Fraudes associadas a falsas ofertas de emprego têm crescido de forma expressiva no Brasil e demandam cuidados redobrados por parte dos profissionais que buscam recolocação no mercado de trabalho e também das empresas que zelam pela marca empregadora.
“Nem sempre oportunidade é oportunidade”, alerta Sol Feliciano, diretora de Marketing e Comunicação na ABRH-SP. “Em uma modalidade de oferta de trabalho que em geral começa com um contato no celular, observar os detalhes é fundamental para que o profissional não caia em golpes.”
O propósito das falsas ofertas de emprego é a coleta de dados pessoais do candidato e, em alguns casos, a obtenção de reconhecimento facial que permita fazer empréstimos em nome da vítima.
Sol Feliciano compartilha uma experiência pessoal que poderia ter resultado em golpe. “No primeiro contato sobre uma oferta de emprego, alguns detalhes me chamaram a atenção. O suposto recrutador tinha o meu currículo desatualizado, o que já configura algo incomum no processo”, conta.
Ao receber um link para um teste de perfil, ela foi alertada pelo computador de que havia um pedido para abrir a câmera. “Como não havia assinado qualquer termo sobre direito de imagem, desconfiei e me neguei a prosseguir.” A coleta de dados pessoais sem a autorização do candidato, como reforça Sol Feliciano, configura violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Para a diretora da ABRH-SP, é importante que o profissional em busca de nova colocação esteja atento a detalhes, como a atualização do currículo, e questione sempre os pontos que destoarem de um processo de seleção idôneo e seguro.
De acordo com José Augusto Figueiredo, presidente do Conselho Deliberativo da ABRH-SP e presidente da LHH LATAM, a transição de carreira é um momento de vulnerabilidade para o profissional e de grande responsabilidade para as empresas.
“O mercado possui muitas armadilhas. Outplacement responsável não promete emprego, porque nenhuma consultoria controla uma decisão de contratação. O que deve oferecer é método, escuta qualificada, estratégia individual, conexão real com o mercado, confidencialidade e acompanhamento consistente, para que cada profissional possa conduzir seu próximo passo com mais clareza, segurança e competitividade”, afirma Figueiredo.
Para as empresas, reforça o presidente do Conselho Deliberativo da ABRH-SP, escolher um parceiro com reputação, experiência comprovada e métricas transparentes é uma decisão de cuidado com as pessoas e também de proteção de sua marca empregadora.
Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (07, setembro de 2026)