revisão diária. No nosso caso, trata-se da fotografia dos colaboradores e pacientes.”

Outro ponto fundamental tem sido a comunicação transparente, por meio de boletins diários educativos e informativos, para manter as pessoas informadas o tempo todo, o que dá segurança aos colaboradores. “Para combater fake news, a gente sempre diz aos nossos colaboradores que a fonte oficial são esses boletins ou o canal de comunicação direta com os líderes”, destacou Guilherme.

Já as ações da área de Recursos Humanos basicamente têm como objetivo garantir a segurança dos profissionais: reforço da área de medicina do trabalho; implantação de um programa na área de saúde mental, chamado de Cuidando de você; definição de backups, no caso de afastamento dos líderes; e, como o entorno está com os restaurantes e estacionamentos fechados, foi feita uma adaptação interna para ampliar o restaurante e permitir mais carros no estacionamento próprio.

“Como a gente segue a vida normal, enquanto o mundo está de quarentena, essas ações foram necessárias, assim como outras. Fizemos uma ajuda emergencial de R$ 400 para os profissionais poderem pagar alguém para ficar com os filhos até 10 anos e adaptamos os vestiários para evitar que as enfermeiras circulassem uniformizadas nas ruas”, completou Guilherme.

Gente que cuida de gente

Susana compartilhou com os participantes do webinar como vêm sendo conduzidas as iniciativas em uma empresa do setor essencial, que conta com quase 42 mil funcionários. “Quando a gente se depara com um episódio como esse, nosso propósito, que é o de cuidar de perto das pessoas em todos os momentos da vida, encontra um espaço pleno. Atuamos baseados na crença de que somos uma organização de gente que cuida de gente e isso nunca foi tão verdadeiro como agora. Observamos em todas as áreas de nossa empresa as pessoas nutridas em prol do nosso propósito”, disse.

Para conduzir as operações em um universo bastante fragmentado – a RD está presente em 23 estados com mais de 2.100 lojas –, a comunicação frequente e transparente tem sido fundamental. A empresa usa uma ferramenta de comunicação que funciona dentro do contexto de mídia social e permite aos funcionários contarem, de qualquer lugar do país onde estão, o que estão fazendo e como estão se sentindo.

“É um veículo que a gente tem usado com bastante intensidade também para fazer as nossas ações de reconhecimento. Criamos o conceito ‘Não importa onde eu esteja, estou aqui para apoiar vocês’, porque era muito importante que as nossas lojas soubessem que toda a área de retaguarda está presente atuando intensamente para garantir o nosso padrão de operação”, detalhou Susana.

Ela falou ainda de outras ações. Ao longo deste ano, a RD deve dedicar todos os recursos advindos da venda da revista Sorria para apoiar movimentos e instituições que trabalhem para combater os impactos deixados pela Covid-19. Também está sendo criado um fundo de emergência para as calamidades. Para cada R$ 1 doado por qualquer um dos funcionários, a RD doará R$ 1 para apoiar as pessoas que se encontrem em situação de vulnerabilidade em razão dos efeitos colaterais da pandemia.

Saúde mental

Medidas que podem proteger a saúde mental não só dos profissionais de saúde, como também dos profissionais das empresas em geral que estão confrontados com essa pandemia, também foram tema do webinar, com a participação do professor-doutor Gattaz. “No caso dos profissionais de saúde, eles estão em uma situação de sobrecarga dupla. Além de cuidar de pessoas infectadas, correndo o risco implícito não só de se infectar, como também de levar o vírus para casa, ainda têm a insegurança em relação à manutenção do emprego”, disse o psiquiatra.

Para ele, não é surpresa que em caso de pandemia se desenvolva uma prevalência muito maior de alguns transtornos psiquiátricos, como quadros de ansiedade e de depressão. Um estado de exceção como esse deixa marcas, não só durante, mas após a crise. E o que pode ser feito para diminuir esse risco?

A primeira ação é organizar um sistema de comunicação eficaz sobre a doença, que indique uma preocupação genuína com o bem-estar dos funcionários. “A informação dá segurança aos profissionais de saúde, que são questionados pelos pacientes e se sentem empoderados participando desse afluxo de informações”, explicou o psiquiatra. Também é importante adotar protocolos claros sobre o que fazer.

Tudo isso pode ser mediado pelo profissional de RH, que vai escorar tanto a comunicação sobre a doença como a comunicação sobre protocolos. Outro papel do RH está relacionado ao estigma que cobre os transtornos mentais, pois existe a crença de que são uma fraqueza ou falta de força de vontade. “Esse estigma o profissional de RH pode quebrar dentro da empresa, mostrando compreensão para o aparecimento dos sintomas durante uma crise como essa que estamos vivendo, e oferecendo apoio psicológico. São medidas que tornam o clima de trabalho menos desgastante para os funcionários”, concluiu.

Fonte: O Estado de São Paulo, 05 de Abril de 2020.

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Depoimentos

“A ABRH-SP atua como uma verdadeira usina geradora de inovações ao promover o compartilhamento de boas práticas de gestão e conceitos de RH entre os associados. Para nós da Sanofi, este trabalho é de enorme valor, pois nos ajuda a posicionar o RH de forma estratégica dentro da companhia.”
Pedro Pittella – Empresa SANOFIHead of Human Resources Sanofi Group Brazil
"Fazer parte da ABRH-SP está sendo muito bom, pois trouxe a oportunidade de acompanhar as novidades e trocar experiências com diversos executivos de RH, isto traz muito valor agregado"
Marcos Sousa - Empresa GOCILDiretor de RH e Jurídico na Gocil Segurança e Serviços
“Somos Associados ABRH-SP há um ano, as palestras que participamos na ABRH-SP tem nos ajudado a melhorar a gestão junto aos nossos colaboradores e entender que os mesmos são o centro para seguirmos em frente com a nossa companhia, temos muito carinho pela ABRH-SP, obrigado por tudo!”
João Paulo Lopes – Empresa MAZAGGerente de Recursos Humanos Agência Mazag

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