Novas rotinas, e muito trabalho, para os RHs

Como todo mundo, os profissionais de RH têm sido impactados pela pandemia, a quarentena, o estresse causado pelo isolamento social e as incertezas quanto ao futuro, com um agravante: por serem quem cuida das pessoas nas organizações, passaram a ter uma preocupação redobrada com as equipes, os funcionários e seus familiares.

Rubens Cagnin
📸 Divulgação

“Têm sido dias muito mais intensos, com entregas mais desafiadoras e o RH muito acionado”, resume Rubens Cagnin, diretor de Recursos Humanos e Assuntos Corporativos da CMP – Companhia Metalgraphica Paulista, empresa que conta com duas unidades, em Cajamar (SP) e Anápolis (GO), e 450 funcionários. Em razão da natureza do negócio – a CMP produz embalagens para alimentos –, a operação continua normal nas fábricas e 70% da força de trabalho permanece trabalhando nas unidades.

Rubens lidera uma equipe de sete profissionais, das áreas de RH e Segurança, que têm cuidado de todas as demandas exigidas por esse período de crise: férias, dinâmicas de horários e jornadas reduzidas, modificações nos contratos de trabalho, comunicação e ações de prevenção, como a distribuição de máscaras, controle do fluxo de pessoas, entre muitas outras.

Apesar de ter a possibilidade de trabalhar exclusivamente em home office, ele tem ido à empresa duas ou três vezes por semana. “Como líder, estou certo de que é importante estar presente, que a equipe perceba que estamos aqui juntos. É algo que está enraizado, por isso tenho feito um esforço para vir para a empresa.”

Quando em home office, Rubens conta que permanece o dia inteiro em reuniões virtuais, o que, para ele, é um desafio para a família. “A gente está fisicamente em casa, mas não à disposição dos filhos. Há a vantagem de almoçarmos juntos, ao final do dia fazermos uma atividade de lazer, claro, mas também o desafio da harmonia, pois estamos todos em uma situação de estresse.”

Para a gerente de Recursos Humanos do Grupo Plena Saúde, Flavia Marques, a insegurança quanto ao futuro tem sido a principal preocupação: “Foram muitas alterações de repente e a gente se pergunta será que vai conseguir dar conta? Como o RH poderá contribuir para apoiar a empresa e os colaboradores depois que essa pandemia acabar?”

Junto com a equipe de seis pessoas do RH e mais duas profissionais de segurança do trabalho, Flavia tem trabalhado presencialmente desde o início da crise para atender aos mais de 800 profissionais do Grupo Plena Saúde e Hospital Previna. “Não abro mão de estar perto da minha equipe e dos profissionais do grupo. O RH tem que transmitir apoio e acolhimento a todos. Esse é um momento difícil e juntos conseguimos amenizar os transtornos.”

Flavia Marques
📸 Divulgação

Segundo ela, o início da quarentena foi muito tumultuado, pois todos foram pegos de surpresa, e sem tempo hábil para entender o impacto da pandemia na empresa. “Porém, tivemos que pensar rápido, pois o governo começou a editar Medidas Provisórias e tínhamos de acompanhar as alterações para nortear a diretoria, os gestores e funcionários. Uma das principais mudanças na nossa área foram as recentes alterações da legislação, que acompanharam as Medidas Provisórias, e a preocupação em proporcionar aos colaboradores um atendimento muito mais humanizado e acolhedor, pois somos uma empresa de saúde e precisamos cuidar de quem cuida.”

Flavia não consegue enxergar um lado bom nessa crise, mas entende como positivos o reconhecimento e o olhar mais profundo para o profissional da saúde. Ela destaca, principalmente, o trabalho de toda a equipe de enfermagem, pois são profissionais imprescindíveis para uma assistência de excelência, porém sem reconhecimento na maioria das vezes. Infelizmente, foi necessária essa pandemia para que a categoria fosse valorizada.

Nova rotina

Se Flavia não teve sua rotina profissional alterada – tem apenas levado comida de casa ou pedido por aplicativo –, Rubens tem dividido mais as tarefas domésticas. “Acho que muitos estão aprendendo as atividades do lar. Eu mesmo passei a usar mais camisa polo, pois é bem mais fácil de passar”, confidencia.

Fonte: Assessoria de Comunicação ABRH-SP - 18 de Maio de 2020

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